Agosto
O Governo, o grande patronato e o respectivo apêndice «sindical» têm feito todos os esforços para contrabandear discretamente a reaccionária revisão da legislação laboral que cozinharam entre si.
Algumas coisas não lhes têm corrido totalmente de feição. O PS impôs a discussão pública em pleno período de férias, mas férias é coisa que os trabalhadores portugueses cada vez menos gozam. Mais, a palavra férias até lembra aos trabalhadores que, se esta revisão laboral fosse por diante, o direito dos trabalhadores ao gozo de férias, o direito dos trabalhadores a uma vida pessoal, familiar e social organizada, estável e digna ficaria radicalmente comprometido.
Em vez do alheamento distraído que o Governo desejaria, somam-se as tomadas de posição. Circula um abaixo-assinado já subscrito por mais de um milhar de trabalhadores, intelectuais na sua grande maioria, entre os quais se contam centenas de muito destacadas figuras do mundo das artes e da ciência. Os sindicatos não afrouxam o esclarecimento e a mobilização.
Daí o Governo ter-se visto na necessidade de lançar mais uma das suas operações de propaganda: o computador «Magalhães».
Como já é habitual nas operações de propaganda do Governo Sócrates, 15% é factual, 70% é simulação, 15% é fraude pura e dura. Para azar do Governo, a fraude foi desmontada quase de imediato.
É fraude apresentar o «Magalhães» como o «primeiro computador português». É um computador que já existe (classmate) e que será montado em Portugal, o que é um pouco diferente. Não incorpora qualquer inovação de origem nacional. Não é um computador de «0última geração tecnológica». Haveria outras soluções, mais avançadas e mais adequadas ao objectivo pedagógico que é afirmado pretender atingir.
O interesse predominante no projecto não é tecnológico nem pedagógico. É o interesse comercial da Microsoft e da Intel. E também o interesse eleitoralista do PS, que distribuirá computadores como aquele outro candidato distribuía electrodomésticos.
Fica uma convicção no ar: já não há «Magalhães» que salvem o PS/Sócrates da justa condenação dos trabalhadores.
Algumas coisas não lhes têm corrido totalmente de feição. O PS impôs a discussão pública em pleno período de férias, mas férias é coisa que os trabalhadores portugueses cada vez menos gozam. Mais, a palavra férias até lembra aos trabalhadores que, se esta revisão laboral fosse por diante, o direito dos trabalhadores ao gozo de férias, o direito dos trabalhadores a uma vida pessoal, familiar e social organizada, estável e digna ficaria radicalmente comprometido.
Em vez do alheamento distraído que o Governo desejaria, somam-se as tomadas de posição. Circula um abaixo-assinado já subscrito por mais de um milhar de trabalhadores, intelectuais na sua grande maioria, entre os quais se contam centenas de muito destacadas figuras do mundo das artes e da ciência. Os sindicatos não afrouxam o esclarecimento e a mobilização.
Daí o Governo ter-se visto na necessidade de lançar mais uma das suas operações de propaganda: o computador «Magalhães».
Como já é habitual nas operações de propaganda do Governo Sócrates, 15% é factual, 70% é simulação, 15% é fraude pura e dura. Para azar do Governo, a fraude foi desmontada quase de imediato.
É fraude apresentar o «Magalhães» como o «primeiro computador português». É um computador que já existe (classmate) e que será montado em Portugal, o que é um pouco diferente. Não incorpora qualquer inovação de origem nacional. Não é um computador de «0última geração tecnológica». Haveria outras soluções, mais avançadas e mais adequadas ao objectivo pedagógico que é afirmado pretender atingir.
O interesse predominante no projecto não é tecnológico nem pedagógico. É o interesse comercial da Microsoft e da Intel. E também o interesse eleitoralista do PS, que distribuirá computadores como aquele outro candidato distribuía electrodomésticos.
Fica uma convicção no ar: já não há «Magalhães» que salvem o PS/Sócrates da justa condenação dos trabalhadores.