Notícias da Crise
Recessão na zona euro
A zona euro entrou oficialmente em recessão pela primeira vez desde a criação da moeda única, registando no terceiro trimestre do ano uma quebra do produto interno bruto (PIB) de 0,2 por cento, tendência já verificada no período homólogo anterior.
Os dados do Eurostat, divulgados no dia 14, foram antecipados pela Alemanha que reconheceu na véspera uma descida de 0,5 por cento no trimestre do Verão a que se soma o decréscimo de 0,4 por cento entre Abril e Junho.
O comportamento negativo da economia afecta igualmente a Itália, terceira economia da zona euro, bem como a Espanha que entrou em recessão pela primeira vez em 15 anos. Apenas a França escapa por uma margem mínima de um crescimento negativo.
Também no conjunto dos 27 países da UE o PIB regrediu 0,2 por cento, embora aqui não se possa para já falar de recessão técnica devido ao facto de, no trimestre anterior, se ter verificado um crescimento nulo em vez de negativo.
Fora da Europa, o Japão confirmou-se em recessão, dia 17, com um novo recuo do PIB de 0,4 por cento, após uma baixa anualizada de 3,7 por cento no trimestre precedente.
Industriais exigem ajudas
A Mesa Redonda de Industriais Europeus, de que fazem parte, por exemplo, o finlandês Nokia, os franceses Renault e Saint-Gobain ou os alemães SAP e Siemens, lançou, na segunda-feira, 17, um apelo aos governos europeus para que dêem respostas a uma crise «extremamente perigosa».
O documento, subscrito por 47 grupos industriais europeus, manifesta «apoio» às conclusões da reunião do G20 realizada no fim-de-semana, mas sublinha que «a situação exige medidas precisas que vão muito mais longe».
Os maiores industriais da Europa exigem concretamente «mais incentivos orçamentais, designadamente da parte da primeira economia europeia, a Alemanha», mediante programas de investimentos massivos e reduções de impostos.
Diagnosticando a gravidade da situação económica, o actual presidente da Mesa Redonda e patrão da Nokia, Jorma Ollia, reconheceu que «a crise anuncia-se longa, não é uma daquelas recessões de que saímos ao fim de seis ou nove meses».
Ollia criticou ainda o facto de os planos de relançamento económico terem beneficiado até aqui apenas determinados sectores.
Citigroup despede 53 mil
O gigante bancário norte-americano, Citigroup, divulgou, na segunda-feira, dia 17, um plano de redução de 53 mil postos de trabalho a concretizar nos próximos meses. Em Outubro, o grupo já tinha anunciado a supressão de 22 mil empregos. O objectivo é obter uma redução de 20 por cento do número de efectivos que se elevavam a 375 mil no final de 2007.
Parte das reduções serão obtidas mediante a venda de filiais do grupo, que regista perdas consecutivas nos últimos quatro trimestres, as quais atingiram no penúltimo trimestre o montante de 2,8 mil milhões de dólares.
O Citigroup beneficou de uma ajuda de 25 mil milhões de dólares do governo norte-americano, no quadro do plano Paulson de salvamento dos bancos.
Reino Unido recua 10 anos
O número de desempregados no Reino Unido atingiu o nível de 1997, ano em que os trabalhistas chegaram ao poder, cifrando-se em 1,825 milhões no terceiro trimestre deste ano, ou seja um aumento de 140 mil novas pessoas sem trabalho em relação ao trimestre anterior e 182 mil em relação ao mesmo período do ano anterior.
Todavia, estes dados divulgados, dia 12, pelo organismo nacional de estatísticas foram já largamente ultrapassados pelos sucessivos anúncios de despedimentos em algumas das mais conhecidas empresas do país. Por exemplo, no dia 13, a Britsh Telecom, queixando-se de uma quebra do lucros de 11 por cento, declarou que irá despedir 10 mil trabalhadores até Abril. A Virgin Media seguiu-lhe o passo dispensando 2 200 e mesmo o farmacêutico GlaxoSmithKline anunciou que encerrará a sua fábrica em Dartyford.
A imprensa não esconde que até ao fim do ano será transposta a barreira dos dois milhões de desempregados.
