Teatro é arte
Com a melhor programação de sempre, começa amanhã, sexta-feira, a 25.ª edição do Festival de Teatro de Almada.
O Berliner apresentará uma das suas produções recentes
Este festival ficará certamente marcado pela actuação da mais célebre companhia de teatro da Alemanha, o Berliner Ensamble, fundada por Bertolt Brecht e Helena Weigel, em 1949. O Berliner apresentará uma das suas produções recentes que obtiveram maior êxito: «Peer Gynt», de Henrik Ibsen, com direcção de Peter Zack. A realização do espectáculo, a mais dispendiosa produção até hoje programada pelo Festival, torna-se possível graças a um apoio financeiro especial concedido pelo Grupo Esphera, patrocinador regular do Festival e do Teatro Municipal de Almada.
«Peer Gynt», um longo poema escrito em 1876, é um dos textos míticos do teatro ocidental e Ibsen, o grande dramaturgo norueguês seu escritor, considerava-o irrepresentável. A adaptação do texto, que ele próprio fez para o palco, viria a tornar-se, no entanto, um grande sucesso, e a ser considerada uma obra-prima da literatura escandinava.
Também a tragédia clássica francesa tem um lugar destacado nesta edição com a apresentação do célebre «Le Cid» de Corneille (Teatro Nacional D. Maria II) e «Hippolyte», de Roberto Garnier (Teatro Municipal de Almada).
O Festival de Teatro de Almada inclui ainda outras relevantes produções. A encenadora espanhola Ana Zamora apresenta, numa co-produção com o festival e com o Teatro da Cornucópia, um dos espectáculos recentes de maior êxito em Espanha: «Mistério del Cristo de Los Gascones».
De Itália vem uma nova produção de Spiro Seimone, um dramaturgo já conhecido do público português e que é, hoje, uma das figuras de referência do teatro do seu país. «La Busta» é uma história que fala de abusos, descriminação e violência. É um dos espectáculos a apresentar no Palco Grande da Escola D. António da Costa e que encerrará o festival a 18 de Julho.
«Un conte mineur», de Sidonie Han e Laurine Schott, que venceram em França o prémio «Paris – Jeunes Talents 2007», é uma história sobre mineiros, contada através de marionetas.
O Théâtre dês Halles, de Avignon, apresenta «O Dia em que Simone deixou de cantar», interpretado pela actriz de teatro e cinema libanesa Darina Al Joundi. O espectáculo conta a história de uma adolescente na sua vida quotidiana no Líbano, com os conflitos familiares e sociais inerentes às condições de um país em estado de guerra e em acentuado debate religioso.
De Saragoça vem a Companhia PAI. «En la lengua floja», o espectáculo aragonês, é uma mistura de circo com palavras.
Teatro de Cuba
De Cuba vem o Teatro d’Dos, um dos grupos mãos destacados daquele país, fundado e dirigido por Júlio César Ramires. A peça de Abelardo Estorino, «La casa vieja», retrata uma família cubana dos anos 60 e evoca o ambiente de uma pequena aldeia de província. É um relato a partir da perspectiva actual dos filhos desta geração, que se interroga sobre os acontecimentos-chave daquela época.
O Festival de Teatro de Almada abre com uma produção de dança da CulturArte, de Moçambique, dirigida por Panaibra Gabriel, um dos coreógrafos destacados do continente africano. Intitulado «Dentro de mim outra ilha», o espectáculo alude à relação entre o ser social e o indivíduo, num quadro marcado pelos graves acontecimentos sociais e catástrofes naturais.
O espectáculo de honra de 2008 é «Gulliver», de Jonathan Swif, na encenação (e interpretação) de Jaime Lorca, que foi apresentado no festival em 2007 e votado maioritariamente pelo público para ser repetido.
Sete estreias portuguesas
A programação de espectáculos portugueses é marcada, este ano, pela estreia absoluta de sete criações, o maior número até agora registado no festival. Em colaboração com o Instituto Franco-Português, apresenta-se, nesta sala de Lisboa, um ciclo dos Artistas Unidos intitulado «Isto não é um concurso», no qual se inclui a realização cénica de três textos de outros tantos jovens autores portugueses: Ana Mendes, Inês Leitão e Luís Mestre.
O texto de Ana Mendes intitula-se «O Lago» e alude a uma aldeia com um ambiente denso, húmido e movediço, com prostitutas, um casal de doentes, cavalos agonizantes e pássaros de lata a cortar os céus.
A peça de Inês Leitão tem como título «Última história de Werther» e aborda uma história de amor incestuoso entre uma mãe e um filho. «Numa certa noite», de Luís Mestre, trata do drama de uma família que se desmorona quando o pai, ausente, resolve um dia regressar a casa.
Em co-produção com a Culturgest, «Gengis entre pigmeus», do Grupo Fora de Cena, com direcção de Pedro Marques, é outra das estreias.
No Teatro Maria Matos, em co-produção deste teatro com o Festival de Almada, o ALKANTARA-FESTIVAL e Devir/Capa e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, estreia-se a peça «A Festa».
Luís Madureira, cantor e actor, e o músico Jeff Cohen estão envolvidos em duas criações no festival. A primeira, em co-produção com o São Luís Teatro Municipal chama-se «Luís Madureira canta Barbara» e evoca o universo tradicional da canção francesa, recriada por aquela cantora. A segunda é uma produção da Companhia de Teatro de Almada e integra uma selecção de canções de compositores que colaboraram com Brecht: Kurt Weill, Paul Dessau e Hans Eisler, além de outros.
