A força da alternativa
O salão dos Bombeiros Voluntários de Algueirão Mem-Martins acolheu a primeira iniciativa pública do PCP após as eleições de 7 de Junho para o Parlamento Europeu. Apesar dos feriados e do intenso calor que se fazia sentir convidar a uma ida até à praia, a sessão encheu-se de militantes, activistas e simpatizantes do Partido e da CDU, de tal forma que o espaço tornou-se demasiado exíguo para todos os que nela quiseram participar, confirmando, também, o grande entusiasmo gerado pelo resultado eleitoral da Coligação dias antes.
Entusiasmo, referiu Jerónimo de Sousa a encerrar uma iniciativa onde falou ainda o candidato da CDU às Junta de Freguesia de Algueirão Mem-Martins, Jacinto Domingos, que não é partilhado pelos que defendem e promovem a política de direita, e pelos que procuram menorizar o crescimento da CDU.
«Alguns dizem que a CDU está no lote dos vencidos, isto muito devido à apreciação dos comentadores e analistas do costume, que conseguem subverter a realidade», disse o secretário-geral do PCP. Um resultado, acrescentou, «construído pelos candidatos, pelos activistas da CDU, e em particular pelas dezenas de milhar de portugueses que nos confiaram o seu voto» e que «confirmaram a CDU como uma força a crescer, indispensável à resolução dos problemas do País».
«Foi a maior expressão eleitoral [mais 1,6 por cento] obtida pela CDU nos últimos anos e a maior votação em 20 anos [mais 70 mil votos], confirmando a eleição de dois deputados no quadro da redução de 24 para 22 mandatos nacionais. Creio que isto é importante sublinhar», disse o dirigente comunista, sobretudo se considerarmos a forte abstenção e a «campanha de ocultação e deturpação da mensagem da CDU, a pressão exercida durante meses por sucessivas sondagens e pela promoção de outras candidaturas». Nestas eleições, concluiu, «foram ultrapassadas todos os limites da isenção a que a Constituição da República obriga».
«O resultado agora obtido projecta a CDU na vida política nacional e para as próximas eleições legislativas e autárquicas», lembrou. A CDU é a força que o capital mais teme porque sabe que nela reside a alternativa, a mais sólida garantia de uma ruptura com a política de direita e a continuação da luta por uma mudança de rumo na vida política nacional, expressou.
«Têm razão para ter medo», disse, «para terem receio desta força pela luta que travámos durante anos e anos quando muitos aconselhavam a desistir porque o PS tinha maioria, porque tinha os favores da comunicação social e o aplauso do grande capital». Têm razão para temer porque sabem que «é na luta que reside a força da CDU, força que enquanto se mantiver ligada aos profundos anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo, é imbatível».
Ao trabalho
Jerónimo de Sousa destacou ainda que a afirmação de José Sócrates garantindo que não vai mudar de orientação é «um condenável sinal de desprezo pela expressão dos eleitores». Assim, e em face da bipolarização crescente que visa ocultar a unidade, no fundamental, entre as propostas do PS e PSD, importa continuar o trabalho de esclarecimento para que, já nas legislativas, se desfira «um novo golpe não apenas na política de direita, mas nas forças de direita».
«Vamos discutir e analisar os resultados, mas não fechamos para balanço», disse ainda o Secretário-geral do Partido. «Temos de continuar ligados à realidade do País e não abdicar de intervir sobre ela», até porque a actual situação de crise vai continuar com desastrosas consequências para os trabalhadores e outras camadas sociais.
Por isso, é imperioso continuar a luta e o «nosso firme e coerente combate» por uma vida melhor, «tão mais possível e alcançável quanto maior for o reforço eleitoral da CDU». É preciso não esquecer que «a chave do êxito da CDU esteve no colectivo, esteve no facto de cada um dos militantes e activistas tomar a campanha como sua», tarefa que, a par da construção da Festa do Avante!, urge continuar com êxito e determinação, concluiu.
Entusiasmo, referiu Jerónimo de Sousa a encerrar uma iniciativa onde falou ainda o candidato da CDU às Junta de Freguesia de Algueirão Mem-Martins, Jacinto Domingos, que não é partilhado pelos que defendem e promovem a política de direita, e pelos que procuram menorizar o crescimento da CDU.
«Alguns dizem que a CDU está no lote dos vencidos, isto muito devido à apreciação dos comentadores e analistas do costume, que conseguem subverter a realidade», disse o secretário-geral do PCP. Um resultado, acrescentou, «construído pelos candidatos, pelos activistas da CDU, e em particular pelas dezenas de milhar de portugueses que nos confiaram o seu voto» e que «confirmaram a CDU como uma força a crescer, indispensável à resolução dos problemas do País».
«Foi a maior expressão eleitoral [mais 1,6 por cento] obtida pela CDU nos últimos anos e a maior votação em 20 anos [mais 70 mil votos], confirmando a eleição de dois deputados no quadro da redução de 24 para 22 mandatos nacionais. Creio que isto é importante sublinhar», disse o dirigente comunista, sobretudo se considerarmos a forte abstenção e a «campanha de ocultação e deturpação da mensagem da CDU, a pressão exercida durante meses por sucessivas sondagens e pela promoção de outras candidaturas». Nestas eleições, concluiu, «foram ultrapassadas todos os limites da isenção a que a Constituição da República obriga».
«O resultado agora obtido projecta a CDU na vida política nacional e para as próximas eleições legislativas e autárquicas», lembrou. A CDU é a força que o capital mais teme porque sabe que nela reside a alternativa, a mais sólida garantia de uma ruptura com a política de direita e a continuação da luta por uma mudança de rumo na vida política nacional, expressou.
«Têm razão para ter medo», disse, «para terem receio desta força pela luta que travámos durante anos e anos quando muitos aconselhavam a desistir porque o PS tinha maioria, porque tinha os favores da comunicação social e o aplauso do grande capital». Têm razão para temer porque sabem que «é na luta que reside a força da CDU, força que enquanto se mantiver ligada aos profundos anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo, é imbatível».
Ao trabalho
Jerónimo de Sousa destacou ainda que a afirmação de José Sócrates garantindo que não vai mudar de orientação é «um condenável sinal de desprezo pela expressão dos eleitores». Assim, e em face da bipolarização crescente que visa ocultar a unidade, no fundamental, entre as propostas do PS e PSD, importa continuar o trabalho de esclarecimento para que, já nas legislativas, se desfira «um novo golpe não apenas na política de direita, mas nas forças de direita».
«Vamos discutir e analisar os resultados, mas não fechamos para balanço», disse ainda o Secretário-geral do Partido. «Temos de continuar ligados à realidade do País e não abdicar de intervir sobre ela», até porque a actual situação de crise vai continuar com desastrosas consequências para os trabalhadores e outras camadas sociais.
Por isso, é imperioso continuar a luta e o «nosso firme e coerente combate» por uma vida melhor, «tão mais possível e alcançável quanto maior for o reforço eleitoral da CDU». É preciso não esquecer que «a chave do êxito da CDU esteve no colectivo, esteve no facto de cada um dos militantes e activistas tomar a campanha como sua», tarefa que, a par da construção da Festa do Avante!, urge continuar com êxito e determinação, concluiu.