Fatah reconhece direito à resistência

O Congresso do Fatah, principal partido laico palestiniano, aprovou no sábado, 8, o seu programa político, que reitera «o direito do povo palestiniano a resistir à ocupação israelita por todos os meios possíveis».
Reunidos na cidade de Belém (Cisjordânia), os cerca de 2000 delegados ao Congresso votaram por «esmagadora maioria» a cláusula onde se afirma: «Apesar de estarmos empenhados em conseguir uma paz justa e de continuarmos a procurá-la, não renunciamos a nenhuma outra forma de a alcançar. Acreditamos na resistência, por todos os meios possíveis; é um direito legal das nações ocupadas para enfrentar os seus ocupantes». O documento sublinha igualmente que os palestinianos não se recusam a «reconhecer Israel como Estado judeu a fim de proteger os direitos dos refugiados e dos palestinianos do outro lado da linha verde, entre Israel e a Cisjordânia», numa referência aos cerca de 1,3 milhões de árabes que vivem em Israel.
As autoridades israelitas reagiram de imediato. O ministro da Defesa, Ehud Barak, considerou o Congresso «decepcionante e nada prometedor», enquanto o chefe da diplomacia, Avigdor Lieberman, afirmou que a plataforma política aprovada tinha «enterrado qualquer possibilidade de chegar a uma paz com os palestinianos nos anos mais próximos».
Ainda no sábado, o Congresso – o primeiro realizado em 20 anos – renovou por unanimidade o mandato de Mahmud Abbas como presidente da Autoridade Palestiniana.


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