Perigo para a paz e segurança internacional
O PCP considera o cessar dos confrontos no Cáucaso como um passo fundamental para o início de negociações entre a Rússia e a Geórgia, e sublinha que este conflito «é sobretudo uma expressão concreta das actuais tendências de evolução da situação internacional».
O PCP alerta para o risco de alargamento do conflito à região da Eurásia e Médio Oriente
Em nota emitida quinta-feira, 14, pelo Gabinete de Imprensa, o Partido «lamenta profundamente a perda de vidas humanas e a destruição provocada pelo conflito militar» e «apela ao fim das hostilidades, elemento essencial para o início de negociações de paz que, na opinião do PCP, devem ser desenvolvidas no quadro da ONU à luz dos princípios do direito internacional, do respeito pela soberania e integridade territorial dos Estados e da não ingerência nos assuntos internos».
Para o PCP, as recentes movimentações militares e diplomáticas comprovam que a contenda entre Moscovo e Tbilisi «não pode ser analisada unicamente à luz das questões territoriais e de soberania da Ossétia do Sul e da Abcásia», uma vez que o conflito «é sobretudo uma expressão concreta das actuais tendências de evolução da situação internacional, marcadas por uma nova corrida aos armamentos, pela crescente militarização das relações internacionais e pela profusão de situações de tensão e conflito militar protagonizadas pelos membros da NATO e seus aliados, com vista ao domínio geoestratégico de importantes zonas do globo e ao controlo da exploração e transporte de riquezas naturais, como o gás e o petróleo».
NATO é sinónimo de guerra
«Há muito que o PCP tem vindo a alertar que o acentuar do carácter ofensivo global da NATO e o seu alargamento até às fronteiras com a Rússia; a crescente confrontação dos EUA e da NATO com a Rússia e China; a militarização da União Europeia; a destruição de tratados fundamentais para o equilibro estratégico mundial como o Tratado ABM com a instalação do sistema de defesa anti-míssil norte-americano no Leste europeu; as ameaças constantes a Estados soberanos como o Irão; a manutenção de guerras ilegais e criminosas como no Iraque e Afeganistão; assim como a injecção de armamento na Geórgia por parte dos EUA e de Israel, são explosivos factores de instabilidade que de forma mais do que evidente estão na raiz deste conflito», pode ler-se no documento divulgado aos órgãos de comunicação social.
Neste contexto, e vincando «a sua posição de princípio contra violações da soberania e integridade territoriais dos Estados e de prevalência da diplomacia na resolução dos conflitos», os comunistas portugueses não deixam de recordar que «foi a Geórgia – principal aliado dos EUA na região do Cáucaso, onde estão estacionados importantes contingentes militares norte-americanos, e cujo território, incluindo a Ossétia do Sul, tem um importante valor estratégico do ponto de vista do controlo do oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan – quem iniciou as hostilidades militares atacando um território onde se encontravam, sob os auspícios da OSCE e mandato da Comunidade de Estados Independentes, forças de estabilização internacionais compostas por militares russos, ossetas e georgianos», iniciativa que, acresce o PCP, «em caso algum poderia ter sido decidida sem o conhecimento prévio e o acordo dos EUA e que é elucidativa da política do actual governo georgiano de subserviência aos EUA e à NATO, de crescente militarização da região, de conflitualidade com a vizinha Rússia e de instigação à conflitualidade étnica na região».
Precedente perigoso
«Este conflito militar e as declarações políticas que o envolvem vêm demonstrar – e serve de sério aviso – para os perigos que decorrem da política de sistemático desrespeito do direito internacional e de instrumentalização da ONU por parte das grandes potências imperialistas mundiais», diz o PCP, que aproveita para salientar que «estão demonstrados, na prática, os efeitos que os precedentes abertos com a guerra de desmembramento da Jugoslávia e com a instigação e protecção militar à secessão do Kosovo da Sérvia têm na actual situação internacional», riscos, sublinha-se ainda, «para os quais o PCP chamou a atenção em devido tempo e que vêm confirmar a justeza da exigência do PCP de não reconhecimento pelo Governo português, em qualquer circunstância, da pseudo-independência do Kosovo».
No texto enviado às redacções, o PCP «alerta para os perigos existentes do alargamento deste conflito a toda a região da Eurásia e Médio Oriente e para as consequências que um acentuar do braço de ferro entre NATO e Rússia, ou qualquer provocação militar no Médio Oriente, podem ter para a segurança mundial», e «reclama do governo português uma posição de defesa da paz, de não ingerência e de saída de todas as tropas da NATO da região do Cáucaso como passo essencial para o desanuviamento».
