Actividade sindical reprimida

A repressão sobre a actividade sindical, a perda de garantias e direitos laborais, a negação da contratação colectiva e os assassinatos de representantes dos trabalhadores cresceram em 2006. A conclusão é da Confederação Internacional de Sindicatos (CIS) no seu relatório anual sobre a violação dos direitos sindicais, documento que analisa a situação em 138 países.
De acordo com os dados divulgados pela CIS, no ano passado morreram mais 29 sindicalistas que em 2005, um aumento de 25,2 por cento que levanta sérias preocupações e diz respeito não apenas aos países ditos em vias de desenvolvimento, mas também aos países ditos desenvolvidos.
Para além dos 144 sindicalistas assassinados em 2006, outros 45 sofreram ameaças de morte; 832 foram torturados; 4959 foram formalmente identificados pelas autoridades, 484 foram detidos e 20 cumpriram mesmo pena; 8627 acabaram por perder o emprego em consequência da repressão sobre a legítima defesa dos direitos dos trabalhadores, acrescenta a CIS.
A Colômbia é o país mais perigoso para exercer actividade sindical- 78 sindicalistas assassinados em 2006 num total de 80 em toda a América Latina -, sublinha a confederação, e é o próprio secretário-geral da CIS, Guy Ryder, quem afirma que «o governo da Álvaro Uribe, em lugar de empregar os seus recursos para fazer frente ao problema, gasta milhões de dólares numa campanha de relações públicas para convencer o mundo de que a situação está a melhorar. Não são mais que mentiras».
A Europa e os EUA não ficam de fora das críticas. No «velho continente», menos de 10 por cento das empresas cumprem as disposições legais da liberdade sindical e da contratação colectiva, atropelos que ganham terreno e assumem particular gravidade nos países da Europa de Leste. Nos EUA, as denúncias de pressões, violência, coação e retaliação sobre os trabalhadores sucedem-se ao longo das quase 400 páginas do texto da CIS.
Multinacionais como a Coca-Cola, Wal-Mart, Goodyear, Nestlé, Media Markt, Unilever, Volkswagen ou Ikea figuram nos primeiros lugares de uma lista interminável de empresas que mais desrespeitam a actividade sindical no mundo.


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