Auditório

Direitos são para todos

Dentre os vários colóquios que ocorreram no Auditório do Pavilhão Central – dos direitos das mulheres à exploração digital de direitos ou à defesa dos direitos dos trabalhadores das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) –, dois houve que, pelo seu conteúdo, merecem particular destaque: desporto para as pessoas portadoras de deficiência e imigração. A assistência não era muita, ao contrário do que se passou nos outros debates, talvez a confirmar as denúncias que ali foram feitas sobre o vário tipo de discriminações que existem na sociedade relativamente e «estes filhos de um deus menor». Discriminações que, afinal, têm forçosamente que ter também algum reflexo na nossa Festa. Foi pena, pois estes debates foram mais uma oportunidade para se tomar conhecimento da situação dramática de milhares de pessoas que vivem a nosso lado, como se fossem invisíveis. Comovente foi, por exemplo, o testemunho de um pai de uma filha com paralisia cerebral, que já passou por todas as fases por que passam os pais destas crianças (mais tarde adultas) – negação, culpa, revolta, rendição e, finalmente, reaprendizagem –, bem como a luta de pais e técnicos para que a sociedade as olhe também e lhes reconheça o direito a viver a sua vida em pleno, dando-lhes para isso as necessárias condições.
Situações perturbantes foram também as que se ouviram no debate sobre imigração. Racismo, xenofobia, discriminações no trabalho, desperdício de saberes e conhecimentos são alguns dos fenómenos de que são vítimas os imigrantes, acusados de «tirar trabalho» ao povo português, afinal um povo de emigrantes. A nova lei da imigração foi porém valorizada pois, não podendo dizer-se «que é completamente boa», «é sem dúvida positiva» e permite a legalização de muitos imigrantes.



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