120 mil
Os professores portugueses manifestaram novamente uma unidade, uma mobilização e uma disposição combativa excepcionais.
Em 8 de Março tinham reunido uma manifestação de mais de 100 mil.
Na altura vários comentadores, incapazes de ocultar a extraordinária dimensão e significado dessa manifestação, cunharam um novo conceito: o da manifestação «grande demais», cuja escala definiria o limite a partir do qual só poderia verificar-se um refluxo.
No passado sábado a manifestação mobilizou mais de 120 mil professores, 85% da classe profissional. Teve a dimensão de um gigantesco plenário nacional.
Curiosamente, (ou talvez não) um responsável da PSP, habitualmente tão pronta a avaliações tocadas de alguma miopia, declarou a órgãos de informação «não estar autorizado a divulgar os números» da sua estimativa de manifestantes.
Que factores contribuem para esta mobilização sem precedentes?
É evidente a total rejeição das políticas que este Governo vem pondo em prática, contra tudo e contra todos. A espoliação violenta de direitos, a imposição de um modelo de carreira que introduz uma fractura arbitrária e inteiramente artificial na profissão, um modelo de gestão das escolas autoritário e retrógrado, a cega obstinação na aplicação de um modelo de avaliação do desempenho assente numa concepção administrativa e burocrática do que é a função docente.
Mas esta gigantesca mobilização não representa apenas um movimento de oposição, de recusa e de resistência. Não se trata apenas de uma fortíssima afirmação profissional. Trata-se da mobilização de profissionais que, tendo certamente muito diferentes posicionamentos no plano político e ideológico, partilham a convicção de que o processo do ensino e da aprendizagem e a defesa da escola pública estão intrinsecamente vinculados a valores de liberdade e de desenvolvimento individual, social e colectivo sem os quais a sua profissão não passaria de uma estéril caricatura.
Esse facto está inteiramente para além daquilo que o Governo Sócrates está em condições de compreender. Por isso respondeu a esta manifestação com a mesma cegueira, surdez e despótico autoritarismo com que vem actuando.
Por isso, mais cedo do que tarde, será derrotado.
Em 8 de Março tinham reunido uma manifestação de mais de 100 mil.
Na altura vários comentadores, incapazes de ocultar a extraordinária dimensão e significado dessa manifestação, cunharam um novo conceito: o da manifestação «grande demais», cuja escala definiria o limite a partir do qual só poderia verificar-se um refluxo.
No passado sábado a manifestação mobilizou mais de 120 mil professores, 85% da classe profissional. Teve a dimensão de um gigantesco plenário nacional.
Curiosamente, (ou talvez não) um responsável da PSP, habitualmente tão pronta a avaliações tocadas de alguma miopia, declarou a órgãos de informação «não estar autorizado a divulgar os números» da sua estimativa de manifestantes.
Que factores contribuem para esta mobilização sem precedentes?
É evidente a total rejeição das políticas que este Governo vem pondo em prática, contra tudo e contra todos. A espoliação violenta de direitos, a imposição de um modelo de carreira que introduz uma fractura arbitrária e inteiramente artificial na profissão, um modelo de gestão das escolas autoritário e retrógrado, a cega obstinação na aplicação de um modelo de avaliação do desempenho assente numa concepção administrativa e burocrática do que é a função docente.
Mas esta gigantesca mobilização não representa apenas um movimento de oposição, de recusa e de resistência. Não se trata apenas de uma fortíssima afirmação profissional. Trata-se da mobilização de profissionais que, tendo certamente muito diferentes posicionamentos no plano político e ideológico, partilham a convicção de que o processo do ensino e da aprendizagem e a defesa da escola pública estão intrinsecamente vinculados a valores de liberdade e de desenvolvimento individual, social e colectivo sem os quais a sua profissão não passaria de uma estéril caricatura.
Esse facto está inteiramente para além daquilo que o Governo Sócrates está em condições de compreender. Por isso respondeu a esta manifestação com a mesma cegueira, surdez e despótico autoritarismo com que vem actuando.
Por isso, mais cedo do que tarde, será derrotado.