Os pilares da Democracia ...
Depois do 25 de Abril de que guardamos memória viva, nunca a vida pública mergulhou tão baixo e tão fundo como agora. A política é um atoleiro. A comunicação social prostituiu-se. A banca e as finanças tudo comandam. O governo é uma farsa. O povo empobrece e vai de mal a pior. Um punhado de fortunas nunca conheceu tanta riqueza. A Igreja, do lado dos ricos, continua o seu trabalho de sapa.
Mente-se aos quatro ventos, impõe-se a mentira como se fosse a verdade e continua-se a mentir, mesmo que todos saibam que é mentira aquilo que ouvem. Dizia Salazar que «em política o que parece é !». São ventos da História que ameaçam voltar.
É num país reduzido a tão rasteira condição que vamos ser chamados a votar. Dentro de poucos dias. Bombardeados pelo fogo cerrado da propaganda controlada pelas grandes fortunas. Ensurdecidos pelo constante estrondo das promessas balofas e não cumpridas. Envenenados pelos fumos do incenso e mirra. Entorpecidos pelas balelas da reconciliação de classes.
Entendem os milionários que têm «o pássaro na mão». Que os pobres, os fracos e os explorados são massa amorfa, incapaz de se unir, de se erguer e de lutar. Os que ocupam os altos cargos do poder sentem pelo povo um soberano desprezo. Por isso, praticam malabarismos: têm na ponta da língua as «suas» estatísticas e as «suas» sondagens. Com elas, talham à «sua» medida a realidade virtual que melhor lhes convém.
Metem no mesmo saco desemprego e trabalho ocasional; anunciam que o capitalismo vê brilhar uma luz ao fundo do túnel; transformam os criminosos financeiros em grandes filantropos; investem biliões na salvação de grupos falidos e proclamam que isso é socorrer a economia; mas o que lhes interessa é o dinheiro e o lucro pessoal. Por isso o aparelho produtivo abre brechas por todos os lados e o fosso entre pobres e ricos é cada vez maior.
Luta de classes, desemprego e concentração das fortunas
Nos níveis do desemprego o Governo agarra-se aos seus números e só a muito custo se aproxima frouxamente da realidade social. Ainda nem sequer aceitou que a fasquia dos desempregados não é aquela que os centros de trabalho registam servilmente. Ficam de fora os desempregados não inscritos e milhares e milhares de outros que, conservando aparentemente os seus postos de trabalho estão em empresas insolventes, são atingidos pelos lay off, têm salários em atraso, trabalham em regime de «recibos verdes» e nem sequer recebem subsídio de desemprego. Não existem. Mas se considerarmos que, na família, o desemprego atinge não só o trabalhador inactivo mas toda a economia familiar (supunhamos, 3 ou 4 dependentes por família) facilmente se pode verificar que a chaga da destruição dos postos de trabalho conduz à pauperização e para a pobreza declarada que depois resvala para a miséria e atinge milhões de cidadãos. Simultaneamente, reduz o poder de compra e leva à falência dezenas de milhares de pequenas e médias empresas, o que arruína a economia.
No pólo oposto, Portugal está nas mãos do estrangeiro e o défice público não cessa de crescer. Os interesses da banca comercial sobrepõem-se às próprias leis do Estado e os banqueiros procedem como muito bem entendem. Apenas em três anos (2005/2008) as empresas públicas e privadas, amalgamadas numa gritante promiscuidade registaram, só no sector energético, 7236 milhões de euros de lucros líquidos; na área financeira – que também oculta largas relações ilícitas entre o público e o privado – as mais-valias atingiram o total de 9548 milhões. Onde foi parar esse dinheiro depois desaparecido nos meandros das finanças? Certamente aos off shores, ao fabuloso mundo do contrabando ou aos grandes investimentos fraudulentos. O Estado encobre o crime.
Toda esta situação de ruína já não se pode remendar. O único caminho possível é a completa ruptura com a fraude e com a mentira. É regressar a Abril. A um país livre em que o Estado esteja ao serviço de um Povo de produtores, em cujo tecido social o trabalho seja a força vital e os trabalhadores e todos os cidadãos, com a classe operária como vanguarda, possam dar origem e construir uma sociedade próspera e justa. O primeiro passo neste sentido é dar nova força ao voto popular.
