Contra o desemprego e a precariedade
Milhares de trabalhadores manifestam-se, dia 5, em Guimarães, no dia da reunião dos ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais da União Europeia.
A concentração é no Largo do Toural, às 14 horas
A acção de luta nacional da CGTP-IN, «Contra o desemprego e a preciariedade, Pela qualidade do emprego, Contra a flexigurança» será «um importante momento de continuação da luta dos trabalhadores portugueses, fortalecida pela greve geral de 30 de Maio e que deve continuar até que o Governo mude o rumo da sua política», afirmou ao Avante!, o membro da Comissão Executiva da central sindical, Amável Alves.
«Os temas que serão discutidos nesta reunião de ministros são bem conhecidos dos trabalhadores portugueses», referiu. «São políticas que estão já a sentir e merecem bem este protesto, porque a actual política europeia de subserviência ao grande capital é uma realidade nos locais de trabalho, através dos baixos salários, da precariedade do emprego e da regressão das políticas sociais».
Além dos trabalhadores da região, a acção contará com a participação de dirigentes, delegados e activistas sindicais de todas as regiões e sectores de actividade. «Não é objectivo da CGTP-IN que os trabalhadores façam greves para participarem nesta luta e não temos por objectivo fazermos uma manifestação comparável com a de 2 de Março, mas, estamos certos que participarão milhares de trabalhadores», considerou o dirigente sindical.
Inaceitável ataque aos direitos
A CGTP-IN pretende fazer ver, aos representantes dos Governos da UE que, para os trabalhadores portugueses é «inaceitável» a actual ofensiva contra os seus direitos, através da actual «regressão social e de um retrocesso violento das relacções laborais», refere-se na convocatória para a acção.
A central alerta para a flexigurança, considerada como meio para se «despedir mais facilmente e sem fazer o patrão pagar grande coisa, a troco de uma eventual formação e de uma protecção social que, já hoje, cada vez proteje menos». Esta medida é «a prioridade da Comissão de Durão Barroso e que o Governo de Sócrates quer seguir», prossegue o documento, lembrando que ela consta do Livro Verde para a Modernização das Relações Laborais na Europa.
A acção será também um momento para exigir respeito pelo exercício dos direitos individuais e colectivos, pela negociação colectiva, por justiça e coesão sociais, por serviços públicos de qualidade, a defesa «intransigente» das liberdades e direitos sindicais, e rejeitar a implementação da imposição dos despedimentos sem justa causa – com a flexigurança - e «a escandalosa desigualdade social de distribuição da riqueza nacional».
Exigir coesão social
No documento de análise sobre a presidência portuguesa da União Europeia, entre Julho e Setembro, a CGTP salienta como a Europa «do pleno emprego, da economia do conhecimento e da coesão social, afirmada na Estratégias de Lisboa», não foi alcançada porque a UE tem privilegiado «as vertentes da Estratégia respeitantes à competitividade e à liberalização». Ao salientar que a UE deve ter na devida conta a situação dos países com menor índice de desenvolvimento, a central considera necessárias políticas que garantam a qualidade do emprego, a inclusão social com igualdade de oportunidades e de género, e a acção contra as discriminações, respeitando-se as migrações e os direitos de quem as viva. Para CGTP-IN, a presidência portuguesa deve garantir serviços públicos com qualidade e uma estratégia de desenvolivimento sustentado para toda a União Europeia. O respeito pelos objectivos traçados na Cimeira do Miléno – erradicar a pobreza extrema, garantir a educação primária para todos, combater epidemias – deveriam ser prioridade da UE, mas, segundo a análise, não o serão, devido às «crescentes desigualdades sociais, muitas das quais agravadas pelos programas de ajustamento estrutural do Banco Mundial».
«Os temas que serão discutidos nesta reunião de ministros são bem conhecidos dos trabalhadores portugueses», referiu. «São políticas que estão já a sentir e merecem bem este protesto, porque a actual política europeia de subserviência ao grande capital é uma realidade nos locais de trabalho, através dos baixos salários, da precariedade do emprego e da regressão das políticas sociais».
Além dos trabalhadores da região, a acção contará com a participação de dirigentes, delegados e activistas sindicais de todas as regiões e sectores de actividade. «Não é objectivo da CGTP-IN que os trabalhadores façam greves para participarem nesta luta e não temos por objectivo fazermos uma manifestação comparável com a de 2 de Março, mas, estamos certos que participarão milhares de trabalhadores», considerou o dirigente sindical.
Inaceitável ataque aos direitos
A CGTP-IN pretende fazer ver, aos representantes dos Governos da UE que, para os trabalhadores portugueses é «inaceitável» a actual ofensiva contra os seus direitos, através da actual «regressão social e de um retrocesso violento das relacções laborais», refere-se na convocatória para a acção.
A central alerta para a flexigurança, considerada como meio para se «despedir mais facilmente e sem fazer o patrão pagar grande coisa, a troco de uma eventual formação e de uma protecção social que, já hoje, cada vez proteje menos». Esta medida é «a prioridade da Comissão de Durão Barroso e que o Governo de Sócrates quer seguir», prossegue o documento, lembrando que ela consta do Livro Verde para a Modernização das Relações Laborais na Europa.
A acção será também um momento para exigir respeito pelo exercício dos direitos individuais e colectivos, pela negociação colectiva, por justiça e coesão sociais, por serviços públicos de qualidade, a defesa «intransigente» das liberdades e direitos sindicais, e rejeitar a implementação da imposição dos despedimentos sem justa causa – com a flexigurança - e «a escandalosa desigualdade social de distribuição da riqueza nacional».
Exigir coesão social
No documento de análise sobre a presidência portuguesa da União Europeia, entre Julho e Setembro, a CGTP salienta como a Europa «do pleno emprego, da economia do conhecimento e da coesão social, afirmada na Estratégias de Lisboa», não foi alcançada porque a UE tem privilegiado «as vertentes da Estratégia respeitantes à competitividade e à liberalização». Ao salientar que a UE deve ter na devida conta a situação dos países com menor índice de desenvolvimento, a central considera necessárias políticas que garantam a qualidade do emprego, a inclusão social com igualdade de oportunidades e de género, e a acção contra as discriminações, respeitando-se as migrações e os direitos de quem as viva. Para CGTP-IN, a presidência portuguesa deve garantir serviços públicos com qualidade e uma estratégia de desenvolivimento sustentado para toda a União Europeia. O respeito pelos objectivos traçados na Cimeira do Miléno – erradicar a pobreza extrema, garantir a educação primária para todos, combater epidemias – deveriam ser prioridade da UE, mas, segundo a análise, não o serão, devido às «crescentes desigualdades sociais, muitas das quais agravadas pelos programas de ajustamento estrutural do Banco Mundial».