Outro rumo nasce na luta
A Conferência Nacional do PCP sobre questões económicas e sociais, marcada para 24 e 25 de Novembro, e o empenho dos comunistas no esclarecimento e mobilização dos trabalhadores para a luta pela mudança de política no País (com uma importante etapa na manifestação que a CGTP-IN convocou para 18 de Outubro, em Lisboa), foram o pano de fundo de dois dos debates de sábado, no Fórum do Espaço Central.
Designado «Outro Rumo! Nova política ao serviço do povo e do País», o primeiro encontro de dirigentes e especialistas do Partido com o público serviu para divulgar os objectivos principais da Conferência, enquadrando-a no contexto económico e social e na acção geral dos comunistas. Agostinho Lopes, da Comissão Política, frisou que a actual situação - de crise, para milhões de portugueses, e de enriquecimento crescente de uns poucos - tem como responsáveis políticos aqueles que têm governado o País, e que há alternativa.
Fernando Sequeira, da Comissão para os Assuntos Económicos junto do CC, caracterizou a evolução dos sectores produtivos nas duas décadas decorridas desde a adesão à CEE, defendendo a necessidade de aumentar a produção nacional.
José Lourenço, igualmente da CAE, notou que nos grupos económicos actuais, surgidos fundamentalmente do processo de privatizações, as antigas famílias e os novos capitalistas têm como seus representantes, nas administrações, figuras politicamente situadas no «centrão» formado por PS, PSD e PP.
Tiago Cunha, economista, lembrou que o desenvolvimento económico deve contribuir para a melhoria das condições de vida do povo, acusando o Governo de estar aliado ao capital, fazendo agora o que antes o PS criticava a Bagão Félix.
Vasco Cardoso, da Comissão Política do Partido, salientou que a Conferência Nacional não é para especialistas, nem tratará apenas questões económicas, já que os temas sociais ganham hoje uma particular dimensão. Com a Conferência, ligada à vida e à luta dos trabalhadores, o PCP pretende apontar respostas aos problemas do País e do povo.
As crescentes desigualdades sociais, o violento ataque em curso (sobretudo com o que se conhece das alterações pretendidas ao Código do Trabalho), e a intensificação da luta para travar essa ofensiva estiveram em foco no debate «Os direitos dos trabalhadores e o combate à estratégia de retrocesso do Governo», no sábado à noite.
Francisco Lopes, da Comissão Política do PCP, reafirmou o empenho do Partido no esclarecimento e na mobilização para defender os direitos e interesses dos trabalhadores. A grande acção nacional, lançada na Festa, e o prosseguimento da luta, valorizando o sucesso da greve geral, foram passos apontados para travar a marcha de retrocesso e impor uma alternativa política.
Amável Alves, do Comité Central do Partido e da Comissão Executiva da CGTP-IN, lembrou que a ofensiva legislativa se destina a aumentar a possibilidade de exploração dos trabalhadores, o que implicará retrocessos sociais, ameaçando conquistas históricas.
Ana Avoila, coordenadora da Federação da Função Pública e da Frente Comum de Sindicatos, considerou que o executivo de Sócrates está a ser o pior, desde o 25 de Abril, para os trabalhadores e para a Administração Pública, seguindo, na sua «reforma», o caminho das reformas realizadas por Salazar e Marcelo Caetano. Enfatizou os resultados positivos da luta articulada dos trabalhadores da Administração Pública e do sector empresarial.
Francisco José Braz, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, argumentou que os avanços sociais foram sempre estimulados pela conquista de direitos dos trabalhadores. Apontou o vínculo de emprego público como uma defesa, tanto do trabalhador, como do erário público, perante um «patrão» que acaba por ser «o político do momento».
Isabel Barbosa, dirigente da JCP e sindical, debruçou-se sobre os efeitos da elevada precariedade de emprego dos jovens, que se reflecte em níveis salariais muito baixos. Destacou a forte participação de jovens na manifestação de 28 de Março e na greve geral.
As intervenções do público, em ambos os debates, destinaram-se sobretudo a desenvolver ou pormenorizar algumas das matérias abordadas, enfatizando a necessidade de prosseguir o esclarecimento e alargar a participação na luta.
A presidência da fraude
Pela terceira vez na presidência da União Europeia, o Governo português segue entusiasticamente a política de imposição do «novo» Tratado europeu e não se demarca da fraude política que está em marcha para evitar o referendo - acusou Agostinho Lopes, da Comissão Política do PCP, que moderou o debate «Presidência portuguesa e o futuro da UE», na sexta-feira à noite. Ilda Figueiredo criticou a recusa de discutir antes com os portugueses o que vai ser aprovado em Bruxelas, como sucedeu antes, com a «estratégia de Lisboa». Pedro Guerreiro, também deputado do Partido no PE, lembrou que PS, PSD e CDS fizeram uma revisão constitucional, em 2004, por causa de uma «constituição europeia» que ainda não existia e que foi reprovada pelos eleitores em França e na Holanda. Antes, Sérgio Ribeiro, ex-deputado, criticou a falta de informação sobre os conteúdos decididos na Presidência e acusou os governantes da UE de recearem correr o risco de reprovação do Tratado.
