Estado não pode virar costas
Na «Companhia de Cartões do Cávado», situada em Ruães, Mire de Tibães, Braga, o futuro apresenta-se cada vez mais incerto para os seus mais de cem trabalhadores. Há cerca de mês e meio sem laborar, após a administração ter requerido o processo de insolvência em Março último e de a EDP ter cortado pouco tempo depois o abastecimento de energia eléctrica, continuam por saber quais as diligências que o Estado pensa adoptar no sentido de viabilizar a empresa. É que o Estado é o principal credor (1, 24 milhões de euros), por dívidas da empresa
à Segurança Social e ao fisco.
«Vai ou não ser desencadeada uma tentativa de viabilização desta empresa, a única do País a trabalhar em cartão compacto?», pergunta o deputado comunista Agostinho Lopes em requerimento dirigido ao Governo.
Este é seguramente mais um caso de falta de investimento e de má gestão que se traduziu, nomeadamente, nos últimos tempos, no pagamento irregular dos salários – já de si baixos, com valores abaixo dos 500 euros na sua grande maioria - , até que deixaram de ser pagos por completo em Abril passado.
Não isento de críticas está também o Governo, sobre quem recai a acusação de pouco ou nada ter feito para evitar este estado de coisas. «Por que razão não houve intervenção atempada sobre a empresa, procurando evitar o desfecho agora ocorrido, dado que a situação difícil da empresa, que se arrastava há anos, era do conhecimento do Estado (Segurança Social e Finanças)?», inquire o deputado do PCP, para quem é igualmente importante saber quais as medidas que estão a ser tomadas pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social com vista a ressarcir rapidamente os trabalhadores, credores de um milhão de euros por indemnizações, salários e direitos vencidos.
à Segurança Social e ao fisco.
«Vai ou não ser desencadeada uma tentativa de viabilização desta empresa, a única do País a trabalhar em cartão compacto?», pergunta o deputado comunista Agostinho Lopes em requerimento dirigido ao Governo.
Este é seguramente mais um caso de falta de investimento e de má gestão que se traduziu, nomeadamente, nos últimos tempos, no pagamento irregular dos salários – já de si baixos, com valores abaixo dos 500 euros na sua grande maioria - , até que deixaram de ser pagos por completo em Abril passado.
Não isento de críticas está também o Governo, sobre quem recai a acusação de pouco ou nada ter feito para evitar este estado de coisas. «Por que razão não houve intervenção atempada sobre a empresa, procurando evitar o desfecho agora ocorrido, dado que a situação difícil da empresa, que se arrastava há anos, era do conhecimento do Estado (Segurança Social e Finanças)?», inquire o deputado do PCP, para quem é igualmente importante saber quais as medidas que estão a ser tomadas pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social com vista a ressarcir rapidamente os trabalhadores, credores de um milhão de euros por indemnizações, salários e direitos vencidos.