Só o Povo, a Justiça e a Liberdade, são Pilares da Democracia. Vamos a votos!
Mente-se aos quatro ventos, impõe-se a mentira como se fosse a verdade e continua-se a mentir, mesmo que todos saibam que é mentira aquilo que ouvem. Dizia Salazar que «em política o que parece é !». São ventos da História que ameaçam voltar.
É num país reduzido a tão rasteira condição que vamos ser chamados a votar. Dentro de poucos dias. Bombardeados pelo fogo cerrado da propaganda controlada pelas grandes fortunas. Ensurdecidos pelo constante estrondo das promessas balofas e não cumpridas. Envenenados pelos fumos do incenso e mirra. Entorpecidos pelas balelas da reconciliação de classes.
Entendem os milionários que têm «o pássaro na mão». Que os pobres, os fracos e os explorados são massa amorfa, incapaz de se unir, de se erguer e de lutar. Os que ocupam os altos cargos do poder sentem pelo povo um soberano desprezo. Por isso, praticam malabarismos: têm na ponta da língua as «suas» estatísticas e as «suas» sondagens. Com elas, talham à «sua» medida a realidade virtual que melhor lhes convém.
Metem no mesmo saco desemprego e trabalho ocasional; anunciam que o capitalismo vê brilhar uma luz ao fundo do túnel; transformam os criminosos financeiros em grandes filantropos; investem biliões na salvação de grupos falidos e proclamam que isso é socorrer a economia; mas o que lhes interessa é o dinheiro e o lucro pessoal. Por isso o aparelho produtivo abre brechas por todos os lados e o fosso entre pobres e ricos é cada vez maior.
Luta de classes, desemprego e concentração das fortunas
Nos níveis do desemprego o Governo agarra-se aos seus números e só a muito custo se aproxima frouxamente da realidade social. Ainda nem sequer aceitou que a fasquia dos desempregados não é aquela que os centros de trabalho registam servilmente. Ficam de fora os desempregados não inscritos e milhares e milhares de outros que, conservando aparentemente os seus postos de trabalho estão em empresas insolventes, são atingidos pelos lay off, têm salários em atraso, trabalham em regime de «recibos verdes» e nem sequer recebem subsídio de desemprego. Não existem. Mas se considerarmos que, na família, o desemprego atinge não só o trabalhador inactivo mas toda a economia familiar (supunhamos, 3 ou 4 dependentes por família) facilmente se pode verificar que a chaga da destruição dos postos de trabalho conduz à pauperização e para a pobreza declarada que depois resvala para a miséria e atinge milhões de cidadãos. Simultaneamente, reduz o poder de compra e leva à falência dezenas de milhares de pequenas e médias empresas, o que arruína a economia.
No pólo oposto, Portugal está nas mãos do estrangeiro e o défice público não cessa de crescer. Os interesses da banca comercial sobrepõem-se às próprias leis do Estado e os banqueiros procedem como muito bem entendem. Apenas em três anos (2005/2008) as empresas públicas e privadas, amalgamadas numa gritante promiscuidade registaram, só no sector energético, 7236 milhões de euros de lucros líquidos; na área financeira – que também oculta largas relações ilícitas entre o público e o privado – as mais-valias atingiram o total de 9548 milhões. Onde foi parar esse dinheiro depois desaparecido nos meandros das finanças? Certamente aos off shores, ao fabuloso mundo do contrabando ou aos grandes investimentos fraudulentos. O Estado encobre o crime.
Toda esta situação de ruína já não se pode remendar. O único caminho possível é a completa ruptura com a fraude e com a mentira. É regressar a Abril. A um país livre em que o Estado esteja ao serviço de um Povo de produtores, em cujo tecido social o trabalho seja a força vital e os trabalhadores e todos os cidadãos, com a classe operária como vanguarda, possam dar origem e construir uma sociedade próspera e justa. O primeiro passo neste sentido é dar nova força ao voto popular.
Só o Povo, a Justiça e a Liberdade, são Pilares da Democracia. Vamos a votos!