Tribunal suspende eleições antecipadas
O Tribunal administrativo de Kiev anulou o decreto de dissolução do Parlamento ucraniano suspendendo, desta forma, a campanha eleitoral no país. O presidente Viktor Iuschenko havia decidido, sexta-feira da semana passada, dissolver a Rada Suprema e agendar para 7 de Dezembro um novo sufrágio legislativo.
A medida foi imediatamente alvo da oposição movida pelo partido da primeira-ministra Iúlia Timochenko, que viu, horas depois, a justiça acolher a sua contestação. Iuschenko, por sua vez, reagiu despedindo o magistrado.
A crise na Ucrânia surge na sequência da decomposição da maioria governamental, formada pelos partidos afectos ao presidente e à primeira-ministra.
As formações políticas dos responsáveis pela chamada «revolução laranja» no país, em 2004, entraram em rota de colisão quando o partido de Timochenko avançou com um conjunto de propostas na Rada Suprema, cujo objectivo era, alegadamente, limitar os poderes do chefe de Estado.
A coligação havia sido formada em Setembro de 2007, igualmente após a dissolução da câmara dos deputados, em Abril, pelo presidente. Um ano depois, as siglas foram incapazes de ultrapassar as divergências e chegar a um acordo para reformular o executivo, facto que levou Iuchtchenko a avançar, pela segunda vez desde que é presidente, um ponto final na legislatura.
Aparentemente, todos os principais partidos estavam de acordo com o agendamento de um novo sufrágio, exceptuando o partido da primeira-ministra que alega falta de meios legais e financeiros para a realização de uma consulta popular, e acusa Iuschenko de violar a Constituição e abusar dos poderes que lhe estão conferidos.
A medida foi imediatamente alvo da oposição movida pelo partido da primeira-ministra Iúlia Timochenko, que viu, horas depois, a justiça acolher a sua contestação. Iuschenko, por sua vez, reagiu despedindo o magistrado.
A crise na Ucrânia surge na sequência da decomposição da maioria governamental, formada pelos partidos afectos ao presidente e à primeira-ministra.
As formações políticas dos responsáveis pela chamada «revolução laranja» no país, em 2004, entraram em rota de colisão quando o partido de Timochenko avançou com um conjunto de propostas na Rada Suprema, cujo objectivo era, alegadamente, limitar os poderes do chefe de Estado.
A coligação havia sido formada em Setembro de 2007, igualmente após a dissolução da câmara dos deputados, em Abril, pelo presidente. Um ano depois, as siglas foram incapazes de ultrapassar as divergências e chegar a um acordo para reformular o executivo, facto que levou Iuchtchenko a avançar, pela segunda vez desde que é presidente, um ponto final na legislatura.
Aparentemente, todos os principais partidos estavam de acordo com o agendamento de um novo sufrágio, exceptuando o partido da primeira-ministra que alega falta de meios legais e financeiros para a realização de uma consulta popular, e acusa Iuschenko de violar a Constituição e abusar dos poderes que lhe estão conferidos.