Reformados, pensionistas e idosos manifestam-se em Lisboa

Contra as injustiças sociais

Milhares de reformados manifestaram-se em Lisboa contra as políticas do Governo. Este protesto teve como objectivo exigir o aumento das reformas, melhor e mais barato acesso aos cuidados de saúde e que seja facilitado o acesso dos idosos ao complemento solidário de reforma.

É altura de dizer basta a esta política

Mobilizados pelas suas estruturas unitárias, milhares de reformados de todo o País deslocaram-se, no sábado, a Lisboa, e, entre a Praça do Comércio e a Praça da Figueira, mostraram, com a sua força e determinação, um cartão vermelho à política do Governo PS. «Temos direito a uma vida mais digna», «Lutamos por pensões e reformas mais justas», «Basta de pensões de miséria», «Sócrates enriquece o capital. Reformados com vida de miséria e fome» e «Governo dá carne aos ricos, reformados roem os ossos», lia-se nas diversas faixas que os pensionistas e idosos envergaram, de punho bem erguido.
«Nesta luta combinamos o protesto com a vontade de viver com alegria e dignidade», afirmou Casimiro Menezes, presidente da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos (MURPI), explicando que, as bandeiras pretas, que esvoaçaram durante o trajecto, simbolizavam «as pensões de miséria», as brancas «a paz» e as vermelhas «a luta necessária para garantir os nossos direitos».
Casimiro Menezes alertou ainda para o facto de o Governo PS ter reduzido o valor das pensões e do poder de compra, agravado os impostos, encerrado os serviços de saúde e mandado «para as urtigas» as promessas eleitorais. «Basta de tanta hipocrisia social. Os reformados, pensionistas e idosos exigem ser respeitados», acentuou, exigindo, entretanto, «que o acesso ao complemento solidário do idoso respeite o direito à privacidade das famílias e a autonomia e dignidade dos idosos».
O presidente do MURPI alertou ainda para as falsas preocupações de certos políticos que, nos últimos três anos, ajudaram a maioria PS a «chumbar todas as propostas vindas daqueles que sempre defenderam os reformados, os idosos e os pensionistas».
«Isto é um escândalo! É altura de dizer basta a esta política que tira cada vez mais aos pobres e aos que menos têm, enquanto cinco dos maiores bancos portugueses lucram oito milhões de euros por dia», afirmou, referindo-se à Lei da Segurança Social que reduziu, drasticamente, «os valores das pensões e outras prestações sociais».
Casimiro Menezes alertou também para a «importância de cumprir a Constituição da República e defender os direitos da população idosa». «Apelamos à vossa adesão a todas as iniciativas que a partir deste momento se irão desenvolver no nosso país, para fortalecer o MURPI e dar mais voz aos reformados».


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