Aumenta o ânimo para a luta
Um almoço/convívio reuniu, em Coja, mais de duas centenas de militantes e simpatizantes do Partido.
Mais de duas centenas de pessoas participaram nesta iniciativa política sem precedentes em Coja
Cerca das onze e meia da manhã, já mais de uma centena e meia de comunistas se encontravam reunidos na Praça Dr. Alberto Vale, para participar num desfile que encheu por completo algumas ruas da Princesa do Alva.
A esta iniciativa política, sem quaisquer precedentes em Coja, seguiu-se um almoço-convívio promovido pela organização concelhia de Arganil, nas instalações do Clube Operário Jardim do Alva, e animado pela actuação do Grupo Etnográfico da Cova da Piedade e do Rancho Folclórico Malmequeres da Cerdeira.
Presentes na iniciativa estavam José Tiago Almeida, da Concelhia de Arganil, Francisco Queirós, da Direcção Regional de Coimbra, e Albano Nunes, da Comissão Política, que intervieram no decurso do almoço.
Tiago de Almeida, o primeiro orador, realçou o significado político da iniciativa, que «traduz inconformismo perante as crescentes desigualdades sociais e regionais» daquela segunda freguesia do concelho.
Também a politica autárquica, «depois do estado de graça porque passou», começa a preocupar os comunistas, pois, segundo Tiago de Almeida, três anos passados sobre as eleições, ainda não são conhecidos os projectos que deram sentido ao slogan do PSD para «mudar» o Concelho.
Francisco Queiroz, por sua vez, considerou a festa em Coja como uma prova a «vitalidade» de um Partido que, fundado em 1921, se mantém «permanentemente rejuvenescido». De facto, nem a história acabou «nem o PCP definhou ou se rendeu», como preconizam os seus inimigos, disse, e o que se constata é que o PCP é «cada vez mais necessário e actual» e força insubstituível para uma nova política, o único «com um projecto de sociedade nova, livre da exploração do homem pelo homem».
Fazer ouvir a voz do PCP
Albano Nunes, depois de se congratular com o facto de os comunistas da região «estarem activos e a trabalhar com confiança para o fortalecimento do Partido», considerou, contudo, que «mesmo em período de férias» é necessário permanecer «atentos e mobilizados», encontrar as formas adequadas de fazer ouvir a voz do Partido – que tão descriminada e silenciada é – e preparar «o prosseguimento e intensificação da luta de massas que nos espera em Setembro».
«Não podemos permitir» que o Governo do PS «atire para cima de quem trabalha, daqueles que menos podem e menos têm, o custo das suas ruinosas políticas», alertou Albano Nunes, que acusou também o Governo de alijar as suas responsabilidades, culpando apenas a crise internacional pela situação existente. «Sem uma resposta enérgica» não pode ficar também, para este dirigente, as alterações ao Código do Trabalho que, a vingarem, representariam «um gravíssimo retrocesso de direitos tão duramente conquistados».
Depois de alertar para a necessidade de não descurar a preparação do XVIII Congresso do PCP e para o facto de o próximo ano ser ano de três eleições, o dirigente comunista recusou, contudo, que o PCP aceite «a agenda política» que os seus adversários «pretendem impor a tão grande distância das eleições para desviar as atenções dos graves problemas do povo e do país». É que o PCP «não aparece apenas de quatro em quatro anos para pedir o voto dos eleitores», estando «sempre nas primeiras linhas da luta quotidiana dos trabalhadores e das populações».
Ora, a verdade é que, «ontem com o pretexto do défice, hoje com o pretexto da crise internacional», o PS, o PSD e o CDS continuam «a exigir mais sacrifícios aos trabalhadores e às populações», enquanto os «seus patrões e amigalhaços exigem mais liberdade ao capital estrangeiro, mais privatizações, mais baixos salários e pensões, mais destruição do tecido produtivo nacional».
É preciso, pois, «romper com tais políticas», terminou Albano Nunes, apelando à intensificação da luta e reforço do Partido, «sem o que não será possível a alternativa de esquerda por que lutamos».
