Travar a desertificação na zona raiana
Realizou-se, domingo, em Pinhel, no distrito da Guarda, o Encontro do PCP da região raiana, que contou com a participação de mais de centena de pessoas, e com a presença de Jerónimo de Sousa. Em foco esteve, fundamentalmente, o tema da desertificação e das soluções para lhe fazer frente, que mereceu a reflexão de muitos militantes, sintetizada na Declaração final do Encontro, que viria a ser aprovada por unanimidade.
Em mais de uma dezena de intervenções, falou-se de cultura e património, agricultura, situação social, promoção do progresso dos concelhos raianos, das políticas necessárias para parar a desertificação e, claro, na importância de reforçar a CDU nas próximas batalhas eleitorais.
Na intervenção de abertura, Armando Morais, responsável pela Direcção da Organização Regional da Guarda do PCP, afirmou: «no distrito, segundo o Censos 2001, em 180 freguesias a população é inferior a 300 cidadãos, sendo que aos quatro concelhos da raia cabem 73 freguesias com menos de 300 habitantes. Destas, 20 têm menos de 100 habitantes, sendo a maioria pessoas idosas, o que torna previsível o desaparecimento a curto prazo de várias destas localidades.»
António Machado referiu-se à defesa da produção agrícola, condenado a actuação da ASAE junto dos agricultores que, na sua opinião, pode levar a quebras nas produções de produtos regionais. Nuno Abreu destacou «o incomparável trabalho desenvolvido no distrito pelos nossos deputados Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro». Actividade que, acrescentou, «contrasta flagrantemente com a inércia dos deputados de outros partidos».
Referindo-se ao Museu do Côa, quase terminado, André Santos alertou para o risco real de esta infra-estrutura não vir a desempenhar «com a eficácia desejada aquele que devia ser o seu papel como motor de desenvolvimento da região». No mesmo sentido, um outro orador, da Comissão Concelhia de Foz Côa, acusou algumas maiorias autárquicas de verem a cultura como uma «forma de angariar clientelas e votos».
Por sua vez, José Pedro Branquinho afirmou serem as regiões do interior e as regiões raianas as que «mais pagam o preço da falta de investimento e logo do desenvolvimento». Aires Diniz, da DORG, optou por salientar o elevado custo da energia e as dificuldades de financiamento e de recurso ao crédito, que dificultam o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas.
Carlos Gonçalves, da Comissão Política, referiu-se a algumas das promessas falsas feitas por José Sócrates na campanha eleitoral: «crescimento económico do interior»; «acabar com o ciclo do abandono»; «coesão social e territorial». Novas promessas destinadas ao incumprimento estão de novo em marcha, o que tem de ser desmascarado. Assim, prosseguiu, há que levar a luta até ao voto, reforçando o PCP e a CDU, abrindo caminho, dessa forma, à construção de uma alternativa para o País.
Na Declaração do Encontro, e na intervenção do Secretário-geral, que encerrou a sessão, reafirmou-se a urgência de se adoptar um «Plano de Emergência» em defesa da actividade económica da região. Devido às desvantagens em relação a Espanha, surgiu uma verdadeira «terra de ninguém», nos concelhos de fronteira – Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Pinhel e Sabugal.
Em mais de uma dezena de intervenções, falou-se de cultura e património, agricultura, situação social, promoção do progresso dos concelhos raianos, das políticas necessárias para parar a desertificação e, claro, na importância de reforçar a CDU nas próximas batalhas eleitorais.
Na intervenção de abertura, Armando Morais, responsável pela Direcção da Organização Regional da Guarda do PCP, afirmou: «no distrito, segundo o Censos 2001, em 180 freguesias a população é inferior a 300 cidadãos, sendo que aos quatro concelhos da raia cabem 73 freguesias com menos de 300 habitantes. Destas, 20 têm menos de 100 habitantes, sendo a maioria pessoas idosas, o que torna previsível o desaparecimento a curto prazo de várias destas localidades.»
António Machado referiu-se à defesa da produção agrícola, condenado a actuação da ASAE junto dos agricultores que, na sua opinião, pode levar a quebras nas produções de produtos regionais. Nuno Abreu destacou «o incomparável trabalho desenvolvido no distrito pelos nossos deputados Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro». Actividade que, acrescentou, «contrasta flagrantemente com a inércia dos deputados de outros partidos».
Referindo-se ao Museu do Côa, quase terminado, André Santos alertou para o risco real de esta infra-estrutura não vir a desempenhar «com a eficácia desejada aquele que devia ser o seu papel como motor de desenvolvimento da região». No mesmo sentido, um outro orador, da Comissão Concelhia de Foz Côa, acusou algumas maiorias autárquicas de verem a cultura como uma «forma de angariar clientelas e votos».
Por sua vez, José Pedro Branquinho afirmou serem as regiões do interior e as regiões raianas as que «mais pagam o preço da falta de investimento e logo do desenvolvimento». Aires Diniz, da DORG, optou por salientar o elevado custo da energia e as dificuldades de financiamento e de recurso ao crédito, que dificultam o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas.
Carlos Gonçalves, da Comissão Política, referiu-se a algumas das promessas falsas feitas por José Sócrates na campanha eleitoral: «crescimento económico do interior»; «acabar com o ciclo do abandono»; «coesão social e territorial». Novas promessas destinadas ao incumprimento estão de novo em marcha, o que tem de ser desmascarado. Assim, prosseguiu, há que levar a luta até ao voto, reforçando o PCP e a CDU, abrindo caminho, dessa forma, à construção de uma alternativa para o País.
Na Declaração do Encontro, e na intervenção do Secretário-geral, que encerrou a sessão, reafirmou-se a urgência de se adoptar um «Plano de Emergência» em defesa da actividade económica da região. Devido às desvantagens em relação a Espanha, surgiu uma verdadeira «terra de ninguém», nos concelhos de fronteira – Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Pinhel e Sabugal.