«Caça às bruxas» no Peru
A justiça peruana emitiu no dia 24 de Dezembro um mandato de captura contra 13 dirigentes políticos e sindicais do país. A acção, denuncia o Partido Comunista Peruano, é uma manobra do governo para ilegalizar as organizações que integram a opositora Coordenadora Política e Social.
O governo pretende decapitar a oposição, diz o Pátria Roja
Em comunicado datado de 26 de Dezembro, o PC Peruano «expressa os seus mais enérgicos protestos contra a ordem de detenção ditada pelo juiz Omar Pimentel contra Renan Raffo, membro da Comissão Política do partido, bem como contra outros 12 dirigentes sindicais e políticos de esquerda, acusados de maneira infame de “colaboração com o terrorismo internacional”», delito que a legislação do Peru sanciona com pena efectiva nunca inferior a 35 anos de prisão.
Para o PC Peruano, esta é mais uma manobra do governo do Partido Aprista, liderado por Alan Garcia – vice-presidente honorário da Internacional Socialista – cujo objectivo evidente é «ilegalizar as organizações políticas e sindicais que integram a Coordenadora Política e Social» e «impedir pela força os protestos no país contra a sua política traidora dos interesses populares».
Perante este ataque extremo à democracia e aos direitos sociais e políticos, os comunistas peruanos apelam «à solidariedade das forças democráticas, dos trabalhadores, das organizações sociais e defensoras dos direitos humanos, das forças de esquerda latino-americanas e de todo o mundo, para que se impeça a instauração no país de um regime totalitário».
Lista negra
Além de Renán Raffo, também o secretário-geral do Partido Comunista do Peru – Pátria Roja, Alberto Moreno Rojas, e Nicolás Melgar, vice-presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP), estão a ser perseguidos pela justiça. A estes juntam-se os dirigentes e activistas sindicais e de esquerda Carlos Caldas, Jorge Cárdenas, Julio Céspedes, Yen Amadeo, Luis Hernández, Luis Jara, Eder Cava, Jacinto García, Rogger Taboada Rodríguez e Felícita Cueva Capa.
Detidos e condenados foram já o secretário-geral do Sindicato da Construção Civil de Lima e militante do PC peruano, Buenaventura Vera Peraz, o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores de Cusco, Efraín Yepez, igualmente militante comunista, e cerca de uma centena de outros dirigentes em processos que visam criminalizar e punir quem organiza a luta e o protesto dos trabalhadores.
Sobre estes tenebrosos acontecimentos, o Partido Comunista do Peru – Pátria Roja diz tratar-se de uma iniciativa que visa «desarticular o processo unitário da esquerda, dos sectores democráticos e patrióticos em marcha, e bloquear a possibilidade destes alcançarem um triunfo nas eleições de 2010 e 2011».
O Pátria Roja acrescenta que «uma vez admitido que a crise económica atingirá com força o país, e adivinhando-se um cenário de convulsões sociais, o governo pretende decapitar a oposição para poder levar por diante a sua proposta de “unidade perante a crise”, isto é, impor aos trabalhadores e ao povo a redução dos salários enquanto as grandes empresas ficam isentas de impostos e são brindadas com regalias».
O plano de perseguição do governo contra dirigentes comunistas, sindicais e de esquerda no Peru foi divulgado no passado mês de Novembro pelo diário La Primera. O jornal indicava que também o candidato derrotado por Alan Garcia nas últimas presidenciais, Ollanta Humala, se encontrava entre os alvos do executivo.
No passado dia 5 de Dezembro, o primeiro-ministro, Yehude Simon, garantiu a diversos dirigentes comunistas que com ele se encontraram que iria investigar a iniciativa e travar a repressão desencadeada pelos serviços secretos e pelo ministério do Interior, mas, ao que parece, desistiu de cumprir com a palavra dada.
Para o PC Peruano, esta é mais uma manobra do governo do Partido Aprista, liderado por Alan Garcia – vice-presidente honorário da Internacional Socialista – cujo objectivo evidente é «ilegalizar as organizações políticas e sindicais que integram a Coordenadora Política e Social» e «impedir pela força os protestos no país contra a sua política traidora dos interesses populares».
Perante este ataque extremo à democracia e aos direitos sociais e políticos, os comunistas peruanos apelam «à solidariedade das forças democráticas, dos trabalhadores, das organizações sociais e defensoras dos direitos humanos, das forças de esquerda latino-americanas e de todo o mundo, para que se impeça a instauração no país de um regime totalitário».
Lista negra
Além de Renán Raffo, também o secretário-geral do Partido Comunista do Peru – Pátria Roja, Alberto Moreno Rojas, e Nicolás Melgar, vice-presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru (CGTP), estão a ser perseguidos pela justiça. A estes juntam-se os dirigentes e activistas sindicais e de esquerda Carlos Caldas, Jorge Cárdenas, Julio Céspedes, Yen Amadeo, Luis Hernández, Luis Jara, Eder Cava, Jacinto García, Rogger Taboada Rodríguez e Felícita Cueva Capa.
Detidos e condenados foram já o secretário-geral do Sindicato da Construção Civil de Lima e militante do PC peruano, Buenaventura Vera Peraz, o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores de Cusco, Efraín Yepez, igualmente militante comunista, e cerca de uma centena de outros dirigentes em processos que visam criminalizar e punir quem organiza a luta e o protesto dos trabalhadores.
Sobre estes tenebrosos acontecimentos, o Partido Comunista do Peru – Pátria Roja diz tratar-se de uma iniciativa que visa «desarticular o processo unitário da esquerda, dos sectores democráticos e patrióticos em marcha, e bloquear a possibilidade destes alcançarem um triunfo nas eleições de 2010 e 2011».
O Pátria Roja acrescenta que «uma vez admitido que a crise económica atingirá com força o país, e adivinhando-se um cenário de convulsões sociais, o governo pretende decapitar a oposição para poder levar por diante a sua proposta de “unidade perante a crise”, isto é, impor aos trabalhadores e ao povo a redução dos salários enquanto as grandes empresas ficam isentas de impostos e são brindadas com regalias».
O plano de perseguição do governo contra dirigentes comunistas, sindicais e de esquerda no Peru foi divulgado no passado mês de Novembro pelo diário La Primera. O jornal indicava que também o candidato derrotado por Alan Garcia nas últimas presidenciais, Ollanta Humala, se encontrava entre os alvos do executivo.
No passado dia 5 de Dezembro, o primeiro-ministro, Yehude Simon, garantiu a diversos dirigentes comunistas que com ele se encontraram que iria investigar a iniciativa e travar a repressão desencadeada pelos serviços secretos e pelo ministério do Interior, mas, ao que parece, desistiu de cumprir com a palavra dada.