Para lá de Lisboa
A operação de António Costa a pretexto da cidade de Lisboa está bem para lá das suas fronteiras. À boleia da cidade, e dos muitos e sinceros vínculos de amor a Lisboa que animam muitos dos que nela vivem ou a que ela estão ligados, o que o PS tem em construção pela mão do seu número dois – agora de serviço à estratégia do seu partido na cidade – é a tentativa de resgatar o Governo e a sua política do irreversível isolamento e descrédito a que estão reduzidos. Percebe-se o entusiasmo de Sócrates.
Lisboa merece bem mais que uma candidatura cujo «projecto» tem como motivação maior exorcizar um adversário em nome da qual se propõe «unir» Lisboa, ignorando que nessa mesma candidatura – a de Santana Lopes – se reúne todo um passado de cúmplice colaboração do PS. O que a cidade tem justamente a temer por parte de Santana, tem-no em igual medida a temer por parte do PS: na revisão simplificada do PDM, no negócio do Parque Mayer/Feira Popular, nas operações urbanísticas como as do Vale de Santo António – as impressões digitais que lá podem ser encontradas são as do PSD e do PS. E mesmo no sempre falado caos herdado em matéria de finanças municipais, se encontrarão os votos do PS a três orçamentos de Santana.
Lisboa merece bem mais que uma candidatura que ao fim de dois anos de gestão tem para apresentar uma vida desportiva transformada num deserto, uma política cultural reduzida a pouco mais que às sardinhas dos santos populares, uma política de espaço urbano que transformou – pelas mãos de Sá Fernandes, anterior biombo do BE e agora esforçado ajudante de campo do PS – as praças e jardins em stands de exposição para empresas e produtos de marca.
Lisboa merece, isso sim, a presença de uma força com um projecto e um percurso de trabalho marcados pela coerência e competência de mais de três décadas de intervenção em defesa da cidade. Uma força e um projecto que dá garantias de assegurar uma gestão de esquerda. Uma força e um projecto – o da CDU – que por ser o que são têm sido silenciados de modo a garantir que em Outubro próximo, pela mão de Costa ou Santana, prevaleçam os mesmos interesses que há oito anos comprometem o futuro da cidade.
Lisboa merece bem mais que uma candidatura cujo «projecto» tem como motivação maior exorcizar um adversário em nome da qual se propõe «unir» Lisboa, ignorando que nessa mesma candidatura – a de Santana Lopes – se reúne todo um passado de cúmplice colaboração do PS. O que a cidade tem justamente a temer por parte de Santana, tem-no em igual medida a temer por parte do PS: na revisão simplificada do PDM, no negócio do Parque Mayer/Feira Popular, nas operações urbanísticas como as do Vale de Santo António – as impressões digitais que lá podem ser encontradas são as do PSD e do PS. E mesmo no sempre falado caos herdado em matéria de finanças municipais, se encontrarão os votos do PS a três orçamentos de Santana.
Lisboa merece bem mais que uma candidatura que ao fim de dois anos de gestão tem para apresentar uma vida desportiva transformada num deserto, uma política cultural reduzida a pouco mais que às sardinhas dos santos populares, uma política de espaço urbano que transformou – pelas mãos de Sá Fernandes, anterior biombo do BE e agora esforçado ajudante de campo do PS – as praças e jardins em stands de exposição para empresas e produtos de marca.
Lisboa merece, isso sim, a presença de uma força com um projecto e um percurso de trabalho marcados pela coerência e competência de mais de três décadas de intervenção em defesa da cidade. Uma força e um projecto que dá garantias de assegurar uma gestão de esquerda. Uma força e um projecto – o da CDU – que por ser o que são têm sido silenciados de modo a garantir que em Outubro próximo, pela mão de Costa ou Santana, prevaleçam os mesmos interesses que há oito anos comprometem o futuro da cidade.