A programação portuguesa inclui ainda «Stabat Matter», de António Tarantino, uma produção dos Artistas Unidos. Estarão ainda em cena as peças «Quarto interior», «A força do hábito», «Hospedes indesejados» e «On the road».
Este ano, a personalidade homenageada, é o pintor e cenógrafo João Vieira, autor do poster do 25.º festival.
«Peer Gynt», um longo poema escrito em 1876, é um dos textos míticos do teatro ocidental e Ibsen, o grande dramaturgo norueguês seu escritor, considerava-o irrepresentável. A adaptação do texto, que ele próprio fez para o palco, viria a tornar-se, no entanto, um grande sucesso, e a ser considerada uma obra-prima da literatura escandinava.
Também a tragédia clássica francesa tem um lugar destacado nesta edição com a apresentação do célebre «Le Cid» de Corneille (Teatro Nacional D. Maria II) e «Hippolyte», de Roberto Garnier (Teatro Municipal de Almada).
O Festival de Teatro de Almada inclui ainda outras relevantes produções. A encenadora espanhola Ana Zamora apresenta, numa co-produção com o festival e com o Teatro da Cornucópia, um dos espectáculos recentes de maior êxito em Espanha: «Mistério del Cristo de Los Gascones».
De Itália vem uma nova produção de Spiro Seimone, um dramaturgo já conhecido do público português e que é, hoje, uma das figuras de referência do teatro do seu país. «La Busta» é uma história que fala de abusos, descriminação e violência. É um dos espectáculos a apresentar no Palco Grande da Escola D. António da Costa e que encerrará o festival a 18 de Julho.
«Un conte mineur», de Sidonie Han e Laurine Schott, que venceram em França o prémio «Paris – Jeunes Talents 2007», é uma história sobre mineiros, contada através de marionetas.
O Théâtre dês Halles, de Avignon, apresenta «O Dia em que Simone deixou de cantar», interpretado pela actriz de teatro e cinema libanesa Darina Al Joundi. O espectáculo conta a história de uma adolescente na sua vida quotidiana no Líbano, com os conflitos familiares e sociais inerentes às condições de um país em estado de guerra e em acentuado debate religioso.
De Saragoça vem a Companhia PAI. «En la lengua floja», o espectáculo aragonês, é uma mistura de circo com palavras.
Teatro de Cuba
De Cuba vem o Teatro d’Dos, um dos grupos mãos destacados daquele país, fundado e dirigido por Júlio César Ramires. A peça de Abelardo Estorino, «La casa vieja», retrata uma família cubana dos anos 60 e evoca o ambiente de uma pequena aldeia de província. É um relato a partir da perspectiva actual dos filhos desta geração, que se interroga sobre os acontecimentos-chave daquela época.
O Festival de Teatro de Almada abre com uma produção de dança da CulturArte, de Moçambique, dirigida por Panaibra Gabriel, um dos coreógrafos destacados do continente africano. Intitulado «Dentro de mim outra ilha», o espectáculo alude à relação entre o ser social e o indivíduo, num quadro marcado pelos graves acontecimentos sociais e catástrofes naturais.
O espectáculo de honra de 2008 é «Gulliver», de Jonathan Swif, na encenação (e interpretação) de Jaime Lorca, que foi apresentado no festival em 2007 e votado maioritariamente pelo público para ser repetido.
Sete estreias portuguesas
A programação de espectáculos portugueses é marcada, este ano, pela estreia absoluta de sete criações, o maior número até agora registado no festival. Em colaboração com o Instituto Franco-Português, apresenta-se, nesta sala de Lisboa, um ciclo dos Artistas Unidos intitulado «Isto não é um concurso», no qual se inclui a realização cénica de três textos de outros tantos jovens autores portugueses: Ana Mendes, Inês Leitão e Luís Mestre.
O texto de Ana Mendes intitula-se «O Lago» e alude a uma aldeia com um ambiente denso, húmido e movediço, com prostitutas, um casal de doentes, cavalos agonizantes e pássaros de lata a cortar os céus.
A peça de Inês Leitão tem como título «Última história de Werther» e aborda uma história de amor incestuoso entre uma mãe e um filho. «Numa certa noite», de Luís Mestre, trata do drama de uma família que se desmorona quando o pai, ausente, resolve um dia regressar a casa.
Em co-produção com a Culturgest, «Gengis entre pigmeus», do Grupo Fora de Cena, com direcção de Pedro Marques, é outra das estreias.
No Teatro Maria Matos, em co-produção deste teatro com o Festival de Almada, o ALKANTARA-FESTIVAL e Devir/Capa e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, estreia-se a peça «A Festa».
Luís Madureira, cantor e actor, e o músico Jeff Cohen estão envolvidos em duas criações no festival. A primeira, em co-produção com o São Luís Teatro Municipal chama-se «Luís Madureira canta Barbara» e evoca o universo tradicional da canção francesa, recriada por aquela cantora. A segunda é uma produção da Companhia de Teatro de Almada e integra uma selecção de canções de compositores que colaboraram com Brecht: Kurt Weill, Paul Dessau e Hans Eisler, além de outros.
A programação portuguesa inclui ainda «Stabat Matter», de António Tarantino, uma produção dos Artistas Unidos. Estarão ainda em cena as peças «Quarto interior», «A força do hábito», «Hospedes indesejados» e «On the road».
Este ano, a personalidade homenageada, é o pintor e cenógrafo João Vieira, autor do poster do 25.º festival.