PC do Brasil analisou autárquicas

Forte afirmação do Partido

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) reuniu, dia 9, em São Paulo, a sua Comissão Política Nacional para analisar os resultados obtidos na batalha eleitoral do passado dia 5 de Outubro, considerando que do balanço resulta um grande protagonismo do Partido «marcado pela reeleição na capital do Estado de Sergipe, em Olinda e em 40 outros municípios espalhados pelo país», e que, na segunda volta, o PCdoB «será uma força fundamental nas decisões políticas eleitorais em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo».
Dado igualmente importante para o PCdoB é o facto de, na primeira etapa das eleições municipais, as forças de sustentação do governo Lula terem conseguido importantes êxitos, com o PT a ganhar seis municípios, o PSB dois e o PCdoB um.
As reeleições de Edvaldo Nogueira, em Aracaju, e Renildo Calheiros, em Olinda, assim como os bons resultados em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Velho, são para os comunistas brasileiros expressivas vitórias do colectivo, às quais acrescem a quadruplicação do número câmaras municipais (correspondentes a mais de dois milhões e cem mil habitantes), a duplicação da sua votação maioritária (1728 mil votos no total), a superação dos dois milhões e cem mil votos na votação proporcional e a eleição de 608 vereadores (mais 122 por cento face a 2004).
A segunda volta reveste-se de grande importância pela redefinição do mapa político do país que pode traduzir. Assim, em capitais de Estado como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, o PCdoB vai-se orientar-se «pelo fortalecimento da base de sustentação do governo Lula e do próprio PCdoB», como no caso da cidade de São Luís, onde o PCdoB fará «o maior esforço pela vitória de Flávio Dino» procurando «agregar amplas forças políticas e sociais e desenvolver poderosa campanha de massas».
A concluir o comunicado, a Comissão Política do PCdoB congratula todos os militantes, candidatos e eleitos do Partido, sem os quais não seria possível alcançar tamanhos sucessos, e apela à manutenção da «mobilização política nos locais onde há segunda volta» para «perseguir vitórias» e «consolidar o quadro positivo para as forças de esquerda de sustentação do governo Lula».
Onde não há segunda volta, sublinha o documento, o PCdoB chama o colectivo a «debater os desafios da gestão municipal conquistada nas urnas, a constituir equipas de trabalho e planos de governo e a pautar o trabalho da bancada de vereadores, de forma a corresponder plenamente à confiança que o povo depositou nos comunistas».


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