O caminho da luta
Ao participar e ver passar a segunda grandiosa manifestação de professores e educadores no passado dia 8 de Novembro, ao dialogar com muitas das professoras e dos professores que falavam da sua indignação contra uma política educativa que os não respeita, que esquece que sem a participação activa e empenhada de educadores e professores não pode haver educação de qualidade, lembrei-me das inúmeras visitas a escolas dos mais diversos locais do País, dos debates e iniciativas em que tenho participado com professores e alunos.
Assim, posso testemunhar o grande empenhamento dos profissionais da educação em projectos que envolvem a escola, a espantosa motivação que professores e educadores conseguem dos seus alunos e, por vezes, até de pais e outros elementos da comunidade, num trabalho que o Ministério da Educação desvaloriza e escamoteia. São acções tanto mais importantes quanto, nalguns casos, são realizadas em escolas onde escasseiam meios, faltam infra-estruturas e equipamentos essenciais, designadamente pavilhões gimnodesportivos, um simples ginásio ou sequer um auditório.
Muitos destes professores e professoras estão agora a descobrir que a luta é o caminho para conseguir fazer ouvir a sua voz, sobretudo quando as forças políticas maioritárias estão de costas voltadas para as suas justas reivindicações. Em muitos casos, estão a descobrir que a escola pública de qualidade, que conseguimos construir com a revolução de Abril, é uma conquista que se tem de defender diariamente. Exactamente como todas as conquistas democráticas, incluindo os direitos de quem trabalha, seja na educação, seja nas minas ou nas fábricas, no campo ou no supermercado, nas pescas ou na saúde.
Estar ao lado dos trabalhadores e das populações nas suas justas lutas é uma das características do PCP e dos seus eleitos nos diversos órgãos do poder. Por isso, como deputados do PCP no Parlamento Europeu, procuramos essa ligação estreita com os problemas nacionais, nas centenas de contactos, reuniões, visitas e debates que realizamos por todo o País, em colaboração estreita com as organizações do nosso Partido, indo aos locais de trabalho (fábricas, parques industriais, minas, cooperativas, lojas, serviços, feiras, explorações agrícolas, lotas e portos de pesca, estaleiros navais, escolas, hospitais) para dar voz às justas reivindicações de quem trabalha nos diversos sectores, na perspectiva da defesa e promoção da produção nacional, dos serviços públicos, dos direitos dos trabalhadores e de uma justa repartição da riqueza produzida.
Voz dos trabalhadores
Dessa forma, em centenas de perguntas sobre os mais diversos temas, nas pequenas intervenções que o regimento e a burocracia do PE por vezes admite, em propostas alternativas, pareceres e relatórios, colocamos os problemas e lutamos pela sua resolução. É uma actividade a que a principal comunicação social pouca atenção dá, mas que as rádios e jornais locais vão divulgando, sobretudo nas zonas onde nos afirmam que somos os únicos deputados do PE a ter este cuidado de ouvir opiniões, auscultar populações e informar sobre o que se vai passando em Bruxelas ou Estrasburgo. Tal como também o fazemos em dezenas de debates que escolas e associações vão organizando pelo País, ou mesmo em acções de rua, em conjunto com as organizações locais do PCP.
Sabemos que a luta que fazemos no Parlamento Europeu contra as propostas inadmissíveis do Conselho e da Comissão Europeia, como as que visam alterar a directiva do tempo de trabalho para prolongar a jornada semanal e conseguir a desvalorização do trabalho, designadamente admitindo que o chamado «tempo de espera» seja pago por valores mais baixos, ou que nem sequer seja considerado tempo de trabalho, é uma luta tão importante como a luta que os professores estão a promover pela dignidade da sua profissão.
