A chama mais acesa
«A luta é o caminho» será o lema da Cidade da Juventude nesta edição da Festa do Avante!. Mais do que uma palavra de ordem, esta é uma convicção profunda e uma forma de estar na vida dos jovens comunistas.
Para além da Cidade da Juventude, os militantes da JCP têm à sua responsabilidade a colocação das coberturas nos espaços centrais A construção da Festa é, várias vezes, o primeiro contacto de muitos jovens com o trabalho
No alto da Cidade da Juventude, num local visível e central, estará inscrito numa grande faixa de lona o lema da JCP para a edição deste ano da Festa do Avante!. Para Tiago Vieira, da direcção da JCP, «a luta é o caminho» pode parecer uma frase feita, mas não é. «Num momento em que os jovens estão confrontados com um discurso de inevitabilidades e factos consumados, é fundamental dar a visão que o Partido e a JCP têm para a transformação da sociedade», afirmou.
É precisamente sob esta divisa que na exposição política da Cidade da Juventude serão abordados os problemas dos estudantes do ensino secundário, superior e profissional e dos jovens trabalhadores. Para o jovem dirigente comunista, a exposição vai realçar o agravamento da situação política e a luta dos jovens destes sectores. Mas serão também referidas algumas questões transversais a todos estes sectores, como o problema da habitação. A mensagem central da exposição é afirmar a luta como «único meio para a transformação social».
No mesmo sentido, prosseguiu Tiago Vieira, «dedicaremos também um espaço à Revolução de Outubro e à ligação que esta tem com as lutas da juventude no mundo, e em particular em Portugal». Em primeiro lugar, afirmando essa Revolução como demonstração de que é possível transformar. Mas também, explicou, valorizando aspectos mais concretos do imenso «património de conquistas da Revolução de Outubro para a juventude do mundo». Conquistas essas que importa hoje defender e projectar para o futuro.
Também a actividade da JCP neste último ano estará reflectida na exposição patente na Cidade da Juventude. Entre as iniciativas realizadas merecerão destaque, entre outras, o 12.º Encontro Nacional do Ensino Secundário, a Campanha pela defesa dos Direitos e Liberdades Democráticas ou as acções realizadas em torno da exigência da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Para além da simples divulgação da actividade da JCP, esta parte da exposição tem uma importância acrescida, destacou Tiago Vieira. «Os jovens que contactaram na base com a JCP podem aqui conhecê-la em toda a sua abrangência. Por exemplo, um jovem que tenha participado no torneio de Futsal pode ter conhecido quarenta ou cinquenta outros jovens. Mas aqui poderá saber que participaram 1 500 neste torneio», afirmou o dirigente da JCP.
Debate e esclarecimento
Pela Cidade da Juventude e um pouco por toda a Festa estarão as já tradicionais Brigadas de Contacto da JCP. Durante três dias, cerca de 180 jovens comunistas abordarão os visitantes da Festa esclarecendo-os sobre a JCP e o Partido, e o seu projecto e propostas.
O tema das Brigadas deste ano é a defesa dos direitos e liberdades democráticas. Partindo de inúmeros exemplos de condicionamento da liberdade de expressão e de reivindicação que se verificam hoje em Portugal, os jovens comunistas pretendem questionar os visitantes acerca das razões para tais ataques. «Querem impedir-nos de lutar porquê? Porque, como nós, também sabem que a luta é o caminho e que só é possível lutar de forma consequente inserido numa organização revolucionária, como a JCP ou o PCP», esclarece.
Os debates (ver caixa) voltarão a marcar presença no espaço que, sendo da JCP, é de todos os jovens que visitam a Festa. Este ano são três. Num primeiro debate estará à discussão a situação laboral dos jovens trabalhadores, marcada pela precariedade e pela anunciada «flexigurança» e a sua luta. Com este debate, afirmou o dirigente comunista, a JCP pretende contribuir para o esclarecimento e mobilização para a jornada de luta dos trabalhadores de 18 de Outubro, convocada pela CGTP-IN.
À discussão estará também o papel dos media e da comunicação social na formação da opinião e na ofensiva ideológica. A Revolução de Outubro e a luta da juventude será o terceiro tema em debate.
