Operários romenos lutam por salários
Cerca de dez mil operários dos 12 mil que laboram na fábrica de automóveis Dacia-Renault de Petesti, situada a Noroeste de Bucareste, iniciaram na segunda-feira, 24, uma greve por tempo ilimitado exigindo aumentos dos salários e dos prémios.
Depois de já terem efectuado uma paralisação de duas horas no passado dia 14, os sindicatos decidiram convocar uma greve prolongada para pressionar a administração a aceitar as suas reivindicações.
O salário médio na Dacia ronda os 285 euros mensais, mas os operários com menos antiguidade (cerca de 2500) auferem o equivalente a 169 euros, ou seja, um montante inferior ao salário médio nacional.
A administração da empresa, que começou por propor um aumento de 31 euros, mostra-se agora pronta a pagar mais 19 por cento, o que representa três vezes a inflação prevista para 2008, mas fica muito abaixo das exigências sindicais.
Os trabalhadores reclamam uma revalorização salarial de 148 euros e um aumento dos subsídios pagos na Páscoa e no Natal. Para muitos significa quase o dobro do que ganham actualmente.
Embora possam parecer exageradas, estas reivindicações são justificadas pelo brutal aumento do custo de vida na Roménia que se aproxima rapidamente da média europeia. Certos produtos essenciais, como o leite ou a carne, já são de resto mais caros do que em França ou na Alemanha.
Acompanhando a evolução do salário médio nacional, os salários na Dacia subiram 20 por cento em 2007, mas continuam a ser dos mais baixos na Europa. Esta «vantagem competitiva» que as multinacionais exploraram à exaustão na última década, tende no entanto a desaparecer não só em resultado das crescentes pressões sociais, mas também devido à penúria de mão-de-obra que se sente no país, onde nos últimos anos cerca de 10 por cento da população atravessou as fronteiras em busca de melhores condições, designadamente em Itália ou na Espanha.
Para travar o movimento reivindicativo, a direcção do grupo Renault tem feito correr rumores de deslocalização para países como a Rússia ou Marrocos onde também é produzido o modelo Logan, um verdadeiro campeão de vendas.
Só no ano passado, da fábrica da Roménia saíram mais de 230 mil unidades deste automóvel, o que representou um aumento de 17,4 por cento em relação ao exercício de 2006 e um recorde absoluto de vendas que proporcionou 150 milhões de euros de lucros ao grupo francês.
Nos meses de Janeiro e Fevereiro as vendas dispararam 62 por cento, em relação ao mesmo período de 2007, e a produção deverá elevar-se para 350 mil viaturas até final de 2008.
Depois de já terem efectuado uma paralisação de duas horas no passado dia 14, os sindicatos decidiram convocar uma greve prolongada para pressionar a administração a aceitar as suas reivindicações.
O salário médio na Dacia ronda os 285 euros mensais, mas os operários com menos antiguidade (cerca de 2500) auferem o equivalente a 169 euros, ou seja, um montante inferior ao salário médio nacional.
A administração da empresa, que começou por propor um aumento de 31 euros, mostra-se agora pronta a pagar mais 19 por cento, o que representa três vezes a inflação prevista para 2008, mas fica muito abaixo das exigências sindicais.
Os trabalhadores reclamam uma revalorização salarial de 148 euros e um aumento dos subsídios pagos na Páscoa e no Natal. Para muitos significa quase o dobro do que ganham actualmente.
Embora possam parecer exageradas, estas reivindicações são justificadas pelo brutal aumento do custo de vida na Roménia que se aproxima rapidamente da média europeia. Certos produtos essenciais, como o leite ou a carne, já são de resto mais caros do que em França ou na Alemanha.
Acompanhando a evolução do salário médio nacional, os salários na Dacia subiram 20 por cento em 2007, mas continuam a ser dos mais baixos na Europa. Esta «vantagem competitiva» que as multinacionais exploraram à exaustão na última década, tende no entanto a desaparecer não só em resultado das crescentes pressões sociais, mas também devido à penúria de mão-de-obra que se sente no país, onde nos últimos anos cerca de 10 por cento da população atravessou as fronteiras em busca de melhores condições, designadamente em Itália ou na Espanha.
Para travar o movimento reivindicativo, a direcção do grupo Renault tem feito correr rumores de deslocalização para países como a Rússia ou Marrocos onde também é produzido o modelo Logan, um verdadeiro campeão de vendas.
Só no ano passado, da fábrica da Roménia saíram mais de 230 mil unidades deste automóvel, o que representou um aumento de 17,4 por cento em relação ao exercício de 2006 e um recorde absoluto de vendas que proporcionou 150 milhões de euros de lucros ao grupo francês.
Nos meses de Janeiro e Fevereiro as vendas dispararam 62 por cento, em relação ao mesmo período de 2007, e a produção deverá elevar-se para 350 mil viaturas até final de 2008.