Lutar por poder de compra
A CGTP-IN vê com preocupação O aumento dos preços, detectado em Março pelo INE, é visto com preocupação pela CGTP-IN, que alertou para as repercussões nas famílias de trabalhadores, particularmente as de mais baixos rendimentos.
É justo e legítimo exigir a reposição das perdas salariais
A central comentou anteontem os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, que apontam para uma subida de 3,1 por cento dos preços no consumidor, no mês de Março, face ao mês homólogo de 2007, e para uma taxa média anual de 2,6 por cento. Considera a Intersindical «intolerável que o Governo continue a utilizar referenciais de inflação, artificialmente baixos, para prejudicar os trabalhadores e pensionistas, pelo que é legítimo e de toda a justiça que seja desenvolvida a luta reivindicativa pela reposição do poder de compra.
Embora na variação mensal haja um salto de cerca de 19 por cento nas classes de vestuário e de calçado (decorrente da entrada em vigor das novas colecções Primavera-Verão), a CGTP-IN nota que a observação do período homólogo (Março de 2008 face a Março de 2007) mostra «uma pressão inflacionista determinada pelos bens alimentares, transportes, habitação e lazer».
Para a central, é «particularmente preocupante o aumento nos produtos alimentares», cujo impacto «é muito elevado nas famílias de baixos rendimentos». Citando o Inquérito aos Orçamentos das Famílias, efectuado pelo INE, a CGTP-IN destaca uma enorme diferença: nos 10 por cento das famílias que ganham menos, a despesa com alimentação e bebidas não alcoólicas (sem incluir a alimentação fora de casa) atinge 24 por cento da despesa total; este peso baixo para 10 por cento na parcela idêntica das famílias que têm rendimentos mais elevados.
Perante a evolução da inflação, «não tem credibilidade» a previsão do Governo, que aponta para 2,1 por cento em 2008. Por um lado, mesmo uma extrapolação que considere um congelamento dos preços até ao final do ano resulta numa inflação acima da previsão oficial; por outro lado, previsões de organizações internacionais apontam também para valores superiores.
As previsões deliberadamente baixas - volta a acusar a central - destinam-se a serem utilizadas como referenciais de inflação, na negociação colectiva, com vista a limitar o crescimento dos salários. Como exemplo, é recordada a perda de cerca de 10 por cento do poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública, no período desde o ano 2000.
Embora na variação mensal haja um salto de cerca de 19 por cento nas classes de vestuário e de calçado (decorrente da entrada em vigor das novas colecções Primavera-Verão), a CGTP-IN nota que a observação do período homólogo (Março de 2008 face a Março de 2007) mostra «uma pressão inflacionista determinada pelos bens alimentares, transportes, habitação e lazer».
Para a central, é «particularmente preocupante o aumento nos produtos alimentares», cujo impacto «é muito elevado nas famílias de baixos rendimentos». Citando o Inquérito aos Orçamentos das Famílias, efectuado pelo INE, a CGTP-IN destaca uma enorme diferença: nos 10 por cento das famílias que ganham menos, a despesa com alimentação e bebidas não alcoólicas (sem incluir a alimentação fora de casa) atinge 24 por cento da despesa total; este peso baixo para 10 por cento na parcela idêntica das famílias que têm rendimentos mais elevados.
Perante a evolução da inflação, «não tem credibilidade» a previsão do Governo, que aponta para 2,1 por cento em 2008. Por um lado, mesmo uma extrapolação que considere um congelamento dos preços até ao final do ano resulta numa inflação acima da previsão oficial; por outro lado, previsões de organizações internacionais apontam também para valores superiores.
As previsões deliberadamente baixas - volta a acusar a central - destinam-se a serem utilizadas como referenciais de inflação, na negociação colectiva, com vista a limitar o crescimento dos salários. Como exemplo, é recordada a perda de cerca de 10 por cento do poder de compra dos trabalhadores da Administração Pública, no período desde o ano 2000.