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Setecentos jovens nas jornadas de trabalho
Formação política e humana
Rui Lopes tem 23 anos e é «quase» professor do 1.º Ciclo. Este ano assume a responsabilidade pela Brigada de Implantação da Cidade da Juventude. Sofia Silva tem 17 e estuda no Ensino Secundário em Leiria, na área de Economia. Tem a seu cargo a famosa e eficiente «brigada dos toldos» da JCP, que desde há alguns anos cobre praticamente todos os espaços da Festa do Avante!.
Rui nunca tinha participado em jornadas de trabalho e sentiu algumas dificuldades nos primeiros dias. Não sabia, por exemplo, distinguir entre prumos (tubos colocados na vertical) e passantes (na horizontal). Mas, confessa, não houve problemas de maior, pois sentiu «desde o primeiro dia um grande espírito de entreajuda e camaradagem» por parte de camaradas mais experientes nestas lides.
Também Sofia sentiu dificuldades e receios. De toldos, afirma, «sabia apenas apontar e coser, mais nada». Mas da sua brigada, conta, fazia parte a camarada que, no ano anterior, desempenhara a tarefa que hoje Sofia assume. «Esteve comigo durante uma semana e ajudou-me bastante», recorda. «Mas quando se foi embora, percebi que já me conseguia desenrascar sozinha.»
Desde Junho passaram pela Atalaia para trabalhar mais de setecentos jovens, estudantes do ensino secundário e do ensino superior e trabalhadores. Para Rui Lopes, o dia de trabalho funciona como um momento de formação ideológica. «É muito importante a nível ideológico que estudantes do secundário ou do superior, com pouca ou nenhuma ligação ao mundo do trabalho, estejam ali no terreno a construir e edificar um espaço, que também é seu», realça o responsável pela implantação.
Já Sofia Silva destaca a importância política da convivência entre jovens de vários pontos do País. «Ficamos a conhecer as realidades de outros pontos do País e aprendemos a lutar uns com os outros.» E há também as amizades que ficam de uns anos para os outros, realça a jovem estudante.
Para Rui Lopes, também os debates que a JCP organizou nos sábados das jornadas de trabalho foram muito úteis para aprofundar o conhecimento e a discussão sobre vários temas. Em sua opinião, a JCP conseguiu «uma conjugação bastante harmoniosa entre o trabalho e o aprofundamento do debate político».
Palco Novos Valores
Pelo acesso à cultura
Nos três dias da Festa, actuam no Palco Novos Valores 12 bandas oriundas de vários pontos do País. Tiago Vieira, da direcção da JCP, lembra que o concurso de apuramento decorreu em 18 regiões do País, em algumas delas tendo-se realizado mais do que uma eliminatória.
No concurso nacional, foram cerca de 30 bandas que enviaram maquetes para a JCP. Ou seja, valoriza, só a nível das bandas concorrentes, a Festa do Avante! e a JCP chegaram, por esta via, a centenas de jovens. Se a isto se acrescentar os concertos realizados em todo o País, o concurso terá chegado a alguns milhares de jovens.
Mas esta edição do concurso fica já marcada pelos avanços verificados ao nível da sua politização. No âmbito do concurso, a JCP realizou um abaixo-assinado pelo direito à democratização da produção e fruição culturais, nomeadamente a musical. Várias bandas subscreveram a petição e muitas delas, em pleno palco, «decidiram dizer publicamente que apoiavam o abaixo-assinado da JCP», conta Tiago Vieira.
