Guardas-florestais e bombeiros interpelam Governo

Persistentes na luta

Uma manifestação nacional de guardas-florestais está convocada para esta tarde, junto à residência oficial do primeiro-ministro. Amanhã vão ser exigidas respostas do MAI para os bombeiros.

Vale a pena lutar

«Temos de ser persistentes, para que o Governo dê satisfação às reivindicações apresentadas», afirma a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, recordando que, «com a concentração nacional do passado dia 25 de Maio, obrigámos o secretário de Estado da Administração Interna a marcar, no próprio dia, a reunião que exigíamos, o que prova que a luta vale a pena».
No comunicado aos guardas-florestais, a apelar à participação na manifestação, que tem início marcado para as 14.30 horas, a FNSFP/CGTP-IN referia que o secretário de Estado, José Magalhães, ainda não tinha dado qualquer resposta sobre a atribuição aos guardas-florestais de escala e de piquete, de patrulha e por serviço nas forças de segurança. Por outro lado, na reunião de 3 de Junho, na secretaria de Estado, não foram dadas quaisquer garantias de, a curto prazo, ser apresentada uma solução para o futuro da carreira florestal, onde aqueles profissionais estão enquadrados.
Os guardas-florestais (que este Governo integrou no SEPNA da GNR em 2006) e os seus representantes sindicais aguardam, desde o final de 2008, uma proposta do Ministério da Administração Interna sobre a valorização da carreira e esperam igualmente medidas concretas que melhorem as condições de trabalho.
Exigir do Governo o cumprimento da Constituição, relativamente aos bombeiros, é o objectivo apontado, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, para uma delegação de representantes ir amanhã, pelas 10.30 horas, à secretaria de Estado da Administração Interna.
O Executivo de José Sócrates e do PS pretende «legislar nas costas dos trabalhadores e das suas estruturas representativas, preparando-se para fazer aprovar regulamentação referente às carreiras dos bombeiros profissionais das autarquias, bombeiros sapadores e bombeiros municipais, sem ouvir os directamente interessados», acusam os sindicatos da CGTP-IN, num comunicado conjunto divulgado anteontem. Isto sucede, salientam,depois de o Governo ter estado «vários meses a protelar a obrigação de legislar» e «sem que nada o justifique».
Para o STAL e o STML, «o actual Governo, operando de má fé, e numa atitude absolutamente prepotente e ilegal, pretende alterar as carreiras dos bombeiros, a forma de remunerar e progredir, bem como a organização dos tempos de trabalho, entre outras matérias». Contra tal comportamento, vão exigir que o Governo cumpra os preceitos constitucionais de negociação e audição dos trabalhadores.


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