Agricultores exigem apoios
Os agricultores do Baixo Mondego vão realizar, amanhã, sexta-feira, em Montemor-o-Velho, uma marcha lenta de tractores agrícolas contra o aumento do preço dos combustíveis e dos factores de produção.
«O Governo tem que nos ouvir»
«Vamos fazer um desfile em marcha-lenta entre Ferreira-a-Nova e Montemor-o-Velho e pedir uma audiência ao presidente da Câmara para o informar da situação difícil da agricultura no concelho», disse, à Lusa, Isménio Oliveira, dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Esta iniciativa foi decidida, na passada semana, numa reunião promovida pela Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra com o apoio da CNA, que juntou cerca de 25 agricultores na localidade de Liceia, em Montemor-o-Velho.
Entre outros aspectos, os agricultores do Baixo Mondego reivindicam ao Governo medidas de compensação para fazerem face ao aumento dos combustíveis e de outros factores de produção, como adubos e sementes.
O protesto está agendado para as 10 horas, num percurso de cerca de 12 quilómetros entre Ferreira-a-Nova, no concelho da Figueira da Foz, e Montemor-o-Velho.
Dia 2 de Julho, cerca de 80 tractores realizaram uma marcha lenta por algumas artérias da cidade de Chaves, seguindo em direcção à fronteira de Vila Verde da Raia. Nas máquinas agrícolas foram colocados cartazes onde se podia ler: «O Governo tem que nos ouvir», «Gasóleo agrícola - maior desconto», «Escoamento dos produtos agrícolas a preço justo» e «Jaime Silva - o carrasco da agropecuária».
«Estamos a dar um grito para ser ouvido no Terreiro do Paço», afirmou, Armando Carvalho, da CNA. O dirigente acrescentou ainda que os agricultores «querem um ministro e não um tabelião que apenas promulgue as políticas de Bruxelas».
Armando Carvalho disse mesmo que «o ministro, institucionalmente, deixou de ter condições para dialogar com os agricultores». Por isso, exigiu-se uma audiência com o primeiro-ministro.
Setúbal e Basto criticam Governo
Intimidação policial
Por proposta da CDU, a Assembleia Municipal de Setúbal aprovou, dia 27 de Junho, uma moção de condenação pela actuação da Governadora Civil em relação à manifestação de agricultores do distrito de Setúbal.
Este documento, onde se considera que a actuação da Governadora Civil contraria preceitos constitucionais, foi aprovado com os votos favoráveis da CDU, PSD e BE, e com os votos contra do PS.
Em causa está o protesto de dia 17 de Junho, organizado pela Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal, que a Governadora Civil de Setúbal pretendeu condicionar, através da colocação de forças policiais, alegando incompatibilidade com o Código da Estrada.
«Não se tratou de alteração do trajecto, tratou-se, pura e simplesmente, da tentativa de inutilização da manifestação por parte do Governo através da sua representante», acusa a moção, criticando ainda «a actuação das forças de segurança, que escoltaram os manifestantes ao longo de todo o trajecto de Setúbal a Palmela».
Solidariedade com os agricultores
No protesto de Braga a situação não foi diferente. Neste sentido, em nota de imprensa, a CDU de Basto manifestou a sua «solidariedade» para com os agricultores do distrito.
«É inadmissível que, decorridos 34 anos sobre o 25 de Abril, o Governador Civil de Braga, numa postura antidemocrática, tenha recorrido à intimidação e medidas anticonstitucionais, barrando, com veículos das patrulhas da autoridade, a passagem de dezenas de agricultores que nos seus tractores agrícolas e, no exercício do seu direito constitucional, procuravam pacificamente manifestar-se face à actual situação em que se encontra a agricultura e os agricultores portugueses», relatam os eleitos do PCP, apelando à população, nomeadamente de Basto, que se «solidarizem com a luta dos agricultores, com as suas justas reivindicações e que se mobilizem para as jornadas de luta em curso».
Entre outros aspectos, os agricultores do Baixo Mondego reivindicam ao Governo medidas de compensação para fazerem face ao aumento dos combustíveis e de outros factores de produção, como adubos e sementes.
O protesto está agendado para as 10 horas, num percurso de cerca de 12 quilómetros entre Ferreira-a-Nova, no concelho da Figueira da Foz, e Montemor-o-Velho.
Dia 2 de Julho, cerca de 80 tractores realizaram uma marcha lenta por algumas artérias da cidade de Chaves, seguindo em direcção à fronteira de Vila Verde da Raia. Nas máquinas agrícolas foram colocados cartazes onde se podia ler: «O Governo tem que nos ouvir», «Gasóleo agrícola - maior desconto», «Escoamento dos produtos agrícolas a preço justo» e «Jaime Silva - o carrasco da agropecuária».
«Estamos a dar um grito para ser ouvido no Terreiro do Paço», afirmou, Armando Carvalho, da CNA. O dirigente acrescentou ainda que os agricultores «querem um ministro e não um tabelião que apenas promulgue as políticas de Bruxelas».
Armando Carvalho disse mesmo que «o ministro, institucionalmente, deixou de ter condições para dialogar com os agricultores». Por isso, exigiu-se uma audiência com o primeiro-ministro.
Setúbal e Basto criticam Governo
Intimidação policial
Por proposta da CDU, a Assembleia Municipal de Setúbal aprovou, dia 27 de Junho, uma moção de condenação pela actuação da Governadora Civil em relação à manifestação de agricultores do distrito de Setúbal.
Este documento, onde se considera que a actuação da Governadora Civil contraria preceitos constitucionais, foi aprovado com os votos favoráveis da CDU, PSD e BE, e com os votos contra do PS.
Em causa está o protesto de dia 17 de Junho, organizado pela Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal, que a Governadora Civil de Setúbal pretendeu condicionar, através da colocação de forças policiais, alegando incompatibilidade com o Código da Estrada.
«Não se tratou de alteração do trajecto, tratou-se, pura e simplesmente, da tentativa de inutilização da manifestação por parte do Governo através da sua representante», acusa a moção, criticando ainda «a actuação das forças de segurança, que escoltaram os manifestantes ao longo de todo o trajecto de Setúbal a Palmela».
Solidariedade com os agricultores
No protesto de Braga a situação não foi diferente. Neste sentido, em nota de imprensa, a CDU de Basto manifestou a sua «solidariedade» para com os agricultores do distrito.
«É inadmissível que, decorridos 34 anos sobre o 25 de Abril, o Governador Civil de Braga, numa postura antidemocrática, tenha recorrido à intimidação e medidas anticonstitucionais, barrando, com veículos das patrulhas da autoridade, a passagem de dezenas de agricultores que nos seus tractores agrícolas e, no exercício do seu direito constitucional, procuravam pacificamente manifestar-se face à actual situação em que se encontra a agricultura e os agricultores portugueses», relatam os eleitos do PCP, apelando à população, nomeadamente de Basto, que se «solidarizem com a luta dos agricultores, com as suas justas reivindicações e que se mobilizem para as jornadas de luta em curso».