Sexta-feira
20h00: «Strike Back» (metal)
0h00: «Balistik Force» (hip hop)
Sábado
14h00: «Nova Guarda» (hip hop)
16h00: «Spincity» (rock’n’roll blues)
18h00: «Conceito Pele» (pop rock)
20h00: «Godog» (metal)
22h00: «Moes Implosion» (funk rock)
00h00: «Black Bombain» (reaggae ska)
Domingo
15h00: «Kazoo Love Orchestra» (soft)
17h00: «Tchakare Kanyembe» (afrobeat jazz)
20h00: «Rebel Inc» (rock’n’roll)
21h00: «TV Rural» (rock)
Os debates
na Cidade da Juventude
Sábado às 14 horas
«Os media e a Liberdade de Expressão e Informação», com Margarida Botelho, Anabela Fino e João Miranda
Sábado, às 16.45 horas
«A Grande Revolução Socialista de Outubro e os Direitos da Juventude», com
Domingo, às 14.30 horas
«O Direito ao Trabalho com Direitos», com Andreia Pereira e Valter Loios
É precisamente sob esta divisa que na exposição política da Cidade da Juventude serão abordados os problemas dos estudantes do ensino secundário, superior e profissional e dos jovens trabalhadores. Para o jovem dirigente comunista, a exposição vai realçar o agravamento da situação política e a luta dos jovens destes sectores. Mas serão também referidas algumas questões transversais a todos estes sectores, como o problema da habitação. A mensagem central da exposição é afirmar a luta como «único meio para a transformação social».
No mesmo sentido, prosseguiu Tiago Vieira, «dedicaremos também um espaço à Revolução de Outubro e à ligação que esta tem com as lutas da juventude no mundo, e em particular em Portugal». Em primeiro lugar, afirmando essa Revolução como demonstração de que é possível transformar. Mas também, explicou, valorizando aspectos mais concretos do imenso «património de conquistas da Revolução de Outubro para a juventude do mundo». Conquistas essas que importa hoje defender e projectar para o futuro.
Também a actividade da JCP neste último ano estará reflectida na exposição patente na Cidade da Juventude. Entre as iniciativas realizadas merecerão destaque, entre outras, o 12.º Encontro Nacional do Ensino Secundário, a Campanha pela defesa dos Direitos e Liberdades Democráticas ou as acções realizadas em torno da exigência da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Para além da simples divulgação da actividade da JCP, esta parte da exposição tem uma importância acrescida, destacou Tiago Vieira. «Os jovens que contactaram na base com a JCP podem aqui conhecê-la em toda a sua abrangência. Por exemplo, um jovem que tenha participado no torneio de Futsal pode ter conhecido quarenta ou cinquenta outros jovens. Mas aqui poderá saber que participaram 1 500 neste torneio», afirmou o dirigente da JCP.
Debate e esclarecimento
Pela Cidade da Juventude e um pouco por toda a Festa estarão as já tradicionais Brigadas de Contacto da JCP. Durante três dias, cerca de 180 jovens comunistas abordarão os visitantes da Festa esclarecendo-os sobre a JCP e o Partido, e o seu projecto e propostas.
O tema das Brigadas deste ano é a defesa dos direitos e liberdades democráticas. Partindo de inúmeros exemplos de condicionamento da liberdade de expressão e de reivindicação que se verificam hoje em Portugal, os jovens comunistas pretendem questionar os visitantes acerca das razões para tais ataques. «Querem impedir-nos de lutar porquê? Porque, como nós, também sabem que a luta é o caminho e que só é possível lutar de forma consequente inserido numa organização revolucionária, como a JCP ou o PCP», esclarece.
Os debates (ver caixa) voltarão a marcar presença no espaço que, sendo da JCP, é de todos os jovens que visitam a Festa. Este ano são três. Num primeiro debate estará à discussão a situação laboral dos jovens trabalhadores, marcada pela precariedade e pela anunciada «flexigurança» e a sua luta. Com este debate, afirmou o dirigente comunista, a JCP pretende contribuir para o esclarecimento e mobilização para a jornada de luta dos trabalhadores de 18 de Outubro, convocada pela CGTP-IN.
À discussão estará também o papel dos media e da comunicação social na formação da opinião e na ofensiva ideológica. A Revolução de Outubro e a luta da juventude será o terceiro tema em debate.
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Setecentos jovens nas jornadas de trabalho
Formação política e humana
Rui Lopes tem 23 anos e é «quase» professor do 1.º Ciclo. Este ano assume a responsabilidade pela Brigada de Implantação da Cidade da Juventude. Sofia Silva tem 17 e estuda no Ensino Secundário em Leiria, na área de Economia. Tem a seu cargo a famosa e eficiente «brigada dos toldos» da JCP, que desde há alguns anos cobre praticamente todos os espaços da Festa do Avante!.
