África do Sul

Processo contra Zuma arquivado

A procuradoria-geral sul-africana (NPA) decidiu arquivar o processo contra Jacob Zuma, presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) e candidato do partido às eleições marcadas para o próximo dia 22 de Abril. Em conferência de imprensa realizada segunda-feira, o director-geral da Procuradoria, Mokotedi Mpshe, explicou que as manipulações e os abusos processuais registados impedem a sua continuação. «O intolerável abuso verificado impede a continuidade do processo e força a sua descontinuidade», disse, citado pela Lusa.
Entre os casos referidos por Mpshe para justificar o arquivamento estão escutas de conversas telefónicas entre o ex-responsável pela unidade de investigação criminal, Leonard McCarthy, e o antigo director da NPA, Bulelani Ngucka, nas quais estes discutem as datas da abertura de um novo processo contra Zuma (por exemplo, na altura da Conferência Nacional do ANC, em Dezembro de 2007, quando Zuma derrotou Thabo Mbeki na disputa da liderança partidária), o que indica motivos de agenda política para a instauração de processos.
Reagindo ao arquivamento do processo, uma multidão de apoiantes do ANC encheu as ruas de Joanesburgo para celebrar o fim da perseguição judicial a Zuma e afirmar a força do partido a pouco mais de duas semanas da consulta popular no país. A manifestação terminou junto à sede nacional do ANC.
Perante a multidão, o secretário-geral do Congresso Sul-Africano de Sindicatos (COSATU), Zwelinzima Vavi, defendeu que, depois desta decisão, têm que ser apuradas as responsabilidades na conspiração contra Zuma.
Na ocasião, o secretário-geral do Partido Comunista Sul-Africano, Blade Nzimande, exigiu igualmente que «os envolvidos nesta conspiração política sejam detidos» e lembrou que os meios de comunicação social deviam ter vergonha e admitir a campanha que levaram a cabo contra Zuma.


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