JCP alerta jovens portugueses

Confiança e luta

A Direcção Nacional da JCP alertou, em comunicado, para a intensificação das políticas de direita do Governo PS, responsáveis pelo agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo português, em particular dos jovens.

Silêncio comprometedor do Governo

Em causa está, por exemplo, «a degradação e privatização da escola pública, gratuita, democrática e de qualidade, em todos os níveis de ensino, fazendo com que muitos jovens deixem de estudar por razões meramente económicas, bem como os recentes ataques aos jovens trabalhadores com a tentativa de alteração, para pior, do Código de Trabalho e generalização da precariedade».
Neste sentido, a Direcção Nacional da JCP saudou os estudantes do ensino secundário pelas centenas de acções de luta promovidas nas escolas durante todo o ano, destacando-se a jornada nacional de luta, do passado dia 31 de Janeiro, «onde mais de 15 mil estudantes se manifestaram contra os exames nacionais, contra a privatização das escolas, por melhores condições materiais e humanas, pela efectivação da lei da Educação Sexual, contra o Estatuto do Aluno».
No comunicado, os jovens comunistas valorizaram ainda a luta dos estudantes do ensino superior contra o Processo de Bolonha, as propinas, os cortes na Acção Social e a criação do sistema de empréstimos, assim como o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, «medida esta que vem alterar por completo a estrutura orgânica das escolas, abrindo caminho à sua privatização».
A Direcção Nacional da JCP felicitou, de igual forma, os trabalhadores portugueses, particularmente os jovens e as suas estruturas sindicais, pelas «importantes» e «poderosas» acções de luta contra as políticas de direita do actual Governo, com destaque para o Dia Nacional da Juventude, que se realizou no dia 28 de Março, onde mais de 10 mil jovens trabalhadores se manifestaram pela defesa dos seus direitos.
«As comemorações populares do 25 de Abril e 1.º de Maio constituíram poderosas demonstrações de identificação com os seus ideais, bem como de confiança e luta pela alteração de política», acentuam os jovens comunistas, lembrando ainda a acção organizada pela CGTP-IN, no passado dia 5 de Junho, que contou com a participação de mais de 250 mil trabalhadores. Também as acções de protesto de dia 28 de Junho contaram com a presença de muitos milhares de trabalhadores.

Ofensiva ideológica do grande capital

Num momento em que os estudantes do ensino secundário são obrigados a realizar exames nacionais, verdadeira barreira ao prosseguimento dos seus estudos e instrumento da ofensiva ideológica do grande capital – de que são exemplo os exames do 12.º ano de Português e de História, assumindo neste uma posição claramente facciosa e deturpada da Revolução de Outubro, na Rússia – a JCP lançou, entretanto, uma campanha de contacto e mobilização para a luta contra esta medida, que contou com um documento distribuído em centenas de escolas.
No comunicado, a JCP dá ainda conta da sua «empenhada» participação na Festa da Alegria e na Festa do Avante!, nos próximos dias 19 e 20 de Julho, em Braga, e a 5,6 e7 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Seixal.
Valorizou ainda a 4.ª edição do Torneio Agit, que este ano se realizou sob o lema «Desporto, um direito de Abril!», um torneio de futsal com as vertentes masculina e feminina, com o mesmo nome do jornal da JCP. Esta iniciativa contou com centenas de equipas de Norte a Sul do País, envolvendo mais de 1500 jovens.
Os jovens comunistas consideram ainda «inaceitável» o silêncio comprometedor do Governo, face à decisão anti-comunista e anti-democrática do governo checo de ilegalização da União da Juventude Comunista da República Checa.
Por fim, a JCP deu conta de um debate, no dia 21, que teve como objectivo central o aprofundamento da discussão sobre as questões da toxicodependência, no qual participou Vasco Cardoso, da Comissão Política e do Comité Central do PCP.


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