É disto que o país precisa?!
Em Maio, foi um eloquente Sócrates que anunciou em Aljustrel a retoma da actividade mineira na Pirites Alentejanas, garantindo emprego para 10 anos e afirmando: «investimento, emprego, exportações, é disto que o país precisa e são estes exemplos que temos que puxar para cima.»
Nem seis meses passados, a mina está encerrada. O povo português costuma dizer que é pela boca que morre o peixe. Deve ser por isso que Sócrates se mantém mudo face à luta dos mineiros e à indignação com que o país recebeu a notícia.
Desta vez, soam mais hipócritas as declarações a culpar a «crise internacional» pelo encerramento da mina e as alegações de nada poder fazer. Desta vez, foi há menos de um mês que o Governo comprou um banco falido e se dispôs a avalizar a banca em 20 mil milhões de euros.
Confrontado sucessivamente pelo PCP com a exigência de divulgação do acordo estabelecido com a multinacional que comprou a mina, o Governo recusa-se a prestar esclarecimentos e a exigir responsabilidades à Lundin Mining pela forma gananciosa como tem gerido a Pirites Alentejanas, apostada em obter o lucro máximo no mínimo de tempo possível. Recusa-se a responder à questão colocada de forma clara pelos deputados do PCP: falhando as soluções tentadas com empresas privadas, vai ou não o Governo assumir o controlo das minas, à semelhança do que fez com o BPN?
Como o Partido analisou na Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais, Portugal tem recursos geológicos de qualidade e diversidade invejáveis, dos mais importantes do mundo A indústria extractiva é fonte de matérias-primas fundamentais para o desenvolvimento do País, nomeadamente no abastecimento das indústrias transformadoras. Mas o Estado vendeu a multinacionais a sua posição estratégica na exploração do sub-solo. Exige-se, ainda mais num quadro de crise do capitalismo, o reforço do papel do sector empresarial do Estado na indústria extractiva.
Sócrates tinha, por uma vez, razão: «são estes exemplos que temos que puxar para cima» - mas para esclarecer que é da ruptura com a política de direita que o País precisa.
Nem seis meses passados, a mina está encerrada. O povo português costuma dizer que é pela boca que morre o peixe. Deve ser por isso que Sócrates se mantém mudo face à luta dos mineiros e à indignação com que o país recebeu a notícia.
Desta vez, soam mais hipócritas as declarações a culpar a «crise internacional» pelo encerramento da mina e as alegações de nada poder fazer. Desta vez, foi há menos de um mês que o Governo comprou um banco falido e se dispôs a avalizar a banca em 20 mil milhões de euros.
Confrontado sucessivamente pelo PCP com a exigência de divulgação do acordo estabelecido com a multinacional que comprou a mina, o Governo recusa-se a prestar esclarecimentos e a exigir responsabilidades à Lundin Mining pela forma gananciosa como tem gerido a Pirites Alentejanas, apostada em obter o lucro máximo no mínimo de tempo possível. Recusa-se a responder à questão colocada de forma clara pelos deputados do PCP: falhando as soluções tentadas com empresas privadas, vai ou não o Governo assumir o controlo das minas, à semelhança do que fez com o BPN?
Como o Partido analisou na Conferência Nacional sobre Questões Económicas e Sociais, Portugal tem recursos geológicos de qualidade e diversidade invejáveis, dos mais importantes do mundo A indústria extractiva é fonte de matérias-primas fundamentais para o desenvolvimento do País, nomeadamente no abastecimento das indústrias transformadoras. Mas o Estado vendeu a multinacionais a sua posição estratégica na exploração do sub-solo. Exige-se, ainda mais num quadro de crise do capitalismo, o reforço do papel do sector empresarial do Estado na indústria extractiva.
Sócrates tinha, por uma vez, razão: «são estes exemplos que temos que puxar para cima» - mas para esclarecer que é da ruptura com a política de direita que o País precisa.