Governo «insulta» povo de Mora
Mais de duas mil pessoas de Mora cortaram, dia 29 de Abril, a Estrada Nacional 2, em protesto contra a integração do concelho na unidade territorial do Alto Alentejo (Portalegre).
É um acto fascista o que estão a fazer ao concelho de Mora
O corte da via ocorreu na sequência de uma proposta apresentada durante a concentração da população no Jardim de São Pedro, depois de um desfile de protesto pelas ruas da povoação. Durante a acção, o presidente da autarquia, José Manuel Sinogas, considerou a continuação da integração de Mora na Nomenclatura de Unidade Territorial III (NUT III) do Alto Alentejo como «o maior ataque que o concelho sofreu desde o 25 de Abril de 1974».
«É um acto fascista o que estão a fazer ao concelho de Mora», afirmou o eleito comunista, responsabilizando o Governo e presidentes de câmara do PS no distrito de Évora pela situação.
Apelando à união dos habitantes em torno do objectivo comum, José Sinogas prometeu que os habitantes vão «ganhar a luta» porque têm razão.
Na manifestação, em que a população mostrou a sua revolta, porque pretende ver o concelho integrado na NUT III do Alentejo Central (Évora), esteve presente o deputado do PCP, eleito por Évora, João Oliveira. É de domínio público que o PCP assim como o seu Grupo Parlamentar desde sempre estiveram ao lado do povo de Mora, tomando aos mais diferentes níveis um conjunto de iniciativas e acções.
«Não quero morrer a caminho de Portalegre», «Queremos ser nós a decidir», «Mora pertence ao distrito de Évora», «Unidos venceremos», «O concelho de Mora exige respeito», foram algumas das palavras de ordem que o povo alteou no desfile.
Na base deste protesto está a possibilidade do concelho não integrar a NUT III do Alentejo Central (Évora fica a cerca de meia centena de quilómetros) e continuar integrada, como acontece há alguns anos, na do Alto Alentejo (o dobro da distância para Portalegre), conforme o actual modelo publicado em Abril em Diário da República.
PCP de Évora
«Solidariedade com a luta em curso»
A Direcção da Organização Regional de Évora do PCP manifestou, entretanto, num ofício dirigido ao presidente da Câmara, a sua «profunda solidariedade para com a luta em curso, exigindo que o concelho de Mora integre o Alentejo Central e não o Alto Alentejo, como teimosamente e prepotentemente o Governo PS quer impor».
«A partidarização das instituições por parte do Governo PS e dos seus representantes no distrito, bem como dos seus sete presidentes de Câmara, está bem patenteada no facto de continuarem a ignorar por completo os sentimentos e as vontades da população do concelho de Mora, obrigando-as a depender de Portalegre, quando sempre estiveram e estarão numa profunda ligação com a vida social, económica e cultural do distrito de Évora», afirmam os comunistas, acrescentando: «Estamos perante um Governo que não olha a meios para atingir os seus fins».
«É um acto fascista o que estão a fazer ao concelho de Mora», afirmou o eleito comunista, responsabilizando o Governo e presidentes de câmara do PS no distrito de Évora pela situação.
Apelando à união dos habitantes em torno do objectivo comum, José Sinogas prometeu que os habitantes vão «ganhar a luta» porque têm razão.
Na manifestação, em que a população mostrou a sua revolta, porque pretende ver o concelho integrado na NUT III do Alentejo Central (Évora), esteve presente o deputado do PCP, eleito por Évora, João Oliveira. É de domínio público que o PCP assim como o seu Grupo Parlamentar desde sempre estiveram ao lado do povo de Mora, tomando aos mais diferentes níveis um conjunto de iniciativas e acções.
«Não quero morrer a caminho de Portalegre», «Queremos ser nós a decidir», «Mora pertence ao distrito de Évora», «Unidos venceremos», «O concelho de Mora exige respeito», foram algumas das palavras de ordem que o povo alteou no desfile.
Na base deste protesto está a possibilidade do concelho não integrar a NUT III do Alentejo Central (Évora fica a cerca de meia centena de quilómetros) e continuar integrada, como acontece há alguns anos, na do Alto Alentejo (o dobro da distância para Portalegre), conforme o actual modelo publicado em Abril em Diário da República.
PCP de Évora
«Solidariedade com a luta em curso»
A Direcção da Organização Regional de Évora do PCP manifestou, entretanto, num ofício dirigido ao presidente da Câmara, a sua «profunda solidariedade para com a luta em curso, exigindo que o concelho de Mora integre o Alentejo Central e não o Alto Alentejo, como teimosamente e prepotentemente o Governo PS quer impor».
«A partidarização das instituições por parte do Governo PS e dos seus representantes no distrito, bem como dos seus sete presidentes de Câmara, está bem patenteada no facto de continuarem a ignorar por completo os sentimentos e as vontades da população do concelho de Mora, obrigando-as a depender de Portalegre, quando sempre estiveram e estarão numa profunda ligação com a vida social, económica e cultural do distrito de Évora», afirmam os comunistas, acrescentando: «Estamos perante um Governo que não olha a meios para atingir os seus fins».