Autarquias de Setúbal exigem mais investimentos

AMRS defende projecto regional

A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) defendeu, quinta-feira, que os 178,5 milhões de euros previstos para o distrito no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) são insuficientes para a região.

O Governo não disponibilizou as verbas necessárias

Embora reconheçam que houve um aumento do PIDDAC para Setúbal relativamente a 2008, os autarcas do distrito consideram que o Governo não disponibilizou as verbas necessárias para infraestruturas e equipamentos que consideram fundamentais para o desenvolvimento regional.
Em conferência de imprensa, o presidente da AMRS, Alfredo Monteiro, defendeu que «a construção de escolas, novas unidades de saúde e de equipamentos sociais, deveriam ser prioridades do Governo na região de Setúbal, atendendo aos grandes investimentos anunciados para o distrito».
Um novo hospital para servir o concelho do Seixal, outro para os concelhos de Alcochete e do Montijo, a instalação de uma Escola Superior de Saúde, mais e melhores instalações para as forças da PSP, GNR e Bombeiros, são algumas das reivindicações dos autarcas do distrito de Setúbal.
Na conferência de imprensa, o presidente da AMRS, acompanhado por alguns presidentes de Câmara do distrito - Maria das Dores Meira (Setúbal), Ana Teresa Vicente (Palmela), Augusto Pólvora (Sesimbra), Luís Franco (Alcochete e João Lobo (Moita) -, deu a conhecer uma longa lista, de cinco páginas e meia, de reivindicações das autarquias do distrito nas áreas do Ambiente, Acessibilidades e Transportes, Associativismo, Segurança, Protecção civil e Justiça.
Os autarcas do distrito reafirmaram ainda a necessidade de um Programa Operacional para a Região de Setúbal, com uma estrutura onde esteja assegurada a representação da administração Central e Local e dos agentes regionais de desenvolvimento, que permita articular investimentos e promover a integração dos grandes projectos nacionais na região de Setúbal.
Os municípios do distrito têm defendido que os grandes investimentos, como o novo aeroporto, a terceira ponte sobre o Tejo, a Plataforma Logística do Poceirão e a Rede de Alta Velocidade, só serão factores de progresso se articulados com o projecto regional de desenvolvimento e acompanhados de um conjunto de medidas que os integrem no tecido regional.


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