Na verdade, o capitalismo usa diferentes formas para desvalorizar o trabalho e aumentar a exploração, seja dos operários, seja de trabalhadores de outros sectores, como professores, médicos, empregados do sector privado ou trabalhadores de diferentes sectores da administração pública, regional e local. Daí o apelo que fazemos a todos para a luta contra tais propostas sobre a directiva do tempo de trabalho, visando a sua rejeição no plenário do PE, em Estrasburgo, no próximo mês de Dezembro.
Assim, posso testemunhar o grande empenhamento dos profissionais da educação em projectos que envolvem a escola, a espantosa motivação que professores e educadores conseguem dos seus alunos e, por vezes, até de pais e outros elementos da comunidade, num trabalho que o Ministério da Educação desvaloriza e escamoteia. São acções tanto mais importantes quanto, nalguns casos, são realizadas em escolas onde escasseiam meios, faltam infra-estruturas e equipamentos essenciais, designadamente pavilhões gimnodesportivos, um simples ginásio ou sequer um auditório.
Muitos destes professores e professoras estão agora a descobrir que a luta é o caminho para conseguir fazer ouvir a sua voz, sobretudo quando as forças políticas maioritárias estão de costas voltadas para as suas justas reivindicações. Em muitos casos, estão a descobrir que a escola pública de qualidade, que conseguimos construir com a revolução de Abril, é uma conquista que se tem de defender diariamente. Exactamente como todas as conquistas democráticas, incluindo os direitos de quem trabalha, seja na educação, seja nas minas ou nas fábricas, no campo ou no supermercado, nas pescas ou na saúde.
Estar ao lado dos trabalhadores e das populações nas suas justas lutas é uma das características do PCP e dos seus eleitos nos diversos órgãos do poder. Por isso, como deputados do PCP no Parlamento Europeu, procuramos essa ligação estreita com os problemas nacionais, nas centenas de contactos, reuniões, visitas e debates que realizamos por todo o País, em colaboração estreita com as organizações do nosso Partido, indo aos locais de trabalho (fábricas, parques industriais, minas, cooperativas, lojas, serviços, feiras, explorações agrícolas, lotas e portos de pesca, estaleiros navais, escolas, hospitais) para dar voz às justas reivindicações de quem trabalha nos diversos sectores, na perspectiva da defesa e promoção da produção nacional, dos serviços públicos, dos direitos dos trabalhadores e de uma justa repartição da riqueza produzida.
Voz dos trabalhadores
Dessa forma, em centenas de perguntas sobre os mais diversos temas, nas pequenas intervenções que o regimento e a burocracia do PE por vezes admite, em propostas alternativas, pareceres e relatórios, colocamos os problemas e lutamos pela sua resolução. É uma actividade a que a principal comunicação social pouca atenção dá, mas que as rádios e jornais locais vão divulgando, sobretudo nas zonas onde nos afirmam que somos os únicos deputados do PE a ter este cuidado de ouvir opiniões, auscultar populações e informar sobre o que se vai passando em Bruxelas ou Estrasburgo. Tal como também o fazemos em dezenas de debates que escolas e associações vão organizando pelo País, ou mesmo em acções de rua, em conjunto com as organizações locais do PCP.
Sabemos que a luta que fazemos no Parlamento Europeu contra as propostas inadmissíveis do Conselho e da Comissão Europeia, como as que visam alterar a directiva do tempo de trabalho para prolongar a jornada semanal e conseguir a desvalorização do trabalho, designadamente admitindo que o chamado «tempo de espera» seja pago por valores mais baixos, ou que nem sequer seja considerado tempo de trabalho, é uma luta tão importante como a luta que os professores estão a promover pela dignidade da sua profissão.
Na verdade, o capitalismo usa diferentes formas para desvalorizar o trabalho e aumentar a exploração, seja dos operários, seja de trabalhadores de outros sectores, como professores, médicos, empregados do sector privado ou trabalhadores de diferentes sectores da administração pública, regional e local. Daí o apelo que fazemos a todos para a luta contra tais propostas sobre a directiva do tempo de trabalho, visando a sua rejeição no plenário do PE, em Estrasburgo, no próximo mês de Dezembro.