«Espaço Cidadania»
Dar resposta às necessidades da comunidade imigrante do concelho do Seixal é o principal objectivo do Espaço Cidadania, que recebeu, recentemente, o prémio Melhores Práticas 2006 na Gulbenkian, atribuído pela Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes.
Trabalho colectivo para servir a população imigrante
O prémio foi atribuído no Dia Internacional dos Migrantes pela Plataforma sobre Políticas de Acolhimento e Integração de Imigrantes, criado no âmbito do Fórum Gulbenkian para a Imigração, e incluiu várias fundações e outras instituições ou Organizações da Sociedade Civil que têm vindo a desenvolver actividades ou a promover e a apoiar a investigação ou a reflexão em torno do tema imigração.
Para a vereadora da Acção Social na Câmara Municipal do Seixal, Corália Loureiro, este galardão foi considerado como «representativo e revelador do trabalho colectivo que se desenvolve para servir sempre melhor e com mais qualidade a população imigrante do concelho».
Questões como o reagrupamento familiar, procura de emprego, documentação ou apoio jurídico podem ser tratadas neste Espaço Cidadania, que funciona todos os dias entre as 9h30 e as 19h30 com um intervalo de duas horas para almoço.
A resolução de todas as questões é feita através de várias parcerias que o Espaço desenvolveu ao longo de mais de dois anos de funcionamento, nomeadamente com os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, «sendo este o primeiro município com este protocolo», UNIVA ou Centro de Emprego.
«Há aqui um conjunto de respostas que permite que os imigrantes tenham ali à mão a resolução das suas necessidades sem precisarem de terem de se deslocar a Setúbal ou Lisboa», garantiu à Lusa a vereadora responsável pelo pelouro da Acção Social.
Apoio qualificado
De acordo com dados dos serviços, o Espaço Cidadania atende cerca de 1200 pessoas, «sejam elas da comunidade local ou outros imigrantes que não sejam deste espaço municipal mas que são atendidos independentemente da área de residência ou trabalho».
«A nossa comunidade imigrante, com cerca de 350 mil pessoas, já exigia outro tipo de apoio, mais qualificado para responder às necessidades das populações migrantes e imigrantes», destacou Corália Loureiro.
Actualmente, o concelho tem uma predominância muito forte de imigrantes vindos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), de brasileiros e de europeus de Leste, além de ter um grupo cada vez mais crescente de ismaelitas.
Aliás, em termos de cabo-verdianos e ismaelitas, o concelho do Seixal tem as segundas maiores comunidades de imigrantes, estando previsto até para breve a abertura do segundo Centro Agakan do país, direccionado para os ismaelitas.
Questionada sobre a questão da integração destes imigrantes na sociedade e comunidade onde vivem, Corália Loureiro referiu sentir essa adaptação, destacando o facto de muitos dos imigrantes do município frequentarem a escola e exercerem cargos de chefias ou serem quadros superiores.
A defesa dos direitos dos imigrantes e sua integração tem sido uma temática muito desenvolvida pela autarquia, que tem vários projectos em funcionamento nessa área.
«Povos, culturas e pontes» é o nome de um projecto articulado entre as escolas do concelho e escolas dos países onde há programas de geminação e cooperação, ma tentativa de trazer «mais proximidade e conhecimento». Além disso, a autarquia desenvolve parcerias com as várias associações imigrantes do concelho, que são já mais de uma dezena.
«Muitas das nossas crianças imigrantes não conhecem o seu país de origem e este projecto é importante por isso mesmo, para uma maior integração e conhecimento junto das próprias comunidades», realçou a vereadora.
Para a vereadora da Acção Social na Câmara Municipal do Seixal, Corália Loureiro, este galardão foi considerado como «representativo e revelador do trabalho colectivo que se desenvolve para servir sempre melhor e com mais qualidade a população imigrante do concelho».
Questões como o reagrupamento familiar, procura de emprego, documentação ou apoio jurídico podem ser tratadas neste Espaço Cidadania, que funciona todos os dias entre as 9h30 e as 19h30 com um intervalo de duas horas para almoço.
A resolução de todas as questões é feita através de várias parcerias que o Espaço desenvolveu ao longo de mais de dois anos de funcionamento, nomeadamente com os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, «sendo este o primeiro município com este protocolo», UNIVA ou Centro de Emprego.
«Há aqui um conjunto de respostas que permite que os imigrantes tenham ali à mão a resolução das suas necessidades sem precisarem de terem de se deslocar a Setúbal ou Lisboa», garantiu à Lusa a vereadora responsável pelo pelouro da Acção Social.
Apoio qualificado
De acordo com dados dos serviços, o Espaço Cidadania atende cerca de 1200 pessoas, «sejam elas da comunidade local ou outros imigrantes que não sejam deste espaço municipal mas que são atendidos independentemente da área de residência ou trabalho».
«A nossa comunidade imigrante, com cerca de 350 mil pessoas, já exigia outro tipo de apoio, mais qualificado para responder às necessidades das populações migrantes e imigrantes», destacou Corália Loureiro.
Actualmente, o concelho tem uma predominância muito forte de imigrantes vindos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), de brasileiros e de europeus de Leste, além de ter um grupo cada vez mais crescente de ismaelitas.
Aliás, em termos de cabo-verdianos e ismaelitas, o concelho do Seixal tem as segundas maiores comunidades de imigrantes, estando previsto até para breve a abertura do segundo Centro Agakan do país, direccionado para os ismaelitas.
Questionada sobre a questão da integração destes imigrantes na sociedade e comunidade onde vivem, Corália Loureiro referiu sentir essa adaptação, destacando o facto de muitos dos imigrantes do município frequentarem a escola e exercerem cargos de chefias ou serem quadros superiores.
A defesa dos direitos dos imigrantes e sua integração tem sido uma temática muito desenvolvida pela autarquia, que tem vários projectos em funcionamento nessa área.
«Povos, culturas e pontes» é o nome de um projecto articulado entre as escolas do concelho e escolas dos países onde há programas de geminação e cooperação, ma tentativa de trazer «mais proximidade e conhecimento». Além disso, a autarquia desenvolve parcerias com as várias associações imigrantes do concelho, que são já mais de uma dezena.
«Muitas das nossas crianças imigrantes não conhecem o seu país de origem e este projecto é importante por isso mesmo, para uma maior integração e conhecimento junto das próprias comunidades», realçou a vereadora.