Direita perde fôlego
Confrontado com uma crescente contestação social, o governo conservador grego decidiu antecipar as eleições legislativas para 16 de Setembro, procurando recuperar apoio eleitoral para prosseguir as reformas liberais.
Os conservadores querem novo mandato para prosseguirem as reformas
Em perda acentuada de popularidade, estando apenas um ou dois pontos percentuais à frente da oposição socialista, o executivo de Atenas surpreendeu o país com a decisão de antecipar para Setembro as eleições legislativas que normalmente só se realizariam em Março ou Abril do próximo ano.
Embora os socialistas (PASOK) já tivessem reclamado eleições antecipadas, o seu anúncio, feito por um porta-voz governamental, na noite de quinta-feira, 16, e confirmado só no dia seguinte pelo primeiro-ministro, foi mal recebido sobretudo devido aos prazos apertados do calendário.
Tendo chegado ao poder em Março de 2004, a maioria de direita da Nova Democracia (ND) pretende um mandato renovado antes de se lançar no seu projecto mais odioso - a reforma da segurança social, que certamente provocará nova vaga de contestação social.
Essa estratégia foi na prática confessada pelo primeiro-ministro e líder da ND, Costas Caramanlis, ao declarar, na sexta-feira, 17, que «o governo terminou o trabalho da sua primeira legislatura» e que agora «temos de avançar mais depressa».
Para tanto, Caramanlis pediu ao eleitorado que participe massivamente no sufrágio e dê ao seu partido «uma maioria parlamentar forte».
Os conservadores, que interromperam duas décadas consecutivas de governação do PASOK, pretendem valorizar os resultados macroeconómicos, designadamente a taxa de crescimento económico que ronda os quatro por cento, a redução do défice público de 5,5 por cento em 2005 para 2,6 por cento actualmente e a diminuição do desemprego oficial para oito por cento.
Contudo, estes três anos e meio de mandato ficaram marcados por uma fortíssimas movimentações sociais, onde se destaca a recente realização de uma greve geral, bem como a luta contra a privatização do ensino, que juntou estudantes e professores e paralisou, durante meses, a maioria dos estabelecimentos escolares do país.
Embora os socialistas (PASOK) já tivessem reclamado eleições antecipadas, o seu anúncio, feito por um porta-voz governamental, na noite de quinta-feira, 16, e confirmado só no dia seguinte pelo primeiro-ministro, foi mal recebido sobretudo devido aos prazos apertados do calendário.
Tendo chegado ao poder em Março de 2004, a maioria de direita da Nova Democracia (ND) pretende um mandato renovado antes de se lançar no seu projecto mais odioso - a reforma da segurança social, que certamente provocará nova vaga de contestação social.
Essa estratégia foi na prática confessada pelo primeiro-ministro e líder da ND, Costas Caramanlis, ao declarar, na sexta-feira, 17, que «o governo terminou o trabalho da sua primeira legislatura» e que agora «temos de avançar mais depressa».
Para tanto, Caramanlis pediu ao eleitorado que participe massivamente no sufrágio e dê ao seu partido «uma maioria parlamentar forte».
Os conservadores, que interromperam duas décadas consecutivas de governação do PASOK, pretendem valorizar os resultados macroeconómicos, designadamente a taxa de crescimento económico que ronda os quatro por cento, a redução do défice público de 5,5 por cento em 2005 para 2,6 por cento actualmente e a diminuição do desemprego oficial para oito por cento.
Contudo, estes três anos e meio de mandato ficaram marcados por uma fortíssimas movimentações sociais, onde se destaca a recente realização de uma greve geral, bem como a luta contra a privatização do ensino, que juntou estudantes e professores e paralisou, durante meses, a maioria dos estabelecimentos escolares do país.