Trabalhar com direitos
Muitos milhares de trabalhadores manifestam-se contra a «flexigurança», em defesa dos direitos consignados na lei e na contratação colectiva, e por salários justos e estabilidade no emprego.
É necessário intensificar a resposta de luta à ofensiva do Governo e do patronato
Para Lisboa, deslocam-se hoje milhares de trabalhadores dos distritos a Sul de Coimbra, com concentração marcada para as 14.30 horas, na Praça do Duque de Saldanha (Administração Pública) e junto à sede da CIP (sector privado). Juntos, os trabalhadores desfilam depois até à Assembleia da República.
No Porto a manifestação de ontem (convocada para pouco depois da hora de fecho da nossa edição) deveria reunir também trabalhadores dos distritos de Bragança, Vila Real, Viana do Castelo, Braga, Viseu, Guarda, Aveiro e Coimbra, que se iriam deslocar em mais de quarenta autocarros. Semelhante mobilização estava a ser feito nos concelhos do interior do distrito do Porto. Sem deslocações de autocarro organizadas pelos sindicatos, esperava-se ainda uma boa participação da população do Grande Porto. Para as 15 horas, foram marcadas pré-concentrações da Administração Pública (na Praça da Batalha) e do sector privado (Praça dos Leões), que convergiriam para a Praça da Liberdade, onde teria lugar um comício com intervenções da Interjovem e do secretário-geral da CGTP-IN. Daqui partiria um desfile até ao Governo Civil.
As manifestações, ambas integradas numa única jornada de «aviso geral», foram convocadas pela CGTP-IN, que persiste na resposta de luta à ofensiva conjunta do Governo e do patronato.
Este «aviso geral» - preparado com inúmeros plenários e contactos em empresas e serviços e que levou muitos sindicatos a apresentarem pré-avisos de greve, de modo a permitir que milhares de trabalhadores possam legalmente ausentar-se do serviço e participar nas manifestações - interliga-se com as lutas em curso, em diversos sectores e empresas, e com as comemorações do 1.º de Maio, que a central vai promover em dezenas de localidades, por todo o País. Em Lisboa, informou já a Intersindical Nacional, a manifestação do Dia do Trabalhador regressa ao percurso tradicional, entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques.
Razões fortes e justas
Salientando que esta é uma luta de todos os trabalhadores, a Inter destaca, entre os motivos de mobilização dos trabalhadores, a rejeição da «flexigurança» e dos objectivos expressos no Livro Branco das Relações Laborais, em simultâneo com a exigência de revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e das leis laborais para a Administração Pública, bem como a defesa da contratação colectiva e o combate efectivo à precariedade do emprego.
Na mobilização para o «aviso geral», a CGTP-IN insistiu em denunciar os graves efeitos que teriam as alterações legislativas sugeridas pela Comissão do Livro Branco (nomeada pelo Governo), designadamente a facilitação dos despedimentos sem justa causa, o alargamento dos horários de trabalho, o não pagamento do trabalho suplementar e a redução de outros direitos dos trabalhadores. Exigindo políticas económicas que promovam emprego de qualidade, a central defende a melhoria dos salários dos trabalhadores portugueses, que devem aproximar-se à média da UE-15, de modo a obter mais igualdade na distribuição da riqueza.
No Porto a manifestação de ontem (convocada para pouco depois da hora de fecho da nossa edição) deveria reunir também trabalhadores dos distritos de Bragança, Vila Real, Viana do Castelo, Braga, Viseu, Guarda, Aveiro e Coimbra, que se iriam deslocar em mais de quarenta autocarros. Semelhante mobilização estava a ser feito nos concelhos do interior do distrito do Porto. Sem deslocações de autocarro organizadas pelos sindicatos, esperava-se ainda uma boa participação da população do Grande Porto. Para as 15 horas, foram marcadas pré-concentrações da Administração Pública (na Praça da Batalha) e do sector privado (Praça dos Leões), que convergiriam para a Praça da Liberdade, onde teria lugar um comício com intervenções da Interjovem e do secretário-geral da CGTP-IN. Daqui partiria um desfile até ao Governo Civil.
As manifestações, ambas integradas numa única jornada de «aviso geral», foram convocadas pela CGTP-IN, que persiste na resposta de luta à ofensiva conjunta do Governo e do patronato.
Este «aviso geral» - preparado com inúmeros plenários e contactos em empresas e serviços e que levou muitos sindicatos a apresentarem pré-avisos de greve, de modo a permitir que milhares de trabalhadores possam legalmente ausentar-se do serviço e participar nas manifestações - interliga-se com as lutas em curso, em diversos sectores e empresas, e com as comemorações do 1.º de Maio, que a central vai promover em dezenas de localidades, por todo o País. Em Lisboa, informou já a Intersindical Nacional, a manifestação do Dia do Trabalhador regressa ao percurso tradicional, entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques.
Razões fortes e justas
Salientando que esta é uma luta de todos os trabalhadores, a Inter destaca, entre os motivos de mobilização dos trabalhadores, a rejeição da «flexigurança» e dos objectivos expressos no Livro Branco das Relações Laborais, em simultâneo com a exigência de revogação das normas gravosas do Código do Trabalho e das leis laborais para a Administração Pública, bem como a defesa da contratação colectiva e o combate efectivo à precariedade do emprego.
Na mobilização para o «aviso geral», a CGTP-IN insistiu em denunciar os graves efeitos que teriam as alterações legislativas sugeridas pela Comissão do Livro Branco (nomeada pelo Governo), designadamente a facilitação dos despedimentos sem justa causa, o alargamento dos horários de trabalho, o não pagamento do trabalho suplementar e a redução de outros direitos dos trabalhadores. Exigindo políticas económicas que promovam emprego de qualidade, a central defende a melhoria dos salários dos trabalhadores portugueses, que devem aproximar-se à média da UE-15, de modo a obter mais igualdade na distribuição da riqueza.