Por outra política

Lutar com o voto

«Votar para defender os direitos, promover os interesses dos trabalhadores e assegurar o desenvolvimento do País» - foi este o apelo que a CGTP-IN deixou, numa posição divulgada após a reunião da sua Comissão Executiva, na segunda-feira.
No documento, a central recorda que «a luta intensa, concretizada pelos trabalhadores nos locais de trabalho, nos sectores, nas regiões e nas grandes manifestações nacionais contra as práticas patronais violadoras dos direitos dos trabalhadores e contra as políticas negativas prosseguidas
pelo actual Governo, contribuíram decisivamente para um forte sentido de mudança, expresso nos resultados das últimas eleições para o Parlamento Europeu, e reforçaram a esperança e confiança de que é possível e necessário encontrar caminhos alternativos».
A 27 de Setembro e a 11 de Outubro, o voto dos trabalhadores «assume-se como um valioso instrumento para dar continuidade a essa luta
». A Inter rejeita a abstenção e «exorta os trabalhadores e trabalhadoras, assim como os seus familiares, a participarem activamente nas próximas eleições, contribuindo com o seu voto para defenderem os seus interesses e direitos, para condenarem políticas seguidas nesta legislatura, para rechaçarem as propostas da direita e as políticas neoliberais, venham de onde vierem, para reforçarem a democracia, para criarem condições políticas que permitam a mudança necessária».
«Mais deputados e mais autarcas que se identifiquem com os direitos e os interesses dos trabalhadores, com as propostas dos sindicatos e da CGTP-IN, reforçarão a luta por uma mudança de rumo na vida nacional», conclui a central.
No mesmo sentido se pronunciaram várias estruturas do movimento sindical unitário, como a Fiequimetal (federação da metalurgia, química, farmacêutica, energia e minas) ou a Fectrans (federação dos transportes e comunicações), em comunicados que focam a situação nos respectivos sectores. Para trazer à actualidade eleitoral os problemas dos trabalhadores, a União dos Sindicatos de Lisboa realizou anteontem, no Rossio, uma tribuna pública contra a destruição do aparelho produtivo, e a US de Aveiro decidiu promover um «roteiro de solidariedade», ontem, e uma concentração frente à CM da Feira, amanhã.


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