Rui nunca tinha participado em jornadas de trabalho e sentiu algumas dificuldades nos primeiros dias. Não sabia, por exemplo, distinguir entre prumos (tubos colocados na vertical) e passantes (na horizontal). Mas, confessa, não houve problemas de maior, pois sentiu «desde o primeiro dia um grande espírito de entreajuda e camaradagem» por parte de camaradas mais experientes nestas lides.
Também Sofia sentiu dificuldades e receios. De toldos, afirma, «sabia apenas apontar e coser, mais nada». Mas da sua brigada, conta, fazia parte a camarada que, no ano anterior, desempenhara a tarefa que hoje Sofia assume. «Esteve comigo durante uma semana e ajudou-me bastante», recorda. «Mas quando se foi embora, percebi que já me conseguia desenrascar sozinha.»
Desde Junho passaram pela Atalaia para trabalhar mais de setecentos jovens, estudantes do ensino secundário e do ensino superior e trabalhadores. Para Rui Lopes, o dia de trabalho funciona como um momento de formação ideológica. «É muito importante a nível ideológico que estudantes do secundário ou do superior, com pouca ou nenhuma ligação ao mundo do trabalho, estejam ali no terreno a construir e edificar um espaço, que também é seu», realça o responsável pela implantação.
Já Sofia Silva destaca a importância política da convivência entre jovens de vários pontos do País. «Ficamos a conhecer as realidades de outros pontos do País e aprendemos a lutar uns com os outros.» E há também as amizades que ficam de uns anos para os outros, realça a jovem estudante.
Para Rui Lopes, também os debates que a JCP organizou nos sábados das jornadas de trabalho foram muito úteis para aprofundar o conhecimento e a discussão sobre vários temas. Em sua opinião, a JCP conseguiu «uma conjugação bastante harmoniosa entre o trabalho e o aprofundamento do debate político».
Palco Novos Valores
Pelo acesso à cultura
Nos três dias da Festa, actuam no Palco Novos Valores 12 bandas oriundas de vários pontos do País. Tiago Vieira, da direcção da JCP, lembra que o concurso de apuramento decorreu em 18 regiões do País, em algumas delas tendo-se realizado mais do que uma eliminatória.
No concurso nacional, foram cerca de 30 bandas que enviaram maquetes para a JCP. Ou seja, valoriza, só a nível das bandas concorrentes, a Festa do Avante! e a JCP chegaram, por esta via, a centenas de jovens. Se a isto se acrescentar os concertos realizados em todo o País, o concurso terá chegado a alguns milhares de jovens.
Mas esta edição do concurso fica já marcada pelos avanços verificados ao nível da sua politização. No âmbito do concurso, a JCP realizou um abaixo-assinado pelo direito à democratização da produção e fruição culturais, nomeadamente a musical. Várias bandas subscreveram a petição e muitas delas, em pleno palco, «decidiram dizer publicamente que apoiavam o abaixo-assinado da JCP», conta Tiago Vieira.
Sexta-feira
20h00: «Strike Back» (metal)
0h00: «Balistik Force» (hip hop)
Sábado
14h00: «Nova Guarda» (hip hop)
16h00: «Spincity» (rock’n’roll blues)
18h00: «Conceito Pele» (pop rock)
20h00: «Godog» (metal)
22h00: «Moes Implosion» (funk rock)
00h00: «Black Bombain» (reaggae ska)
Domingo
15h00: «Kazoo Love Orchestra» (soft)
17h00: «Tchakare Kanyembe» (afrobeat jazz)
20h00: «Rebel Inc» (rock’n’roll)
21h00: «TV Rural» (rock)
Os debates
na Cidade da Juventude
Sábado às 14 horas
«Os media e a Liberdade de Expressão e Informação», com Margarida Botelho, Anabela Fino e João Miranda
Sábado, às 16.45 horas
«A Grande Revolução Socialista de Outubro e os Direitos da Juventude», com
Domingo, às 14.30 horas
«O Direito ao Trabalho com Direitos», com Andreia Pereira e Valter Loios