Enfim, quando a Festa terminou, cerca da 18 horas, era visível o cansaço, que contrastava com a imensa satisfação de uma iniciativa bem conseguida e a pensar-se já no próximo ano cheio de eleições.
A esta iniciativa política, sem quaisquer precedentes em Coja, seguiu-se um almoço-convívio promovido pela organização concelhia de Arganil, nas instalações do Clube Operário Jardim do Alva, e animado pela actuação do Grupo Etnográfico da Cova da Piedade e do Rancho Folclórico Malmequeres da Cerdeira.
Presentes na iniciativa estavam José Tiago Almeida, da Concelhia de Arganil, Francisco Queirós, da Direcção Regional de Coimbra, e Albano Nunes, da Comissão Política, que intervieram no decurso do almoço.
Tiago de Almeida, o primeiro orador, realçou o significado político da iniciativa, que «traduz inconformismo perante as crescentes desigualdades sociais e regionais» daquela segunda freguesia do concelho.
Também a politica autárquica, «depois do estado de graça porque passou», começa a preocupar os comunistas, pois, segundo Tiago de Almeida, três anos passados sobre as eleições, ainda não são conhecidos os projectos que deram sentido ao slogan do PSD para «mudar» o Concelho.
Francisco Queiroz, por sua vez, considerou a festa em Coja como uma prova a «vitalidade» de um Partido que, fundado em 1921, se mantém «permanentemente rejuvenescido». De facto, nem a história acabou «nem o PCP definhou ou se rendeu», como preconizam os seus inimigos, disse, e o que se constata é que o PCP é «cada vez mais necessário e actual» e força insubstituível para uma nova política, o único «com um projecto de sociedade nova, livre da exploração do homem pelo homem».
Fazer ouvir a voz do PCP
Albano Nunes, depois de se congratular com o facto de os comunistas da região «estarem activos e a trabalhar com confiança para o fortalecimento do Partido», considerou, contudo, que «mesmo em período de férias» é necessário permanecer «atentos e mobilizados», encontrar as formas adequadas de fazer ouvir a voz do Partido – que tão descriminada e silenciada é – e preparar «o prosseguimento e intensificação da luta de massas que nos espera em Setembro».
«Não podemos permitir» que o Governo do PS «atire para cima de quem trabalha, daqueles que menos podem e menos têm, o custo das suas ruinosas políticas», alertou Albano Nunes, que acusou também o Governo de alijar as suas responsabilidades, culpando apenas a crise internacional pela situação existente. «Sem uma resposta enérgica» não pode ficar também, para este dirigente, as alterações ao Código do Trabalho que, a vingarem, representariam «um gravíssimo retrocesso de direitos tão duramente conquistados».
Depois de alertar para a necessidade de não descurar a preparação do XVIII Congresso do PCP e para o facto de o próximo ano ser ano de três eleições, o dirigente comunista recusou, contudo, que o PCP aceite «a agenda política» que os seus adversários «pretendem impor a tão grande distância das eleições para desviar as atenções dos graves problemas do povo e do país». É que o PCP «não aparece apenas de quatro em quatro anos para pedir o voto dos eleitores», estando «sempre nas primeiras linhas da luta quotidiana dos trabalhadores e das populações».
Ora, a verdade é que, «ontem com o pretexto do défice, hoje com o pretexto da crise internacional», o PS, o PSD e o CDS continuam «a exigir mais sacrifícios aos trabalhadores e às populações», enquanto os «seus patrões e amigalhaços exigem mais liberdade ao capital estrangeiro, mais privatizações, mais baixos salários e pensões, mais destruição do tecido produtivo nacional».
É preciso, pois, «romper com tais políticas», terminou Albano Nunes, apelando à intensificação da luta e reforço do Partido, «sem o que não será possível a alternativa de esquerda por que lutamos».
Enfim, quando a Festa terminou, cerca da 18 horas, era visível o cansaço, que contrastava com a imensa satisfação de uma iniciativa bem conseguida e a pensar-se já no próximo ano cheio de eleições.