Legalizar a precariedade
Foi evidente no decurso do debate o propósito do primeiro-ministro em apresentar o seu Governo como o arauto do combate à precariedade no trabalho. Repetiu-o quase à exaustão em vários momentos e, num deles, respondendo às duras críticas oriundas da bancada comunista, chegou mesmo a dizer que fica a dever-se a um governo PS «o maior avanço na legislação laboral contra a precariedade». O sofismo era evidente. E tinha um fim precioso: camuflar as malfeitorias das alterações ao Código do Trabalho.
Nada indica é que o truque do chefe do Governo tenha obtido os efeitos por si desejados. Jerónimo de Sousa, aludindo à questão, considerou estar-se em presença de «falsas medidas de combate à precariedade» cujo intuito é «adocicar e cobrir» as propostas retrógradas que agravam o Governo ao Código do Trabalho. E observou que se o Governo tivesse «uma posição séria» nesta matéria «começava ele próprio por corrigir ao abusos do Estado», repondo, por exemplo, a «justiça e a a legalidade na situação de oito mil bolseiros e de milhares de trabalhadores com recibos verdes».
Nada indica é que o truque do chefe do Governo tenha obtido os efeitos por si desejados. Jerónimo de Sousa, aludindo à questão, considerou estar-se em presença de «falsas medidas de combate à precariedade» cujo intuito é «adocicar e cobrir» as propostas retrógradas que agravam o Governo ao Código do Trabalho. E observou que se o Governo tivesse «uma posição séria» nesta matéria «começava ele próprio por corrigir ao abusos do Estado», repondo, por exemplo, a «justiça e a a legalidade na situação de oito mil bolseiros e de milhares de trabalhadores com recibos verdes».