«A questão do Estado, questão central de cada revolução»
Foi lançada, no passado dia 10, a reedição do texto de Álvaro Cunhal A questão do Estado, questão central de cada revolução.
O lançamento, que decorreu no espaço que albergou a exposição comemorativa da Revolução de Outubro, numa centenária colectividade de Almada, esteve a cargo de José Casanova, membro da Comissão Política e autor do prefácio à nova edição.
O texto surgiu pela primeira vez no boletim O Militante em 1967, por ocasião do 50.º aniversário da Revolução de Outubro, tendo sido editado dez anos mais tarde pelas Edições Avante!. O dia escolhido para o lançamento foi o do nascimento de Álvaro Cunhal, que faria, sábado, 94 anos. A reedição integra-se precisamente nestas duas evocações.
Perante cerca de uma centena de pessoas, o director do Avante! considerou que as comemorações da Revolução de Outubro são fundamentais para quem não desiste de lutar, sejam quais forem as circunstâncias, pelos seus ideais e objectivos. Mas estas comemorações, prosseguiu, ganham ainda mais importância num momento em que está em curso uma «poderosa ofensiva» visando a criminalização do comunismo e, complementarmente, a santificação do capitalismo e a sua apresentação como última etapa da História.
Para José Casanova, há que lembrar que a Revolução de Outubro constituiu o primeiro passo da «mais humana e progressista experiência alguma vez tentada». E que a derrota dessa experiência não foi a derrota do ideal que a sustentava. O ideal comunista, realçou, «permanece vivo e pleno de actualidade e é fonte de força essencial da luta que milhões de trabalhadores prosseguem hoje em todo o mundo».
O director do Avante! destacou ainda o intenso trabalho de análise das causas desta derrota desenvolvido pelo PCP, nomeadamente no XIII e XIV congressos, salientando a «violenta e persistente ofensiva» de que a Revolução foi alvo desde o seu início ou a traição de dirigentes partidários e governantes. Mas, concluiu, o aprofundamento destas análises e reflexões permitirá dar uma resposta mais eficaz à ofensiva anticomunista e, também, mais força à luta daqueles que mantêm como referência fundamental a Revolução de Outubro.
Questão primordial da teoria marxista-leninista
Segundo José Casanova, o texto de Álvaro Cunhal aborda uma das questões fundamentais da teoria marxista-leninista – a questão do Estado. No Manifesto Comunista, Marx e Engels definem o novo Estado como «o proletariado organizado como classe dominante». Mais tarde, Lénine desenvolveria a teoria marxista do Estado concluindo que a tarefa que se colocava ao proletariado com a conquista do poder não era a de melhorar a máquina do Estado, mas de demoli-la, destruí-la, passando-se em seguida à edificação de um novo Estado que assegurasse a transformação revolucionária da sociedade capitalista em sociedade socialista.
A questão do Estado, salientou, está também presente desde muito cedo na obra de Álvaro Cunhal. Em obras como o Rumo à Vitória ou A Revolução Portuguesa, o Passado e o Futuro esta questão é abordada sempre ligada à realidade concreta da revolução portuguesa. No final do prefácio, José Casanova lembra que a vida deu razão às questões levantadas por Álvaro Cunhal, nomeadamente no que diz respeito às consequências da não criação, em Portugal, de um Estado democrático, que considerava uma falha de «extrema gravidade».
Aos tópicos lançados por José Casanova a plateia correspondeu com um vivo debate em que participaram militantes de várias gerações, experiências e formações.
O texto surgiu pela primeira vez no boletim O Militante em 1967, por ocasião do 50.º aniversário da Revolução de Outubro, tendo sido editado dez anos mais tarde pelas Edições Avante!. O dia escolhido para o lançamento foi o do nascimento de Álvaro Cunhal, que faria, sábado, 94 anos. A reedição integra-se precisamente nestas duas evocações.
Perante cerca de uma centena de pessoas, o director do Avante! considerou que as comemorações da Revolução de Outubro são fundamentais para quem não desiste de lutar, sejam quais forem as circunstâncias, pelos seus ideais e objectivos. Mas estas comemorações, prosseguiu, ganham ainda mais importância num momento em que está em curso uma «poderosa ofensiva» visando a criminalização do comunismo e, complementarmente, a santificação do capitalismo e a sua apresentação como última etapa da História.
Para José Casanova, há que lembrar que a Revolução de Outubro constituiu o primeiro passo da «mais humana e progressista experiência alguma vez tentada». E que a derrota dessa experiência não foi a derrota do ideal que a sustentava. O ideal comunista, realçou, «permanece vivo e pleno de actualidade e é fonte de força essencial da luta que milhões de trabalhadores prosseguem hoje em todo o mundo».
O director do Avante! destacou ainda o intenso trabalho de análise das causas desta derrota desenvolvido pelo PCP, nomeadamente no XIII e XIV congressos, salientando a «violenta e persistente ofensiva» de que a Revolução foi alvo desde o seu início ou a traição de dirigentes partidários e governantes. Mas, concluiu, o aprofundamento destas análises e reflexões permitirá dar uma resposta mais eficaz à ofensiva anticomunista e, também, mais força à luta daqueles que mantêm como referência fundamental a Revolução de Outubro.
Questão primordial da teoria marxista-leninista
Segundo José Casanova, o texto de Álvaro Cunhal aborda uma das questões fundamentais da teoria marxista-leninista – a questão do Estado. No Manifesto Comunista, Marx e Engels definem o novo Estado como «o proletariado organizado como classe dominante». Mais tarde, Lénine desenvolveria a teoria marxista do Estado concluindo que a tarefa que se colocava ao proletariado com a conquista do poder não era a de melhorar a máquina do Estado, mas de demoli-la, destruí-la, passando-se em seguida à edificação de um novo Estado que assegurasse a transformação revolucionária da sociedade capitalista em sociedade socialista.
A questão do Estado, salientou, está também presente desde muito cedo na obra de Álvaro Cunhal. Em obras como o Rumo à Vitória ou A Revolução Portuguesa, o Passado e o Futuro esta questão é abordada sempre ligada à realidade concreta da revolução portuguesa. No final do prefácio, José Casanova lembra que a vida deu razão às questões levantadas por Álvaro Cunhal, nomeadamente no que diz respeito às consequências da não criação, em Portugal, de um Estado democrático, que considerava uma falha de «extrema gravidade».
Aos tópicos lançados por José Casanova a plateia correspondeu com um vivo debate em que participaram militantes de várias gerações, experiências e formações.