Greve na Câmara de Coruche

Meio dia de greve foi cumprido, dia 18, pelos trabalhadores da Câmara Municipal de Coruche, para exigirem justas progressões na carreira e a consequente actualização salarial. Convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, a luta foi complementada com uma concentração, em que participaram 85 trabalhadores, apesar das pouco amistosas condições climatéricas, diante dos Paços do Concelho, durante uma reunião do executivo camarário, de maioria PS.
Os trabalhadores exigem que seja implementada a «opção gestionária» que, se estivesse em vigor, «teria feito progredir na carreira 169 trabalhadores». Lembrando que aquela opção está prevista no Sistema Integrado de Avaliação de Desempenho, SIADAP, o STAL/CGTP-IN recordou que ela permite a progressão na carreira aos funcionários que sejam classificados com «Bom», durante cinco anos, enquanto o sistema normal de avaliação só permite aquela evolução a quem obtenha a mesma classificação durante 10 anos.
Na resolução aprovada na concentração e entregue ao executivo, os trabalhadores recordam o compromisso assumido pela câmara, «quer em reunião com o sindicato, quer em informação interna de 8 de Outubro, que circulou pelos trabalhadores, onde a autarquia se comprometeu a fazer o levantamento do universo dos trabalhadores abrangidos», naquela opção, e a alterar a sua posição remuneratória.
Num comunicado, o STAL salienta que aquelas garantias foram dadas ao sindicato três dias antes das eleições autárquicas. Mas, assim que iniciou o novo mandato, no dia 27 de Novembro, o executivo PS negou aos trabalhadores o que tinha prometido, alegando falta de capacidade orçamental.


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