A zona euro entrou oficialmente em recessão pela primeira vez desde a criação da moeda única, registando no terceiro trimestre do ano uma quebra do produto interno bruto (PIB) de 0,2 por cento, tendência já verificada no período homólogo anterior.
Os dados do Eurostat, divulgados no dia 14, foram antecipados pela Alemanha que reconheceu na véspera uma descida de 0,5 por cento no trimestre do Verão a que se soma o decréscimo de 0,4 por cento entre Abril e Junho.
O comportamento negativo da economia afecta igualmente a Itália, terceira economia da zona euro, bem como a Espanha que entrou em recessão pela primeira vez em 15 anos. Apenas a França escapa por uma margem mínima de um crescimento negativo.
Também no conjunto dos 27 países da UE o PIB regrediu 0,2 por cento, embora aqui não se possa para já falar de recessão técnica devido ao facto de, no trimestre anterior, se ter verificado um crescimento nulo em vez de negativo.
Fora da Europa, o Japão confirmou-se em recessão, dia 17, com um novo recuo do PIB de 0,4 por cento, após uma baixa anualizada de 3,7 por cento no trimestre precedente.
Industriais exigem ajudas
A Mesa Redonda de Industriais Europeus, de que fazem parte, por exemplo, o finlandês Nokia, os franceses Renault e Saint-Gobain ou os alemães SAP e Siemens, lançou, na segunda-feira, 17, um apelo aos governos europeus para que dêem respostas a uma crise «extremamente perigosa».
O documento, subscrito por 47 grupos industriais europeus, manifesta «apoio» às conclusões da reunião do G20 realizada no fim-de-semana, mas sublinha que «a situação exige medidas precisas que vão muito mais longe».
Os maiores industriais da Europa exigem concretamente «mais incentivos orçamentais, designadamente da parte da primeira economia europeia, a Alemanha», mediante programas de investimentos massivos e reduções de impostos.
Diagnosticando a gravidade da situação económica, o actual presidente da Mesa Redonda e patrão da Nokia, Jorma Ollia, reconheceu que «a crise anuncia-se longa, não é uma daquelas recessões de que saímos ao fim de seis ou nove meses».
Ollia criticou ainda o facto de os planos de relançamento económico terem beneficiado até aqui apenas determinados sectores.
Citigroup despede 53 mil
O gigante bancário norte-americano, Citigroup, divulgou, na segunda-feira, dia 17, um plano de redução de 53 mil postos de trabalho a concretizar nos próximos meses. Em Outubro, o grupo já tinha anunciado a supressão de 22 mil empregos. O objectivo é obter uma redução de 20 por cento do número de efectivos que se elevavam a 375 mil no final de 2007.
Parte das reduções serão obtidas mediante a venda de filiais do grupo, que regista perdas consecutivas nos últimos quatro trimestres, as quais atingiram no penúltimo trimestre o montante de 2,8 mil milhões de dólares.
O Citigroup beneficou de uma ajuda de 25 mil milhões de dólares do governo norte-americano, no quadro do plano Paulson de salvamento dos bancos.
Reino Unido recua 10 anos
O número de desempregados no Reino Unido atingiu o nível de 1997, ano em que os trabalhistas chegaram ao poder, cifrando-se em 1,825 milhões no terceiro trimestre deste ano, ou seja um aumento de 140 mil novas pessoas sem trabalho em relação ao trimestre anterior e 182 mil em relação ao mesmo período do ano anterior.
Todavia, estes dados divulgados, dia 12, pelo organismo nacional de estatísticas foram já largamente ultrapassados pelos sucessivos anúncios de despedimentos em algumas das mais conhecidas empresas do país. Por exemplo, no dia 13, a Britsh Telecom, queixando-se de uma quebra do lucros de 11 por cento, declarou que irá despedir 10 mil trabalhadores até Abril. A Virgin Media seguiu-lhe o passo dispensando 2 200 e mesmo o farmacêutico GlaxoSmithKline anunciou que encerrará a sua fábrica em Dartyford.
A imprensa não esconde que até ao fim do ano será transposta a barreira dos dois milhões de desempregados.