Saara Ocidental

Repressão antecede diálogo

Frente POLISARIO e governo de Marrocos regressaram à mesa das negociações com o propósito de conciliarem divergências sobre o estatuto político do Saara Ocidental.
Para o encontro, que decorreu na localidade de Manhasset, na periferia de Nova Iorque, sob os auspícios das Nações Unidas e tendo como observadores os representantes dos vizinhos Argélia e Mauritânia, os independentistas saarauís levaram a convicção de que ainda é possível salvar o cessar-fogo decretado em 1991 após mediação da ONU, isto apesar do executivo de Rabat se recusar a cumprir um dos termos do acordo então subscrito, a realização de um referendo sobre a autodeterminação do território, e insistir no diálogo com base num estatuto de autonomia que mantém a soberania de Marrocos.
Antes do início desta terceira ronda, a POLISARIO lembrou as decisões do 12.º Congresso do partido, realizado em Dezembro passado, no qual foi reafirmada a vontade de condução pacífica do processo, mas onde, com igual determinação, foi sublinhada a disposição de retomar a luta armada caso Marrocos não cumpra com a palavra dada.
Entretanto, o secretário-geral da POLISARIO, Mohammed Abdelaziz, denunciou a política repressiva lançada por Marrocos antes do encontro em solo norte-americano. Em carta enviada a Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, o presidente da República Árabe Democrática Saarauí relatou a violência das autoridades marroquinas nas cidades de Semara, El Aaiun e Cabo Bojador.
Manifestações e protestos populares recentes exigindo a libertação de activistas dos direitos humanos e presos políticos foram alvo da violência dos ocupantes, disse Abdelaziz. Nas três localidades, as acções de força da polícia provocaram cerca de uma centena de feridos, entre os quais mulheres e crianças, e um número indefinido de detidos, aduziu.


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