A maior taxa dos últimos 10 anos

Desemprego a subir

A taxa de desemprego na zona euro atingiu em Junho os 9,4 por cento, o valor mais elevado desde 1999. Em Portugal, este indicador permanece oficialmente nos 9,3 por cento.

Na União Europeia há 21,5 milhões de pessoas desempregadas

Segundo os últimos dados do Eurostat, divulgados dia 31, a taxa de desemprego na União Europeia (UE) a 27 subiu para os 8,9 por cento, o valor mais elevado desde Junho de 2005.
Na zona euro e na UE-27 o desemprego subiu 0,1 por cento relativamente a Maio, subindo para 21,5 milhões o número de pessoas sem emprego na UE-27, das quais 14,9 milhões vivem nos 15 países da chamada zona euro.
Relativamente a Junho de 2008, a taxa de desemprego homóloga subiu 1,9 por cento na Zona Euro e dois por cento na UE-27. Em Portugal, este indicador subiu 1,6 por cento no espaço de um ano.
A Espanha (18,1%), a Letónia (17,2%) e a Estónia (17%) apresentam as taxas mais altas de desemprego, enquanto, do lado oposto, a Holanda (3,3%) e Áustria (4,4%) são os países com menor taxa de desempregados.

Inflação negativa

Com o abrandamento da actividade económica, verifica-se uma tendência para a diminuição da inflação na generalidade dos países da UE. De acordo com o estudo do Eurostat, igualmente divulgado dia 31, a taxa de inflação anualizada na zona euro continuou sua trajectória descendente, situando-se em -0,6 por cento em Julho, meio ponto percentual abaixo da de Junho, o que representa o segundo registo negativo consecutivo deste indicador.
O Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado (IPCH) de Junho (-0,1%) foi o primeiro registo negativo da história deste indicador, medido desde 1997. A palavra «harmonizado» significa que o cálculo é feito segundo um método comum em toda a UE.
O Eurostat publicará no próximo dia 14 o IPCH definitivo correspondente a Julho, com informação detalhada sobre a sua composição e por países. Este primeiro cálculo foi efectuado a partir dos dados adiantados por alguns estados-membros e com base em informações sobre a evolução do preço da energia. Contudo, o Eurostat salienta que este método de cálculo é fiável, tendo coincidido em 18 ocasiões nos últimos dois anos com os dados definitivos.


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