Clima de confiança e simpatia
Jerónimo de Sousa esteve anteontem no Funchal, onde participou numa acção de campanha, sempre rodeado de manifestações simpatia e apoio.
Esta passagem do Secretário-geral do PCP pela Madeira, onde esteve várias horas, teve como ponto alto a intervenção por si proferida no mercado dos Lavradores, momento político que antecedeu uma animada arruada até ao Centro de Trabalho do PCP. Reafirmada foi a necessidade de uma ruptura com a política de direita e a criação de uma política de esquerda alternativa para Portugal.
Perante os muitos militantes, simpatizantes, independentes, membros de «Os Verdes» e população em geral, o dirigente comunista afirmou que o factor que pode contribuir para a derrota do PS nas próximas eleições é a política de direita que executou no decurso da governação e o não ter cumprido as promessas que fez.
«Acreditamos que aqui na Madeira a CDU avança com toda a confiança e aqueles que se preocupam com o crescimento da CDU deviam preocupar-se mais com a pobreza, o desemprego, as injustiças que continuam a existir e a cavar a sociedade madeirense», sublinhou.
Esta era a resposta de Jerónimo de Sousa ao líder do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, que por várias vezes tem alertado para o que chama de «perigo» das forças de esquerda (PCP e BE) representarem presentemente 20 por cento das intenções de voto do povo povo português.
«O que pode colocar a direita no poder é a política do PS, com o primeiro-ministro José Sócrates a governar, na medida em que roubou as bandeiras da direita, no plano da política económica e social», assegurou Jerónimo de Sousa, respondendo aos jornalistas.
Entendendo que o «PS sofreu profunda penalização» nas eleições para o Parlamento Europeu, considerou que «se for novamente penalizado a si próprio o deve, tendo em conta a política que realizou».
«O que pode derrotar o PS é ter governado do lado dos mais poderosos, praticando uma política de direita, esquecendo as suas promessas emblemáticas para a Assembleia da Republica», defendeu o dirigente comunista, antes de observar que «se o PS quer ser PS e se afirma de esquerda tem de abandonar esta política e corrigir o que está no seu programa, que é a insistência na ideia que não muda de rumo».
Jerónimo de Sousa chamou ainda a atenção para a necessidade de alterar a Lei das Finanças Regionais com vista a acabar com a discriminação e desigualdade entre a Madeira e os Açores, considerando que a diferença actual se baseia em «critérios inventados pelo PS» que devem ser corrigidos.
A inoportunidade de uma revisão constitucional foi igualmente salientada pelo líder comunista que sustentou, por outro lado, que as autonomias podem ser objecto de «aperfeiçoamentos desde que não colidam com o princípio da unidade nacional».
Esta passagem do Secretário-geral do PCP pela Madeira, onde esteve várias horas, teve como ponto alto a intervenção por si proferida no mercado dos Lavradores, momento político que antecedeu uma animada arruada até ao Centro de Trabalho do PCP. Reafirmada foi a necessidade de uma ruptura com a política de direita e a criação de uma política de esquerda alternativa para Portugal.
Perante os muitos militantes, simpatizantes, independentes, membros de «Os Verdes» e população em geral, o dirigente comunista afirmou que o factor que pode contribuir para a derrota do PS nas próximas eleições é a política de direita que executou no decurso da governação e o não ter cumprido as promessas que fez.
«Acreditamos que aqui na Madeira a CDU avança com toda a confiança e aqueles que se preocupam com o crescimento da CDU deviam preocupar-se mais com a pobreza, o desemprego, as injustiças que continuam a existir e a cavar a sociedade madeirense», sublinhou.
Esta era a resposta de Jerónimo de Sousa ao líder do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, que por várias vezes tem alertado para o que chama de «perigo» das forças de esquerda (PCP e BE) representarem presentemente 20 por cento das intenções de voto do povo povo português.
«O que pode colocar a direita no poder é a política do PS, com o primeiro-ministro José Sócrates a governar, na medida em que roubou as bandeiras da direita, no plano da política económica e social», assegurou Jerónimo de Sousa, respondendo aos jornalistas.
Entendendo que o «PS sofreu profunda penalização» nas eleições para o Parlamento Europeu, considerou que «se for novamente penalizado a si próprio o deve, tendo em conta a política que realizou».
«O que pode derrotar o PS é ter governado do lado dos mais poderosos, praticando uma política de direita, esquecendo as suas promessas emblemáticas para a Assembleia da Republica», defendeu o dirigente comunista, antes de observar que «se o PS quer ser PS e se afirma de esquerda tem de abandonar esta política e corrigir o que está no seu programa, que é a insistência na ideia que não muda de rumo».
Jerónimo de Sousa chamou ainda a atenção para a necessidade de alterar a Lei das Finanças Regionais com vista a acabar com a discriminação e desigualdade entre a Madeira e os Açores, considerando que a diferença actual se baseia em «critérios inventados pelo PS» que devem ser corrigidos.
A inoportunidade de uma revisão constitucional foi igualmente salientada pelo líder comunista que sustentou, por outro lado, que as autonomias podem ser objecto de «aperfeiçoamentos desde que não colidam com o princípio da unidade nacional».