Washington sonega provas de tortura

A administração de Barack Obama pediu esta segunda-feira, 10, ao Supremo Tribunal dos EUA que impeça a publicação de fotos dos soldados norte-americanos a torturar presos no Iraque e no Afeganistão. O pedido, argumenta a Casa Branca, obedece a «medidas de segurança».
«O presidente dos Estados Unidos e os oficiais militares de alta patente, responsáveis pelos operacionais actualmente no Iraque e no Afeganistão, consideraram que a publicação dessas fotos constituiria um risco considerável para a vida e a integridade física dos soldados e do pessoal civil norte-americano», refere a mensagem enviada pela administração Obama ao Supremo Tribunal.
Recorde-se que a polémica sobre a divulgação das fotos – prova da prática de tortura de prisioneiros sempre negada pela administração Bush – foi suscitada pela Associação de Defesa das Liberdades Civis (ACLU), que recorreu à justiça para obrigar o Pentágono a revelar cerca de 30 fotos do comprometedor acervo fotográfico. Os tribunais acolheram a petição e o Pentágono devia executar a ordem até finais de Maio, chegando mesmo a admitir a divulgação de uma centena de fotografias, mas o presidente Obama opôs-se.
«Estas fotos seriam a prova material de que as torturas infligidas pelo Exército norte-americano aos prisioneiros não eram uma anomalia mas sim uma prática que se prolongou muito para além dos muros da prisão de Abu Ghraib» no Iraque, afirmou a ACLU em comunicado de imprensa.
O Supremo Tribunal deve anunciar nos próximos meses se aceita ou não examinar o pedido formulado agora pela Casa Branca.


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