Uma situação vergonhosa!
No sector corticeiro a discriminação salarial em função do género é aviltante. «Para trabalho igual, as mulheres ganham menos 99 euros do que os homens», denuncia o deputado comunista Jorge Machado, perguntando quando é chegada a hora de pôr cobro a esta «vergonhosa discriminação salarial».
O parlamentar do PCP lembra ainda que não obstante as suas insistentes chamadas de atenção para este grave problema, a verdade é que da parte do Ministério do Trabalho nunca houve outra atitude que não fosse a de «sacudir a água do capote», escudando-se no argumento de que nada pode fazer.
Uma reacção em tudo contraditória com o discurso assumido pelo titular da pasta que, por exemplo, aquando da apresentação do Relatório da OIT sobre as desigualdades, foi ele próprio a enaltecer a importância do combate à discriminação salarial, propagandeando o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para todos e todas.
A própria Comissão Europeia, face ao nível de discriminação salarial na generalidade dos países europeus, considera prioritária a tomada de medidas para colmatar esta disparidade, recorda ainda Jorge Machado.
Esta posição do parlamentar do PCP foi assumida em recente requerimento ao Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, no qual aborda também a justa luta dos trabalhadores da indústria corticeira por salários dignos e iguais.
Os trabalhadores, que já realizaram uma vigília no dia 13 de Julho em apoio das suas reivindicações, batem-se por um aumento salarial de € 35/mês (€40 para as mulheres) e por um subsídio de refeição de €6/dia, contemplando ainda na sua proposta outras matérias como férias, tolerância de ponto, subsídio escolar, organização dos tempos de trabalho e complementos salariais.
A estas justas reivindicações dos trabalhadores tem oposto a associação patronal uma proposta de aumento salarial na ordem de um por cento, o que é considerado de todo inaceitável tanto mais que, como refere Jorge Machado, a título de exemplo, a Corticeira Amorim – SGPS teve em 2006 um resultado líquido atribuível aos accionistas no valor de 20.104 milhões de euros, um crescimento de 27,7 por cento em relação ao ano anterior.
O parlamentar do PCP lembra ainda que não obstante as suas insistentes chamadas de atenção para este grave problema, a verdade é que da parte do Ministério do Trabalho nunca houve outra atitude que não fosse a de «sacudir a água do capote», escudando-se no argumento de que nada pode fazer.
Uma reacção em tudo contraditória com o discurso assumido pelo titular da pasta que, por exemplo, aquando da apresentação do Relatório da OIT sobre as desigualdades, foi ele próprio a enaltecer a importância do combate à discriminação salarial, propagandeando o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para todos e todas.
A própria Comissão Europeia, face ao nível de discriminação salarial na generalidade dos países europeus, considera prioritária a tomada de medidas para colmatar esta disparidade, recorda ainda Jorge Machado.
Esta posição do parlamentar do PCP foi assumida em recente requerimento ao Ministério do Trabalho e Solidariedade Social, no qual aborda também a justa luta dos trabalhadores da indústria corticeira por salários dignos e iguais.
Os trabalhadores, que já realizaram uma vigília no dia 13 de Julho em apoio das suas reivindicações, batem-se por um aumento salarial de € 35/mês (€40 para as mulheres) e por um subsídio de refeição de €6/dia, contemplando ainda na sua proposta outras matérias como férias, tolerância de ponto, subsídio escolar, organização dos tempos de trabalho e complementos salariais.
A estas justas reivindicações dos trabalhadores tem oposto a associação patronal uma proposta de aumento salarial na ordem de um por cento, o que é considerado de todo inaceitável tanto mais que, como refere Jorge Machado, a título de exemplo, a Corticeira Amorim – SGPS teve em 2006 um resultado líquido atribuível aos accionistas no valor de 20.104 milhões de euros, um crescimento de 27,7 por cento em relação ao ano anterior.