A crise e a deriva militarista
Combater a vergonhosa política de abdicação nacional do Governo do PS
A amplitude mundial e a profundidade da crise capitalista a que ninguém ousa apontar o desenlace surpreendeu muito boa gente, a começar pelos próprios teóricos, executivos e apologistas do capitalismo. Surpreendeu-os e desorientou-os como bem se viu no patético espectáculo de Davos pois não só não encontram resposta na pseudo-ciência económica burguesa que pregaram como verdade indiscutível, como as fabulosas injecções no sistema financeiro e as medidas ditas de «relançamento da economia» se tem revelado limitadas e infrutíferas. Sem bússola segura navegam à vista procurando entender-se quanto à melhor forma de preservar os privilégios do grande capital e evitar explosões sociais e dinâmicas de avanço progressista e revolucionário que ponham em causa o sistema. E com medidas proteccionistas e manifestações de protagonismo e «egoísmo nacional», estalam entre as grandes potências capitalistas disputas e rivalidades que pareciam ultrapassadas.
M as a surpresa e desorientação que atingiram as classes dominantes não as levam a vacilar, por um só momento que seja, no seu objectivo de sempre: o maior e o mais rápido lucro possível e, para tal, a intensificação da exploração dos trabalhadores e a aceleração do processo de recolonização, recolonização que a seu ver é tanto mais necessária e urgente quanto numerosos países e mesmo regiões - como no Leste da Europa - estão à beira da insolvência e quando, da Irlanda às Antilhas «francesas», se desenvolvem lutas populares de grande dimensão. As contradições e conflitos que se manifestam entre as diferentes fracções da classe dominante a nível de cada país e no plano internacional não põem em causa entendimentos de fundo visando defender o seu poder. De modo formalmente democrático e pacífico, ou pela via do autoritarismo, da violência, do fascismo e da guerra. A «refundação do capitalismo», o «novo paradigma» de desenvolvimento capitalista ou o «governo económico mundial» com que os ideólogos do capital pretendem «evitar novas crises», são para ser impostos de uma maneira ou de outra, custe o que custar.
É por isso que no desenvolvimento da luta para impedir que sejam os mesmos de sempre a pagar os custos da crise e por alternativas de progresso e transformação social de natureza antimonopolista e anticapitalista, é necessário prestar grande atenção ao arrastar de espadas que se está a verificar com a banalização de políticas securitárias e colonialistas, o crescimento do militarismo, o desenvolvimento de alianças agressivas orientadas contra a luta libertadora dos trabalhadores e dos povos. É preciso seguir de perto as cínicas manobras da nova administração norte-americana que, desfazendo-se do pesado lastro de Bush adopta sem surpresa os mesmos objectivos, procura assegurar pela força a hegemonia planetária dos EUA, desenvolvendo novas linhas de opressão e de agressão no Afeganistão, em África, na América Latina e noutras regiões do mundo. É preciso intensificar a luta contra a militarização acelerada da União Europeia, realizada aliás de modo articulado e subordinado aos EUA. É preciso denunciar os projectos de celebrar o 60.º aniversário da NATO com um novo impulso ao alargamento e fortalecimento desta aliança agressiva cuja estrutura militar a França de Sarkozy decidiu reintegrar.
E sobretudo é necessário, erguendo a bandeira da soberania, combater a vergonhosa política de abdicação nacional do Governo do PS, a participação de militares e polícias portugueses em numerosas operações de agressão e ocupação imperialista e a cedência de território nacional, das Lages a Oeiras onde está instalado o comando da NATO, para as operações de recolonização em África e noutras regiões do mundo. Na nossa luta quotidiana e nas próximas batalhas eleitorais esta questão deve estar bem presente, como foi sublinhado no Encontro Nacional do PCP de sábado passado.
M as a surpresa e desorientação que atingiram as classes dominantes não as levam a vacilar, por um só momento que seja, no seu objectivo de sempre: o maior e o mais rápido lucro possível e, para tal, a intensificação da exploração dos trabalhadores e a aceleração do processo de recolonização, recolonização que a seu ver é tanto mais necessária e urgente quanto numerosos países e mesmo regiões - como no Leste da Europa - estão à beira da insolvência e quando, da Irlanda às Antilhas «francesas», se desenvolvem lutas populares de grande dimensão. As contradições e conflitos que se manifestam entre as diferentes fracções da classe dominante a nível de cada país e no plano internacional não põem em causa entendimentos de fundo visando defender o seu poder. De modo formalmente democrático e pacífico, ou pela via do autoritarismo, da violência, do fascismo e da guerra. A «refundação do capitalismo», o «novo paradigma» de desenvolvimento capitalista ou o «governo económico mundial» com que os ideólogos do capital pretendem «evitar novas crises», são para ser impostos de uma maneira ou de outra, custe o que custar.
É por isso que no desenvolvimento da luta para impedir que sejam os mesmos de sempre a pagar os custos da crise e por alternativas de progresso e transformação social de natureza antimonopolista e anticapitalista, é necessário prestar grande atenção ao arrastar de espadas que se está a verificar com a banalização de políticas securitárias e colonialistas, o crescimento do militarismo, o desenvolvimento de alianças agressivas orientadas contra a luta libertadora dos trabalhadores e dos povos. É preciso seguir de perto as cínicas manobras da nova administração norte-americana que, desfazendo-se do pesado lastro de Bush adopta sem surpresa os mesmos objectivos, procura assegurar pela força a hegemonia planetária dos EUA, desenvolvendo novas linhas de opressão e de agressão no Afeganistão, em África, na América Latina e noutras regiões do mundo. É preciso intensificar a luta contra a militarização acelerada da União Europeia, realizada aliás de modo articulado e subordinado aos EUA. É preciso denunciar os projectos de celebrar o 60.º aniversário da NATO com um novo impulso ao alargamento e fortalecimento desta aliança agressiva cuja estrutura militar a França de Sarkozy decidiu reintegrar.
E sobretudo é necessário, erguendo a bandeira da soberania, combater a vergonhosa política de abdicação nacional do Governo do PS, a participação de militares e polícias portugueses em numerosas operações de agressão e ocupação imperialista e a cedência de território nacional, das Lages a Oeiras onde está instalado o comando da NATO, para as operações de recolonização em África e noutras regiões do mundo. Na nossa luta quotidiana e nas próximas batalhas eleitorais esta questão deve estar bem presente, como foi sublinhado no Encontro Nacional do PCP de sábado passado.