Londres nacionaliza banco falido
O governo britânico está a preparar um plano que prevê a eventual nacionalização do banco Northern Rock, durante um período transitório, com o objectivo de estabilizar a instituição e evitar o seu colapso enquanto não se concretiza a sua venda.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Ministério da Economia comprometeu-se a encontrar uma solução para a crise do banco de Newcastle (Noroeste de Inglaterra) dentro do sector privado. No entanto, o governo britânico terá concluído, na noite de dia 13, que a nacionalização é a única forma de evitar a sua falência definitiva, admitindo dar esse passo já no início do próximo ano.
Embora vários investidores já tenham manifestado interesse em adquirir o banco (entre eles o mediático patrão da Virgin, Richard Branson), a crise dos mercados financeiros que afecta ambos os lados do Atlântico tem entravado o sucesso da transacção.
Na verdade, o Northern Rock, que entrou em ruptura no mês de Agosto na sequência da ruptura das instituições de crédito imobiliário nos Estados Unidos, tem vindo a operar graças a uma linha de crédito do Banco de Inglaterra, ao qual já deve 25 mil milhões de libras (cerca de 34.891 milhões de euros).
No actual contexto, encontrar um comprador que garanta a devolução daquele montante astronómico não se afigura uma tarefa fácil. Por esta razão, o próprio primeiro-ministro, Gordon Brown, já admitiu indirectamente que uma solução por via pública é a possibilidade mais realista se entretanto não aparecer ninguém com o capital necessário.
Mas a medida, garantiu Brown, é provisória: «O resultado final, seja qual for o caminho que se siga, é passar o banco para o sector privado». Ou seja, depois de saneada a crise à custa do erário público será de novo a vez de os privados tomarem conta dos lucros.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o Ministério da Economia comprometeu-se a encontrar uma solução para a crise do banco de Newcastle (Noroeste de Inglaterra) dentro do sector privado. No entanto, o governo britânico terá concluído, na noite de dia 13, que a nacionalização é a única forma de evitar a sua falência definitiva, admitindo dar esse passo já no início do próximo ano.
Embora vários investidores já tenham manifestado interesse em adquirir o banco (entre eles o mediático patrão da Virgin, Richard Branson), a crise dos mercados financeiros que afecta ambos os lados do Atlântico tem entravado o sucesso da transacção.
Na verdade, o Northern Rock, que entrou em ruptura no mês de Agosto na sequência da ruptura das instituições de crédito imobiliário nos Estados Unidos, tem vindo a operar graças a uma linha de crédito do Banco de Inglaterra, ao qual já deve 25 mil milhões de libras (cerca de 34.891 milhões de euros).
No actual contexto, encontrar um comprador que garanta a devolução daquele montante astronómico não se afigura uma tarefa fácil. Por esta razão, o próprio primeiro-ministro, Gordon Brown, já admitiu indirectamente que uma solução por via pública é a possibilidade mais realista se entretanto não aparecer ninguém com o capital necessário.
Mas a medida, garantiu Brown, é provisória: «O resultado final, seja qual for o caminho que se siga, é passar o banco para o sector privado». Ou seja, depois de saneada a crise à custa do erário público será de novo a vez de os privados tomarem conta dos lucros.