Roleta especulativa
O primeiro-ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsany, reconheceu em entrevista ao diário francês, Le Monde, (13.11), que o seu país escapou à justa de «uma catástrofe social e financeira». Contudo, se a «ajuda» do FMI permitiu evitar «uma falência hipotética», o pior da crise ainda está para vir.
Isto porque ao longo do últimos anos, sucessivos governos apostaram na captação de importantes fluxos de capitais estrangeiros, jogando com elevadas de taxas de juro, ao mesmo tempo que os particulares e as empresas foram incentivados a contrair empréstimos em divisas, aproveitando taxas de juro muito inferiores.
Tudo parecia estar no melhor dos mundos até que, na sequência da crise financeira internacional, os investidores decidiram recuperar os seus investimentos, designadamente no mercado de obrigações do Estado, provocando uma forte quebra da cotação do florim, a moeda nacional.
Depois da Islândia e da Ucrânia, as vulnerabilidades da economia de casino colocaram a Hungria perante a bancarrota. Em poucos dias, o florim perdeu 12 por cento do seu valor o que se repercutiu imediatamente num aumento proporcional dos custos dos empréstimos contratados em divisas.
Segundo um estudo do Banco Natixis, citado no referido diário, cerca de 60 por cento das famílias e 48 por cento das empresas da Hungria contraíram empréstimos em moeda estrangeira. E o que antes parecia ser um «bom negócio» significa hoje a ruína e dificuldades acrescidas.
Da parte do governo as previsões são claras: para 2009 a economia entrará em recessão de um por cento. Para cumprir os compromissos da dívida pública, que ultrapassa os 65 por cento do PIB, o executivo «socialista» já anunciou um pacote de medidas gravosas para os trabalhadores: congelamento de salários e a suspensão do 13.º mês aos funcionários públicos, entre outras.
«O ano de 2009 será um dos mais difíceis dos últimos 20 anos», vaticinou o presidente ca confederação patronal, Arpaad Kovacs, para quem é uma evidência que serão os trabalhadores a ter de pagar até ao último cêntimo os 20 mil milhões de euros emprestados ao país para sair da bancarrota.
Isto porque ao longo do últimos anos, sucessivos governos apostaram na captação de importantes fluxos de capitais estrangeiros, jogando com elevadas de taxas de juro, ao mesmo tempo que os particulares e as empresas foram incentivados a contrair empréstimos em divisas, aproveitando taxas de juro muito inferiores.
Tudo parecia estar no melhor dos mundos até que, na sequência da crise financeira internacional, os investidores decidiram recuperar os seus investimentos, designadamente no mercado de obrigações do Estado, provocando uma forte quebra da cotação do florim, a moeda nacional.
Depois da Islândia e da Ucrânia, as vulnerabilidades da economia de casino colocaram a Hungria perante a bancarrota. Em poucos dias, o florim perdeu 12 por cento do seu valor o que se repercutiu imediatamente num aumento proporcional dos custos dos empréstimos contratados em divisas.
Segundo um estudo do Banco Natixis, citado no referido diário, cerca de 60 por cento das famílias e 48 por cento das empresas da Hungria contraíram empréstimos em moeda estrangeira. E o que antes parecia ser um «bom negócio» significa hoje a ruína e dificuldades acrescidas.
Da parte do governo as previsões são claras: para 2009 a economia entrará em recessão de um por cento. Para cumprir os compromissos da dívida pública, que ultrapassa os 65 por cento do PIB, o executivo «socialista» já anunciou um pacote de medidas gravosas para os trabalhadores: congelamento de salários e a suspensão do 13.º mês aos funcionários públicos, entre outras.
«O ano de 2009 será um dos mais difíceis dos últimos 20 anos», vaticinou o presidente ca confederação patronal, Arpaad Kovacs, para quem é uma evidência que serão os trabalhadores a ter de pagar até ao último cêntimo os 20 mil milhões de euros emprestados ao país para sair da bancarrota.