Provedor do patrão
Um leitor do Diário de Notícias escreveu ao Provedor do dito criticando o quase total silenciamento a que aquele jornal (tal como todos os outros média) remeteu a Conferência Nacional do PCP – realização que o leitor, com óbvia justeza e incontestável rigor, considera «uma iniciativa sem paralelo no quadro partidário nacional».
Respondeu o Provedor, supostamente no cumprimento do seu dever de avaliar com seriedade e justeza as queixas do leitor e sobre elas emitir parecer – e contando os passos que deu para chegar à conclusão a que chegou.
Primeiro passo: o Provedor «percorreu, com atenção, os jornais» do dia a seguir ao do «encerramento da Conferência» e encontrou «seis linhas», aqui; «uma notícia breve», acolá; «duas colunas», acoli… «E foi tudo», conclui, sem comentários.
Segundo passo: pediu comentário ao Director do DN , o qual começou por dizer que «o DN respeita o trabalho de todos os partidos». E, continuando a mentir, afiançou que «o PCP é tratado em igualdade de circunstâncias com qualquer outro partido ou organização».
Terceiro passo: o Provedor fez suas as palavras do Director e deu-lhes a continuidade consonante: repetiu, sobre o PCP, a velha cassette dos média dominantes – que são, como ambos muito bem sabem, propriedade do grande capital – e deu razão ao jornal negando-a a quem, inequivocamente, a tinha: o leitor.
Neste terceiro passo do seu provedoral passeio, o Provedor fala da insensibilidade do PCP - «organização hermética e formal» - face à «mudança de paradigma no jornalismo político (o avanço da ‘interpretação’ em prejuízo do relato, puro e duro». Ora – provê o Provedor - «os tempos mudaram», e «quem se der ao trabalho de ler os textos» emanados do PCP «encontra apenas ‘mais do mesmo’». Quer isto dizer que, não havendo «relato, puro e duro», o Provedor não leu o que foi escrito, mas apenas a ‘interpretação»do que foi escrito. Daí o escrito néscio que produziu.
Este provedor do patrão é um personagem-tipo da nova ordem comunicacional, cujos critérios se regem pela produção e difusão de uma desinformação organizada ao serviço dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros – e é tudo...
Respondeu o Provedor, supostamente no cumprimento do seu dever de avaliar com seriedade e justeza as queixas do leitor e sobre elas emitir parecer – e contando os passos que deu para chegar à conclusão a que chegou.
Primeiro passo: o Provedor «percorreu, com atenção, os jornais» do dia a seguir ao do «encerramento da Conferência» e encontrou «seis linhas», aqui; «uma notícia breve», acolá; «duas colunas», acoli… «E foi tudo», conclui, sem comentários.
Segundo passo: pediu comentário ao Director do DN , o qual começou por dizer que «o DN respeita o trabalho de todos os partidos». E, continuando a mentir, afiançou que «o PCP é tratado em igualdade de circunstâncias com qualquer outro partido ou organização».
Terceiro passo: o Provedor fez suas as palavras do Director e deu-lhes a continuidade consonante: repetiu, sobre o PCP, a velha cassette dos média dominantes – que são, como ambos muito bem sabem, propriedade do grande capital – e deu razão ao jornal negando-a a quem, inequivocamente, a tinha: o leitor.
Neste terceiro passo do seu provedoral passeio, o Provedor fala da insensibilidade do PCP - «organização hermética e formal» - face à «mudança de paradigma no jornalismo político (o avanço da ‘interpretação’ em prejuízo do relato, puro e duro». Ora – provê o Provedor - «os tempos mudaram», e «quem se der ao trabalho de ler os textos» emanados do PCP «encontra apenas ‘mais do mesmo’». Quer isto dizer que, não havendo «relato, puro e duro», o Provedor não leu o que foi escrito, mas apenas a ‘interpretação»do que foi escrito. Daí o escrito néscio que produziu.
Este provedor do patrão é um personagem-tipo da nova ordem comunicacional, cujos critérios se regem pela produção e difusão de uma desinformação organizada ao serviço dos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros – e é tudo...