Jerónimo de Sousa no Seixal

Intensificar a luta para mudar de política

Jerónimo de Sousa participou, domingo, na Quinta da Atalaia, num almoço promovido pela Comissão Concelhia do Seixal do Partido. O Secretário-geral do PCP apelou à continuação da luta pela mudança de política.

«Qual será o contributo da banca “dos milhões” para combater a crise?»

Todos os anos por esta altura, a Comissão Concelhia do Seixal promove este convívio, ao mesmo tempo almoço e magusto de São Martinho. Mas este ano, pela situação política que o País atravessa, ganhou outros contornos. Como sublinhou, na sua intervenção, Jerónimo de Sousa, tratava-se da primeira iniciativa realizada no concelho após o «exigente ciclo eleitoral de três eleições».
Ciclo que, no Seixal, resultou num enorme êxito, tendo a CDU sido a primeira força política nas eleições para o Parlamento Europeu, tendo subido 600 votos para a Assembleia da República e tendo reforçado substancialmente as suas posições em todas as autarquias do concelho. «Por tudo isto daqui quero saudar também com uma imensa alegria os muitos construtores destes resultados, candidatos, apoiantes e activistas da CDU e o povo deste concelho».
Chamando a atenção para a recente apresentação e debate do programa do Governo, Jerónimo de Sousa considerou tratar-se de um «novo Governo e não Governo novo, porque desde a sua composição às políticas apresentadas e anunciadas é o velho que permanece». Patente ficou também, afirmou, a «falta de soluções e a ausência de uma estratégia por parte deste II Governo do PS de José Sócrates» e a convicção de que se trata de um «programa de continuidade agravada e de aprofundamento de algumas das mais gravosas políticas do seu anterior governo».
Por exemplo, adiantou Jerónimo de Sousa, o tão falado «pacto do emprego» é uma «mão cheia de nada de medidas para a criação de emprego» ao mesmo tempo que é «muito concreto na perspectiva da utilização do desemprego como argumento para avançar na concretização do Código de Trabalho, na desregulação dos horários, na redução da remuneração do trabalho e no aumento da precariedade». A própria ministra do Trabalho confirmou-o em declarações proferidas na passada semana, «admitindo expressamente a consideração da aplicação da chamada flexigurança».

Desigualdades e injustiças

Para Jerónimo de Sousa, a «manta é sempre curta» para os salários e pensões, ao passo que para o grande capital económico e financeiro «sobra o pano». «É um escândalo o que vai por esse mundo fora e por cá», realçou o dirigente do PCP, referindo-se aos lucros da banca – 5 milhões de euros por dia desde o início do ano.
À «conta da crise», denunciou o Secretário-geral do PCP, «recebem por todos os carrinhos»: «pela via dos apoios que não cessam, pelos impostos que não pagam (o cálculo da própria Associação de Bancos anunciava uma média de IRC a pagar pela banca, nos primeiros seis meses deste ano de 9,6 por cento, abaixo do escalão mínimo do IRS de um trabalhador) e pela via dos abusivos spreads e comissões que penalizam as pequenas e médias empresas e as famílias.» Para além da banca, há outros sectores dominados pelo grande capital que «vivem debaixo da protecção do poder que os serve e em condições altamente vantajosas de mercado garantido», acusou o dirigente comunista.
Face aos recentes anúncios de retoma do combate ao défice, Jerónimo de Sousa questiona: «Quem vai pagar a factura dos apoios? Os que recebem milhões de dividendos pela via dos lucros ou os contribuintes à custa das suas condições de vida?» Em sua opinião, o Governo tem que dizer «muito claramente qual o contributo que a banca dos milhões vai dar para combater a crise».
Comentando as notícias que se sucedem sobre casos de corrupção, tráfico de influências e uso de cargos públicos para enriquecimento ilícito, o dirigente do PCP considerou ser uma «exigência» que a justiça tenha condições para esclarecer todos estes casos. Assim, «exige-se que as autoridades judiciárias possam levar as investigações até ao fim, com os meios necessários e sem quaisquer ingerências do poder político ou económico», e que haja «garantias de que o Ministério Público possa conduzir as investigações necessárias com total autonomia».


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