Agricultores reclamam apoios

Protestos na Bulgária

Milhares de pessoas concentraram-se, dia 19, frente ao parlamento da Bulgária, num protesto geral que juntou estudantes e agricultores contra a o governo de Sófia.

Manifestação em Sófia exige demissão do governo

Reclamando os apoios prometidos, centenas de agricultores vindos de todo o país estacionaram duas centenas de tractores e outras máquinas agrícolas frente ao edifício do parlamento, reclamando a demissão do governo e a atribuição de apoios ao sector. Na manifestação integraram-se centenas de estudantes em protesto contra a corrupção e a impunidade das mafias que espalham a violência na capital. Uma semana antes, um estudante havia sido espancado até à morte por um grupo criminoso, acto que foi logo denunciado e condenado por alunos e professores numa marcha com mais de mil pessoas.
Contudo, em ambas as manifestações os deputados estavam ausentes, tendo suspendido os trabalhos parlamentares por três semanas natalícias. Antes das férias, os eleitos decidiram atribuir-se uma verba de 500 mil dólares em prémios de Natal, medida que suscitou profundo repúdio da população, cujo salário médio oscila entre os 600 e 700 levs (300 a 360 euros).
A pretexto da corrupção generalizada na Bulgária, a União Europeia suspendeu recentemente os apoios comunitários, decisão que penalizou em particular os agricultores assim como projectos de desenvolvimento do país.

Opacidade austríaca

Menos conhecida é a situação generalizada de corrupção que ameaça a sociedade austríaca. Segundo um relatório do Conselho da Europa, divulgado no dia 19, «nenhum sector está isento de corrupção; para além dos funcionários públicos e eleitos, há casos em que procuradores, polícias ou guardas fiscais e fronteiriços estão implicados neste tipo de processos».
As conclusões do Grupo de Estados Contra a Corrupção (Greco) indicam também um sistema «opaco» de financiamento dos partidos que favorece a prática de «ofertas» aos eleitos. Este organismo do Conselho da Europa considera ainda que deve ser reforçada a independência da polícia e das instâncias incumbidas da investigação e aconselha a alteração do regime dos deputados de maneira a «distinguir melhor os actos que estão ligados às suas funções daqueles que não estão».


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