Escudo antimíssil

Polónia quer garantias

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, quer que os EUA garantam a segurança do país no caso de avançarem com a instalação do chamado escudo antimíssil norte-americano previsto para o território.
Segundo disse Tusk em conferência de imprensa, sexta-feira, neste momento as negociações entre Varsóvia e Washington sobre a matéria ainda decorrem porque o sistema balístico «aumenta determinados riscos e ameaças à Polónia».
«Podemos dar o nosso acordo a qualquer momento. Amanhã, dentro de uma semana, dentro de um mês, na condição de termos garantias reais para a nossa segurança», acrescentou o chefe do executivo citado pela Lusa.
De acordo com a agência de notícias portuguesa, Tusk terá proferido as declarações após uma conversa telefónica com o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, da qual resultaram contradições quanto às condições avançadas pela Casa Branca.
Em causa pode estar o compromisso inicial do Pentágono em modernizar as Forças Armadas polacas como moeda de troca pela instalação da referida estrutura.
A polémica entre os EUA e a Polónia sobre sistema balístico ocorre no contexto da visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, à República Checa, país onde os EUA vão instalar uma parte do dito escudo antimíssil, no caso uma estação de radar.
Praga não levanta objecções nem parece ter feito grandes exigências ao «aliado» transatlântico, de tal forma que se previa que o acordo entre as partes fosse assinado esta semana a propósito da visita de Rice.
Numa segunda fase, a Roménia e a Bulgária podem vir a acolher outras unidades do «sistema de protecção e defesa» norte-americano, cobrindo, assim, toda a fronteira ocidental da Rússia.
Não é por isso de estranhar que Moscovo se oponha à instalação do escudo no Leste Europeu e à implementação de um sistema idêntico nas suas fronteiras orientais, nomeadamente no Japão e Austrália.


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