Designado «Outro Rumo! Nova política ao serviço do povo e do País», o primeiro encontro de dirigentes e especialistas do Partido com o público serviu para divulgar os objectivos principais da Conferência, enquadrando-a no contexto económico e social e na acção geral dos comunistas. Agostinho Lopes, da Comissão Política, frisou que a actual situação - de crise, para milhões de portugueses, e de enriquecimento crescente de uns poucos - tem como responsáveis políticos aqueles que têm governado o País, e que há alternativa.
Fernando Sequeira, da Comissão para os Assuntos Económicos junto do CC, caracterizou a evolução dos sectores produtivos nas duas décadas decorridas desde a adesão à CEE, defendendo a necessidade de aumentar a produção nacional.
José Lourenço, igualmente da CAE, notou que nos grupos económicos actuais, surgidos fundamentalmente do processo de privatizações, as antigas famílias e os novos capitalistas têm como seus representantes, nas administrações, figuras politicamente situadas no «centrão» formado por PS, PSD e PP.
Tiago Cunha, economista, lembrou que o desenvolvimento económico deve contribuir para a melhoria das condições de vida do povo, acusando o Governo de estar aliado ao capital, fazendo agora o que antes o PS criticava a Bagão Félix.
Vasco Cardoso, da Comissão Política do Partido, salientou que a Conferência Nacional não é para especialistas, nem tratará apenas questões económicas, já que os temas sociais ganham hoje uma particular dimensão. Com a Conferência, ligada à vida e à luta dos trabalhadores, o PCP pretende apontar respostas aos problemas do País e do povo.
As crescentes desigualdades sociais, o violento ataque em curso (sobretudo com o que se conhece das alterações pretendidas ao Código do Trabalho), e a intensificação da luta para travar essa ofensiva estiveram em foco no debate «Os direitos dos trabalhadores e o combate à estratégia de retrocesso do Governo», no sábado à noite.
Francisco Lopes, da Comissão Política do PCP, reafirmou o empenho do Partido no esclarecimento e na mobilização para defender os direitos e interesses dos trabalhadores. A grande acção nacional, lançada na Festa, e o prosseguimento da luta, valorizando o sucesso da greve geral, foram passos apontados para travar a marcha de retrocesso e impor uma alternativa política.
Amável Alves, do Comité Central do Partido e da Comissão Executiva da CGTP-IN, lembrou que a ofensiva legislativa se destina a aumentar a possibilidade de exploração dos trabalhadores, o que implicará retrocessos sociais, ameaçando conquistas históricas.
Ana Avoila, coordenadora da Federação da Função Pública e da Frente Comum de Sindicatos, considerou que o executivo de Sócrates está a ser o pior, desde o 25 de Abril, para os trabalhadores e para a Administração Pública, seguindo, na sua «reforma», o caminho das reformas realizadas por Salazar e Marcelo Caetano. Enfatizou os resultados positivos da luta articulada dos trabalhadores da Administração Pública e do sector empresarial.
Francisco José Braz, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, argumentou que os avanços sociais foram sempre estimulados pela conquista de direitos dos trabalhadores. Apontou o vínculo de emprego público como uma defesa, tanto do trabalhador, como do erário público, perante um «patrão» que acaba por ser «o político do momento».
Isabel Barbosa, dirigente da JCP e sindical, debruçou-se sobre os efeitos da elevada precariedade de emprego dos jovens, que se reflecte em níveis salariais muito baixos. Destacou a forte participação de jovens na manifestação de 28 de Março e na greve geral.
As intervenções do público, em ambos os debates, destinaram-se sobretudo a desenvolver ou pormenorizar algumas das matérias abordadas, enfatizando a necessidade de prosseguir o esclarecimento e alargar a participação na luta.
A presidência da fraude
Pela terceira vez na presidência da União Europeia, o Governo português segue entusiasticamente a política de imposição do «novo» Tratado europeu e não se demarca da fraude política que está em marcha para evitar o referendo - acusou Agostinho Lopes, da Comissão Política do PCP, que moderou o debate «Presidência portuguesa e o futuro da UE», na sexta-feira à noite. Ilda Figueiredo criticou a recusa de discutir antes com os portugueses o que vai ser aprovado em Bruxelas, como sucedeu antes, com a «estratégia de Lisboa». Pedro Guerreiro, também deputado do Partido no PE, lembrou que PS, PSD e CDS fizeram uma revisão constitucional, em 2004, por causa de uma «constituição europeia» que ainda não existia e que foi reprovada pelos eleitores em França e na Holanda. Antes, Sérgio Ribeiro, ex-deputado, criticou a falta de informação sobre os conteúdos decididos na Presidência e acusou os governantes da UE de recearem correr o risco de reprovação do Tratado.