O Partido chama ainda a atenção para o facto de que «este conflito não possa vir a servir de pretexto para acelerar ainda mais a militarização da região do Cáucaso, para a instalação de forças militares dos EUA e da NATO em território georgiano ou para uma política de ingerência política e económica e de controlo geoestratégico da região por parte das principais potências da NATO».
Para o PCP, as recentes movimentações militares e diplomáticas comprovam que a contenda entre Moscovo e Tbilisi «não pode ser analisada unicamente à luz das questões territoriais e de soberania da Ossétia do Sul e da Abcásia», uma vez que o conflito «é sobretudo uma expressão concreta das actuais tendências de evolução da situação internacional, marcadas por uma nova corrida aos armamentos, pela crescente militarização das relações internacionais e pela profusão de situações de tensão e conflito militar protagonizadas pelos membros da NATO e seus aliados, com vista ao domínio geoestratégico de importantes zonas do globo e ao controlo da exploração e transporte de riquezas naturais, como o gás e o petróleo».
NATO é sinónimo de guerra
«Há muito que o PCP tem vindo a alertar que o acentuar do carácter ofensivo global da NATO e o seu alargamento até às fronteiras com a Rússia; a crescente confrontação dos EUA e da NATO com a Rússia e China; a militarização da União Europeia; a destruição de tratados fundamentais para o equilibro estratégico mundial como o Tratado ABM com a instalação do sistema de defesa anti-míssil norte-americano no Leste europeu; as ameaças constantes a Estados soberanos como o Irão; a manutenção de guerras ilegais e criminosas como no Iraque e Afeganistão; assim como a injecção de armamento na Geórgia por parte dos EUA e de Israel, são explosivos factores de instabilidade que de forma mais do que evidente estão na raiz deste conflito», pode ler-se no documento divulgado aos órgãos de comunicação social.
Neste contexto, e vincando «a sua posição de princípio contra violações da soberania e integridade territoriais dos Estados e de prevalência da diplomacia na resolução dos conflitos», os comunistas portugueses não deixam de recordar que «foi a Geórgia – principal aliado dos EUA na região do Cáucaso, onde estão estacionados importantes contingentes militares norte-americanos, e cujo território, incluindo a Ossétia do Sul, tem um importante valor estratégico do ponto de vista do controlo do oleoduto Baku-Tbilisi-Ceyhan – quem iniciou as hostilidades militares atacando um território onde se encontravam, sob os auspícios da OSCE e mandato da Comunidade de Estados Independentes, forças de estabilização internacionais compostas por militares russos, ossetas e georgianos», iniciativa que, acresce o PCP, «em caso algum poderia ter sido decidida sem o conhecimento prévio e o acordo dos EUA e que é elucidativa da política do actual governo georgiano de subserviência aos EUA e à NATO, de crescente militarização da região, de conflitualidade com a vizinha Rússia e de instigação à conflitualidade étnica na região».
Precedente perigoso
«Este conflito militar e as declarações políticas que o envolvem vêm demonstrar – e serve de sério aviso – para os perigos que decorrem da política de sistemático desrespeito do direito internacional e de instrumentalização da ONU por parte das grandes potências imperialistas mundiais», diz o PCP, que aproveita para salientar que «estão demonstrados, na prática, os efeitos que os precedentes abertos com a guerra de desmembramento da Jugoslávia e com a instigação e protecção militar à secessão do Kosovo da Sérvia têm na actual situação internacional», riscos, sublinha-se ainda, «para os quais o PCP chamou a atenção em devido tempo e que vêm confirmar a justeza da exigência do PCP de não reconhecimento pelo Governo português, em qualquer circunstância, da pseudo-independência do Kosovo».
No texto enviado às redacções, o PCP «alerta para os perigos existentes do alargamento deste conflito a toda a região da Eurásia e Médio Oriente e para as consequências que um acentuar do braço de ferro entre NATO e Rússia, ou qualquer provocação militar no Médio Oriente, podem ter para a segurança mundial», e «reclama do governo português uma posição de defesa da paz, de não ingerência e de saída de todas as tropas da NATO da região do Cáucaso como passo essencial para o desanuviamento».
O Partido chama ainda a atenção para o facto de que «este conflito não possa vir a servir de pretexto para acelerar ainda mais a militarização da região do Cáucaso, para a instalação de forças militares dos EUA e da NATO em território georgiano ou para uma política de ingerência política e económica e de controlo geoestratégico da região por parte das principais potências da NATO».